Quando Tudo Começou

Enfrentar os primeiros dias numa nova escola pode ser bem desafiador, ainda mais quando se é tímida e cheia de sonhos. O bom é quando essa conversa chega à cozinha​:​ Bolo delicioso de morango: Pão de Ló: 1 xíc. (chá) de leite quente 2 xíc. (chá) de açúcar 2 xíc. (chá) de farinha de trigo 1 col. (sopa) de fermento em pó 5 ovos Recheio: … Continuar lendo Quando Tudo Começou

A paixão segundo G.H.

É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. (p.10)

Esse trecho aparece em uma das primeiras páginas do livro. De maneira um tanto quanto intensa G.H. começa a nos contar que está perdida e meio confusa sobre quem ela é, sobre o que já não faz sentido, se é que algum dia fez. Ela simplesmente vai soltando muitos pensamentos sobre a experiência recente que teve. Nós, leitores, ainda não sabemos qual é essa experiência, então o início da leitura é bastante confuso para nós também. É como se estivéssemos dentro da cabeça de G.H., em meio a todos aqueles pensamentos, sem saber do que se trata. Até que, de repente, ela se volta para nós e diz: “me dá sua mão, vou te contar tudo”. G.H. diz que precisa imaginar que está segurando a mão de alguém, para seguir em frente e entender o que aconteceu,  para talvez se encontrar. Num primeiro momento, essa mão que ela segura é a mão do leitor, mas ao longo do livro isso muda, fica meio indefinido, na verdade. Às vezes parece que ela está segurando a mão de um (ex) companheiro e até mesmo de sua mãe e logo volta a ser a mão do leitor. É um pouco confuso, mas imagine que você está dentro da mente de G.H. e ela está falando, na verdade, consigo mesma. Você fala sozinho? Quando falamos sozinhos, direcionamos nosso discurso a um monte de gente e a ninguém, ao mesmo tempo. Essa é G.H segurando essas mãos invisíveis. Continuar lendo “A paixão segundo G.H.”

Desafio Literário 2017 – maio: Clarice Lispector

A leitura de maio do meu Desafio Literário: 12 livros escritos por mulheres para 2017 foi muito especial. Li um livro que queria ler há tempos, fiquei meio perdida com ele, depois me encontrei e só tive mais uma confirmação do porquê Clarice Lispector é tão admirada! Porém, como estou fazendo todos os meses, antes de falar sobre minha leitura, quero falar um pouquinho sobre … Continuar lendo Desafio Literário 2017 – maio: Clarice Lispector

Sensitivos

Ultimamente tenho lido vários autores nacionais, até então desconhecidos para mim, e confesso que estou ficando encantado com suas obras, não que eu duvidasse da capacidade de “nossos” autores, mas me prendia as obras mais conhecidas, hoje percebo as oportunidades que perdi de conhecer, anteriormente, várias boas obras como ”Sensitivos”.

Nossa protagonista, Sara Salim, é uma parapsicóloga que em determinado momento de sua vida adoece, com poucas chances de recuperação, Sara começa a aplicar em si própria as técnicas que estudava havia mais de 20 anos. E obtém resultados satisfatórios, com a intenção de contar sua história e quem sabe ajudar outras pessoas, Sara cria um blog, onde conta sua experiência.
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Mentes Roubadas

Mentes Roubadas é um romance policial, escrito por um brasileiro e ambientado no Brasil, ou seja, um livro totalmente tupiniquim, e que não deve nada às histórias estrangeiras. Como esperado de qualquer livro do gênero, Mentes Roubadas trás uma história permeada por diversos elementos como o mistério e investigação.

Possui uma narrativa muito bem amarrada que prende nossa atenção e aguça nossa curiosidade, fazendo assim com que mergulhemos na história e tentemos desvendar a mesma junto com seus protagonistas. Dois detetives pertencentes à Divisão de Pessoas desaparecidas da Polícia de São Paulo. Continuar lendo “Mentes Roubadas”

Quarto Escuro

“A gente encontra nossa cara metade uma vez nessa vida! Não importa se aos 15 ou aos 50 anos. Quando acontece é para sempre. Feliz ou infelizmente eu encontrei muito cedo. Tenho que viver com as dores e alegrias desse encontro prematuro”.

quarto-escuroQuarto Escuro ( de Cláudia Taulis) foi um dos poucos livros que me “prenderam” ao final da primeira página. Mostrando um dia na vida de uma família de classe média da cidade de São Paulo, onde duas das três irmãs estão se arrumando para sair. Cláudia, 17 anos, irá levar Flávia, 9 anos, a uma festa de uma amiga, e irá ao cinema com seu namorado Marcus, 19 anos. Deixando de lado a demora de Flávia para se arrumar, tudo estava caminhando bem, porém a caminho da festa, as irmãs são sequestradas por engano.

Eduardo, um rapaz de 20 anos cujo sonho era fazer faculdade de jornalismo, muda – junto com sua familia – o rumo de sua vida, e entra para o mundo do crime. Pais, irmãos e o próprio são os responsáveis pelo sequestro das irmãs. O que Eduardo não previa era se apaixonar por Cláudia, e que seria correspondido.

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