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O Hobbit

Antes de começar a resenha propriamente dita, acho que devo esclarecer uma coisa: na minha opnião, “The Sunday Times” estava um tanto quanto equivocado ao publicar esse singelo elogio. Esse mundo que conhecemos – e quem sabe a Terra-Média também? – na verdade está divido entre aqueles que leram “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis” e aqueles que devem lê-los; a obra de Tolkien transcende toda e qualquer expectativa.

“Num buraco no chão vivia um hobbit.” Segundo o próprio Tolkien, essa frase ele escreveu, sem motivo algum, numa folha em branco da prova de um dos alunos que gostariam de ingressar na universidade que ele trabalhava. Foi a partir dessa frase, a qual nem ele mesmo soube por quê tinha escrito, que ele criou todo universo de “O Hobbit”. E, posteriormente, ramificado de “O Hobbit”, surgiu a famosa trilogia “O Senhor dos Anéis”. Continuar lendo “O Hobbit”

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Lázarus

Misterioso, sedutor, fascinante, pulsante e muitos outros adjetivos. Sete meses atrás, quando idealizamos e fizemos o Coolture News nunca pensei que teria a oportunidade e a honra de conhecer tantos livros bons, principalmente os nacionais. Confesso que, assim como muitos, tinha um certo receio quando se tratava de autores nacionais, em grande parte pela pouca divulgação dessas obras (graças a Deus vejo isso mudando a cada dia).

Lázarus, de Georgette Silen, foi uma surpresa agradável, escrito de uma forma envolvente com personagens bem construídos que passamos a admirar foi um livro que me prendeu em suas primeiras linhas.

Laura é a personificação da mulher moderna, bem sucedida profissionalmente, viúva e uma ótima mãe que ao receber uma proposta de emprego de curadora de arte no The City Museum of Art ang Gallery muda com Cinthia, sua filha, para Bristol. Continuar lendo “Lázarus”

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O Poço e a Mina

Se continuar assim, creio que tornar-se-á uma mania, em minhas resenhas, discordar das opniões de outros autores quanto aos livros em questão. Entretanto, quando você se depara com uma obra tão boa e cativante quanto “O Poço e a Mina” você é obrigado a ser um tanto quanto atrevido a ponto de querer corrigir as palavras da autora Fannie Flagg; os personagens deste livro não te deixam com saudade quando você termina suas histórias, isso acontece muito antes disso. Logo nas primeiras páginas você já se sente parte da família da Tessie.

O enredo principal da história inicia-se em uma noite em que Tess estava na varanda, observando de longe o seu poço, e flagra uma mulher – a qual ela não reconhece – jogando um bebê lá dentro. Chocada com tal acontecimento, ela conta isso à sua irmã, Virgie, e posteriormente à seus pais, Albert e Leta, os quais inicialmente não acreditam na garota. Entretanto, no dia seguinte, Leta acaba tendo uma desagradável surpresa quando, ao tentar tirar água do poço, acaba puxando de lá um pequeno cobertor. Continuar lendo “O Poço e a Mina”

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O Beco Indica #14

Toda semana, dez indicações de links para enriquecer sua timeline

O que seria do arco-íris sem suas camadas de cor? Vamos falar um pouco sobre tópicos espalhados pelo caminho da diversidade.

#1

Os dias tem sido sombrios aqui em terras brasileiras. Uma medida de um juiz do DF causou desconforto e indignação para o Conselho Federal de Psicologia, comunidade científica e comunidade LGBT. Uma medida que não tem respaldo científico, apesar de ter usado este argumento (já invalidado pelo Conselho Federal de Psicologia) como ponto de importância para promover soluções e curas para indivíduos. A pergunta que fica é: se a brecha para o estudo e aplicabilidade de terapias de cura para homosexualidade podem ser realizadas com base em uma “liberdade científica”, será que a cura hetero também será estudada? Fica aí a dúvida para a humanidade. E por falar em liberdade científica, vamos de Pirula para pensar um pouco.

 

#2

A resolução do juiz não caminha sozinha. Na semana anterior as linhas dos tempo foram bombardeadas com o conceito de arte e “depravação”. Vou usar depravação entre aspas, pois não consegui interpretar os recortes feitos pelo MBL que foram base de argumento para coibir que a exposição QueerMuseu finalizasse sua temporada em Porto Alegre. De tudo que pude acompanhar, dois posts foram os mais elucidativos possíveis sobre a ação. O primeiro foi feito no perfil do Facebook da jornalista Amanda Carvalho e sabiamente respondido pelo colega Paulo Lannes, também jornalista e estudante de graduação de Teoria da Arte pela UnB que apresenta um cenário complexo para pensar sobre a arte e como ela se relaciona com a época em que está vigente (e após também). A segunda é o vídeo abaixo do Justificando que fala por si só com o Pesquisador, Professor Doutor de Direito na Universidade Federal de São Paulo e ativista LGBT Renan Quinalha.

 

#3

Na contra mão deste tipo de discurso, outras medidas, realizadas por pessoas que pensam o diverso como parte do todo, tem permitido que este tipo de conduta jurídica não prevaleça no cenário mundial. Rihanna, que já é rainha, musa e diva de todas as frentes, criou uma linha de produtos em conjunto com a Séphora que promove a diversidade e amplia as necessidades das minorias, tornando-as parte deste todo fantástico que é o ser humano. São 40 tipos de bases líquidas para 40 tipos de tons de peles. Pode parecer fútil este tipo de nota, mas é de extrema importância em um cenário onde o único é contemplado. A promoção da diversidade é uma pauta LGBT, que busca o reconhecimento de que todos fazem parte da sociedade e não devem ser excluídos. Ponto pra ela.

