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Qual é a função da moeda

O conceito de moeda vem evoluindo com o passar dos anos. O primeiro tipo de moeda considerado foi a moeda-mercadoria, ou seja, um item feito com material que possuía um certo valor em seu mercado. Um bom exemplo desse tipo de moeda é o ouro, que ainda é considerado um tipo de moeda.

Logo depois veio a moeda representativa, que consiste nada mais nada menos que em notas de banco que podiam ser trocadas por uma certa quantidade de prata ou ouro. Atualmente as sociedades possuem como base a moeda fiduciária.

Essa é a moeda declarada como tendo curso legal no mercado, emitida por um banco central. Ao contrário da representativa, ela não pode ser convertida em outra, por exemplo. A moeda fiduciária não possui um valor intrínseco, mas é aceita em troca de serviços e bens, pois a sociedade confia que o banco central vai manter o valor desta moeda estável por um longo período.

 

Banco Central x Moeda

Já é possível notar que o Banco Central possui uma função importantíssima na manutenção da moeda. Se ele não cumprisse o objetivo de garantir o seu valor, a moeda fiduciária deixaria de possuir aceitação como uma forma de interesse como reserva de valor.

Essa moeda atual também pode existir sem possuir uma representação física, em cédulas ou em moedas literalmente. O dinheiro pode existir em uma conta bancária sob uma forma de registro informático ou estar depositado em uma conta-poupança.

A moeda eletrônica ou digital consiste em um valor monetário totalmente registrado, como por exemplo em um cartão pré-pago ou em um telefone móvel. Os débitos diretos, pagamentos no cartão e por meio da internet são formas de pagamento que não envolvem um numerário.

 

As criptomoedas e atualidade

Nos últimos anos começou a surgir uma nova tendência na economia: as criptomoedas. As moedas digitais descentralizadas, ou as conhecidas virtual currency schemes sistemas de moeda virtual vem ganhando uma certa atenção.

A mais popular delas, o Bitcoin, vem sendo alvo de diversos investidores pelo mundo. Esse tipo de moeda não está sob a alçada de uma instância de controle central, como é o caso do BC.

Pelo ponto de vista jurídico, as criptomoedas não têm dinheiro. Apesar do grande aumento dos pagamentos eletrônicos, os valores numerários ainda são os mais populares. Porém, não podíamos deixar de citar essa tendência que ainda intriga muita gente por aí.

Funções da moeda 

Falando sob um olhar econômico, a moeda é tudo o que é aceito para realizar transações, ou seja, pagar pelos serviços e bens, além de quitar obrigações. Ou seja, tudo pode ser moeda, desde que ela seja aceita como um tipo de pagamento.

A moeda é o instrumento básico para que se consiga operar em um mercado. Ela atua como um meio de troca, ou seja, quando uma pessoa vende um produto, ela recebe uma moeda por ele e, por consequência, ele terá moeda para adquirir o que quiser.

Além disso, as moedas cumprem uma função como unidade de conta, isto é, oferecem um padrão para que as outras mercadorias consigam expressar os seus valores. A moeda fornece um referencial para que os preços dos outros produtos sejam cotados no mercado.

Em termos econômicos, moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito para liquidar as transações, isto é, para pagar pelos bens e serviços e para quitar obrigações, ou seja, de acordo com esta definição, qualquer coisa pode ser moeda, desde que aceita como forma de pagamento. 

Ela é considerada o instrumento básico para que se possa operar no mercado. Pois a moeda atua como meio de troca. Quando um indivíduo vende seu produto, ele receberá moeda pelo produto vendido e, por conseguinte, terá moeda para comprar aquilo que desejar.

Além disso, a moeda desempenha a função como unidade de conta (também chamado de denominador comum de valor), isto é, fornece um padrão para que as demais mercadorias expressam seus valores, e fornece um referencial para que os  valores dos demais produtos sejam cotados no mercado. No geral, podemos resumir as três funções da moeda em:

  • Moeda como meio de troca: intermediário entre as mercadorias;
  • Moeda com unidade de conta: ser o referencial nas trocas, um instrumento onde as mercadorias conseguem ser cotadas; 
  • Moeda como reserva de valor: ela tem um poder de compra que se mantém no tempo, ou seja, maneira para ter noção da riqueza.

Ao longo do tempo, a moeda evoluiu, primeiramente tínhamos a moeda-mercadoria (sal, animais, etc), passando pela moeda metálica (ouro, prata, metais preciosos) até chegarmos ao que temos hoje, o papel-moeda ou moeda fiduciária, para o qual não existe qualquer tipo de lastro. Isto é, não existe a garantia física sustentando o valor da moeda, e sua aceitação se deve à imposição legal do Governo.

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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