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Conheça Bernardo Kucinski

Bernardo Kucinski (São Paulo, 1937) é um jornalista, autor e cientista político brasileiro. É professor da Universidade de São Paulo, lecionando jornalismo internacional, entre outros. Publicou os romances K. – Relato de uma Busca (2011), Imperfect Pretérito (2017), The New Order (2019) e Julia: Nos Conflagrados do Senhor (2020). 

Ele recebeu o Prêmio Literário Jabuti em 1997 e foi finalista do Prêmio Literário São Paulo e do Prêmio Telecom Português em 2012. Ele é hoje considerado uma das principais figuras no campo da ficção autobiográfica e da prosa brasileira contemporânea. 

Em 2018, recebeu o Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo, que visa “inspirar jornalistas e artistas da linha de frente a abordar questões de anistia e direitos humanos”.

 

Biografia

Filho de imigrantes poloneses, cuja família permaneceu na Europa, morreu em um campo de concentração nazista.

Graduado em Física pela Universidade de São Paulo (1968). Em 1974, sua irmã Ana Rosa Kucinski, professora de química da Universidade do Pacífico Sul e membro da ALN (Aliança para a Libertação Nacional), foi presa e morta pela ditadura. 

Bernardo, um ativista estudantil durante a junta, foi preso e exilado. Retornou à Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo em 1986 e passou a integrar o quadro de funcionários da USP. 

Obteve seu doutorado em Ciências da Comunicação pela USP em 1991 apresentando a tese sobre mídias alternativas no Brasil entre 1964 e 1980. Com o título, Jornalistas e Revolucionários – Nos tempos da imprensa alternativa.

Em 1997 recebeu seu primeiro Jabuti com a obra Jornalismo Econômico (1996), resultado de sua tese de livre-docência e do pós-doutorado realizado em Londres.

 

Trabalho

Como o país já tinha um regime militar, Kucinski se mudou para o Reino Unido após participar de um mapeamento da tortura no Brasil, onde publicou duas reportagens pela revista Veja. 

Entre 1971 e 1974 trabalhou em Londres como produtor e locutor da BBC, repórter do The Opinion e depois da Gazeta Mercantil, trabalhando para aprofundar sua economia. 

Retornando ao Brasil em 1974, co-fundou os jornais alternativos Movimento e Em Tempo (se tornou o primeiro editor em 1977). Desde então, atuou como editor de mercadorias da Gazeta Mercantil e correspondente do The Guardian, Euromoney e Latin American Political Reports, todos os periódicos londrinos e Lagniappe Letter, um boletim de Nova York, além de produzir a coluna especial das revistas Exame. 

Ele também participou da revista Ciência Hoje da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Já em1986, ingressou na Universidade do Pacífico Sul como professor na Escola de Comunicação e Artes. Em 1991, ele publicou sua tese de doutorado, Repórteres e Revolucionários – na Era do Jornalismo Alternativo, um estudo que mapeou cerca de 150 periódicos que surgiram entre 1964 e 1980. 

As Cartas Ácidas são pequenas reportagens diárias de leitura crítica na mídia e enviadas ao candidato presidencial republicano de 1998, Luiz Inácio Lula da Silva. De 2002 a 2006 atuou como Assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. 

De fevereiro de 2003 a junho de 2006, atuou como Assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social (SECOM) da Presidência da República. Aposentou-se como professor titular da Faculdade de Comunicação e Artes – Departamento de Jornalismo e Editoração da Universidade de São Paulo.

Sua estreia na ficção, autor do livro K.: Relato de uma Busca, ilustrado por Enio Squeff, fez dele um possível finalista do Prêmio Literário São Paulo 2012 e do Prêmio Telecom Português.

 

Obras

  • Júlia, nos campos conflagrados do Senhor. São Paulo: Alameda, 2020.
  • A Nova Ordem. São Paulo: Alameda, 2019.
  • Pretérito Imperfeito. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
  • Os Visitantes. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
  • Alice Não mais que de repente. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.
  • Você vai voltar pra mim e outros contos. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
  • K. – Relato de uma Busca. São Paulo: Expressão Popular, 2011.
  • Jornalismo econômico. São Paulo: Edusp, 1996.
  • Jornalistas e Revolucionários. São Paulo: Edusp, 1991.
  • O que são Multinacionais. São Paulo, 1991.
  • Brazil Carnival of the opressed, Londres: Latina American Bureau, 1995.
  • Pau de Arara, La Violence Militaire au Brésil, França: Cahiers Libres, 1971.
  • Fome de Lucros, São Paulo: Brasiliense, 1977.
  • The debt squads, Londres: Zed Books Ltd, 1988.
  • A ditadura da dívida, São Paulo: Brasiliense, 1987.
  • Jornalismo na era virtual, São Paulo: UNESP, 2005.
  • Cartas ácidas da Campanha do Lula de 1998. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000.
  • Lula and the workers party in Brazil, Londres: Latin America Bureau, 2003.
  • Brazil state and struggle. Londres: Latin America Bureau, 1982.
  • A síndrome da antena parabólica, São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 1998.
  • Abertura: a história de uma crise. Brasil Debates. Brasil Hoje, número 5. 1982.

 

Luciana
Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

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