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#4

A palavra do dia, Diversidade, esteve presente em dois momentos especiais do Rock in Rio. O primeiro é de arrepiar. A apresentação da cantora Pabllo Vittar no palco alternativo acompanhada em coro pela plateia. PAra entender um pouco do que foi a presenta dela no RIR, clica aqui e veja o show inteiro. O furacão foi tanto, que voltou na mesma noite para uma participação surpresa com Fergie no palco central do festival. O segundo momento leva o nome de Elza Soares. Com suas mais de sete décadas de vida e luta, mostrou todo o poder de sua presença ao cantar seu novo repertório em A Mulher do Fim do Mundo. Afinal, a carne mais barata do mercado é a carne negra.

 

#5

Não me recordo bem, mas acredito que desde o ano passado que o Ministério da Saúde vem promovendo ações em consonância com o Conselho Federal de Psicologia para prevenir o suicídio. Mas… diante de tantos artistas que nos deixaram este ano, além de amigos e conhecidos que sucumbiram e seriados que falam sobre o tema, o suicídio ainda é visto como doença e não sintoma. A depressão, doença tão silenciosa quanto a hipertensão arterial, é a principal causa, seguida de ansiedade e outros transtornos de saúde mental. A pessoa pode ser a mais ativa e feliz do mundo, como mostra o vídeo postado nas redes por Talinda, viúva de Chester Bennigton (cantor do Linkin Park) recentemente acometido por uma crise depressiva que o levou ao suicídio. Sabe, eu sei disso. Sofro de depressão há anos. E mesmo que você que não passa por nenhum sintoma de transtorno de saúde mental queira ajudar, o melhor caminho ainda é se fazer presente. Reconhecer a causa é meio caminho andado para a prevenção, desta e de outras doenças que nos assombram silenciosamente.

 

#6

Mas há aqueles que sobrevivem e que acabam por percorrer outros caminhos. Alguns, mais obscuros, mas que elevam o pensamento. Tratado como louco pela mídia do entretenimento norte-americana, Jim Carrey sobreviveu a uma fase sombria de depressão profunda em sua vida e se transformou durante o processo. Com linhas de pensamento próximas do Existencialismo filosófico do século passado (principalmente Albert Camus), o ator passou a um outro nível de relativização da vida e de suas transformações. No último sábado, Prince EA postou um vídeo em sua página de Facebook que me fez acreditar mais ainda nesta hipótese (inclusive citando o mesmo filósofo) que gostaria de compartilhar, não só na minha linha do tempo daquela rede, mas com vocês por aqui.

 

#7

Isso tudo nos faz pensar o porquê de grandes corporações estarem pensando sobre depressão e como combatê-la. Responsabilidade autoral ainda é algo frágil em terras brasilienses, mas em outros países já fazem parte de estudos dirigidos e com início de comprovação científica no campo da profilaxia. Uma dessas ações é realizado nos EUA pela Google. A gigante de tecnologia realizou um teste online para auxiliar as pessoas a identificarem sinais de depressão e procurar ajuda. A ferramenta está associada a busca de palavras chaves que indicam depressão clínica. Nela, um questionário realizado em parceria com a Aliança Nacional para Doenças Mentais usa a metodologia PHQ-9 que é reconhecida como ferramenta de diagnóstico de depressão. A matéria que comenta o estudo e suas interfaces é do Jornal Nexo.

#8

Acompanho uma revista australiana de circo desde o início do ano, a Carnival Cinema. Foi uma descoberta feliz, procurando por vídeos de mulheres malabaristas. E nesse lance de encontros, me deparei com dois temas que tem preenchido meu pensamento nos últimos dois anos: o autismo e o circo. Meu sobrinho é autista e encontrar maneiras de compartilhar momentos que o possa estimular a ser sociável é uma busca de todos aqui de casa. Nessa brincadeira a Carnival fez uma matéria com Kristy Seymour, trapezista e professora de aéreos (técnica circense de equilíbrio em objetos no ar, como o trapézio, a lira e o tecido) que estudou uma metodologia de inclusão de autistas em atividades circenses. Ela criou a Circus Stars e participou de um TEDx bem bacana para explicar todo o processo e os resultados do projeto.

 

#9

Já que mencionamos a comunidade LGBT em muitos tópicos deste nosso ranking, vamos falar da sigla B e como ela também é prejudicada por todos os lados? Mais um excelente momento de Wilbert da página Igreja de Santa Cher na Terra.

#10

O ranking da diversidade finalmente alcançou o Emmy, só que não quase. Apesar de 2017 a premiação celebrar este importante e brilhante momento de inclusão e diversidade nas produções norte americanas, com mulheres, negros, latinos, indianos e muçulmanos levando as melhores indicações da noite, a pedra no sapato foi a participação de Sean Spicer, ex-assessor de Trump na Casa Branca. Talvez uma das poucas na casa que não tenha sido contagiada por risos desconcertantes fora Melissa McCarthy, que concorria justamente com a paródia no SNL da primeira conferencia de Sean após a posse de Trump. Enfim. Após isso, podemos dizer que foi ótimo ver Donald Glover, Riz Ahmed, Elizabeth Moss, Aziz Ansari, Lena Waith subirem ao palco para receber suas estatuetas. O Omelete publicou uma lista completa de onde assistir cada um dos grandes vencedores da noite.