Publicado em Cultura, Literatura, Principal

A vida Noturna em um Shopping

Às 22 horas no Brasil é comum os shoppings fecharem suas portas. Os clientes vão embora e pouco depois os lojistas  pegam suas coisas e fazem o mesmo. Mas o que muitos não sabem é que o shopping nunca fica vazio: ele funciona 24 horas.

Muitos de nós temos esse sonho: passar a noite em um shopping, andando pelas lojas e brincando. Já vimos isso em filmes. A primeira vez que tive a oportunidade de viver isso foi em 2009. E mais mágico ainda, porque passei minha primeira noite (de muitas outras) dentro de uma livraria. Continuar lendo “A vida Noturna em um Shopping”

Publicado em Cultura, Museus

Museus: A Artes e a História em Um só Lugar

Arte é uma área ligada à criatividade, mas também à técnica. Ela abrange várias áreas que já trazemos a todos aqui no beco: Literatura, cinema, música, etc. Mas ainda há  áreas que não foram exploradas e sempre foram nosso desejo: museus e teatro.

Desde os tempos de escola, onde aprendi sobre vários artistas que sou fascinada com as artes. As histórias de grandes pintores e escultores sempre me encantou. No entanto às vezes me questionava o que as pessoas viam além de algumas obras de arte de tão especial. Continuar lendo “Museus: A Artes e a História em Um só Lugar”

Publicado em Cultura, Escritores, Literatura, Realidade

Shakespeare and Company – A Charmosa Livraria Parisiense

Quando Sylvia Beach abriu uma pequena livraria em Paris talvez não sabia que seria um sucesso mundial. Com a proposta de vender e emprestar livros em inglês em um país de língua francesa, a americana conquistou seu espaço e se tornou sensação após alguns anos.

Sem glamour de estantes bem produzidas e grandes espaços, a Shakespeare and Company chama a atenção pela diversidade de obras e manter um apoio constante a jovens escritores, sejam eles iniciantes ou reconhecidos mundialmente.

Um dos momentos de maior sucesso aconteceu na década de 20, quando os clientes mais assíduos da livraria eram também, os autores mais famosos da época. Continuar lendo “Shakespeare and Company – A Charmosa Livraria Parisiense”

Publicado em Cultura, Escritores, Literatura, Principal

Brasil Mitológico

Para além de Monteiro Lobato: Uma leitura de Raízes de Vento e Sangue de Lauro Kociuba

Não sou muito ligada a livros de fantasia fantástica brasileiros. Muito, porque fui condicionada a interagir mais com as mitologias estrangeiras (quem não foi?). São milhares de vertentes que descrevem épocas, costumes e, por que não, interações sociais de povos muito muito distantes daqui como, por exemplo, os escandinavos, chineses, mongóis, japoneses, germânicos e por aí vai. Em que estante habita a identidade cultural brasileira? Continuar lendo “Brasil Mitológico”

Publicado em Cinema, Cultura

The HandsMaid`s Tales

Nos últimos anos a mídia tem falado muito sobre feminismo e totalitarismo no mundo atual. Com essa avalanche de informações, e claro, pessoas pesquisando e falando sobre, fez com que a TV também buscasse utilizar isso no entreternimento.

Mas ao contrário de muitos filmes, que decidiram colocar a mulher como personagem principal e salvadora do mundo, a série The HandsMaid’s Tale chega trazendo esse tema através de um mundo distópico, onde as mulheres são mais inferiorizadas que atualmente.

A série e o livro se baseiam em um mundo onde as mulheres já não conseguem dar a luz. A maioria se tornou estéril e as que conseguem engravidar possuem um alto nível de abortos espontâneos. A raça humana está finalmente se extinguindo.

Um grupo radical religioso toma o poder nos Estados Unidos e recria  o país com o nome Gilead. Com bases bíblicas do velho testamento, eles voltam a por a patriacardo no poder e as mulheres devem obediência a eles. Elas são separadas por castas, com códigos de vestimentas e cores.

Como em qualquer distopia, as proibições são grandes. Nada que enalteça os 7 pecados capitais é permitido: produtos industrializados não são mais comercializados, nada de revistas ou livros, televisão, e por aí vai. Mas o pior está nas decicisões das atividades das mulheres: aquelas que conseguiram ter filhos e não faziam parte da seita, são obrigadas a copular com os homens para engravidar.

Basicamente, elas são estupradas todo mês, até que engravidem. Após o nacismento, o filho é retirado de seus braços e passa a fazer parte da família que ela reside. Após a amamentação a aia é enviada para outra família e voltar ao ciclo estupro/gestação/amamentação.

Não é uma história bonita, é dolorosa e crua como as distopias de Orwell (1984) e BradBury (Adimirável Mundo Novo).

Nada novo, tudo transformado

Atwood não inventou códigos de postura e vestimentas para a sua história, tudo foi baseado em situações que já aconteceram em alguma parte do mundo. Em entrevista dada há alguns meses, Atwood falou:

“Organizar pessoas de acordo com o que elas vestem é uma vocação humana muito, muito antiga, data do primeiro código legal conhecido, o Código de Hamurabi, que dispunha, por exemplo, que “apenas damas aristocráticas tinham o direito de usar véus”. “Se uma escrava fosse apanhada usando um véu, a pena era a morte. Usar o véu significava fingir ser quem ela não era.”

A cor vermelha foi escolhida por diversos motivos, uma delas está na religião, que sempre retrata Maria com vestes azuis e Maria Madalena com vestes vermelha. Em relação a concepção de crianças, isso vem do nazismo e outras decisçoes políticas:

“Há muitas utopias e distopias de base econômica, mas essa vai direto à raiz absoluta: quantas pessoas existirão em uma sociedade? Como essas pessoas serão concebidas?” Tiranos como Hitler e Ceausescu ditaram regras para a fertilidade em seus países e trataram como criminosos quem não as cumprissem. “Não foi por acidente que Napoleão proibiu o aborto. Ele desejava que as mulheres tivessem filhos para que não faltassem soldados.” acrescenta Atwood.

A série é produzida pelo canal de streaming Hulu e tem dado o que falar. A série, muito bem produzida, possui um roteiro diferente do livro, mas ainda assim Atwood afirma que as mudanças são seguidas de precedentes históricos, tornando a série cheia de detalhes e passível de realidade.

Vale a pena conferir a série e questionar os reais valores das mulheres, não só na história, mas também nos dias de hoje.

 

Publicado em Cultura, Literatura

As Casas de Pablo Neruda

Pablo Neruda foi um poeta chileno, nascido em 1904. Ele foi um dos grandes nomes da literatura latino-americana e mundial, ganhador do prêmio Nobel em 1971. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas e até hoje o poeta é celebrado por causa de seus livros, como os renomados, “Canto Geral” (1950), “Memorial de Isla Negra” (1964), “Confesso que vivi” (1974), entre outros. Continuar lendo “As Casas de Pablo Neruda”