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Como é dividido o valor de um livro?

Há quem diga que, em pouco tempo, os livros físicos deixarão de existir nas prateleiras.

Por motivos como a ascensão de e-books, o desinteresse na leitura e principalmente pelo valor dos livros.

Em média, os livros físicos, no Brasil, estão custando entre R$40,00 e R$50,00, o que é um valor alto para quem gosta de ler.

Porém, muitos fatores estão associados a esse valor cada vez mais caro. E um deles já foi citado antes aqui.

O processo de impressão dos livros físicos depende de um investimento muito alto. Caso queira saber mais como isso funciona, leia nosso texto: Processo de impressão de um livro físico.

 

Valor de um livro

Partindo do início, o valor da impressão pode variar muito dependendo das escolhas do autor. Várias questões devem ser levadas em conta:

  • Modelo de papel;
  • Formato do livro;
  • Modelo da capa;
  • Quantidade de páginas;
  • Tipo de impressão;
  • Tamanho da tiragem (quantidade de exemplares);
  • Local da impressão.

 

Além disso, existem diversas partes envolvidas na produção: autor, editora, gráfica, livraria, etc.

E é óbvio que todos eles devem receber uma fração variada da venda.

Se juntar todos os gastos mais os impostos, é possível compreender porque os livros estão ficando caros. E talvez até mesmo sendo deixados de lado pelas pessoas.

 

A divisão

Entre todas as pessoas que participam da produção do livro físico, o lucro não pode ser dividido igualmente. Afinal, os trabalhos são diferentes.

Por isso, esse reparte normalmente é feito da seguinte maneira (lembrando que isso não é regra):

  • Direitos autorais – em média 10% a 15%
  • Impressão – em média 10% a 20%
  • Distribuição (livrarias) – em média 40% a 55%
  • Impostos – por volta de 5%

Além de gastos com revisor, diagramador, ilustrador, entre outros recursos da produção. Normalmente esses gastos estão incluídos na parcela da editora.

 

As livrarias podem sumir?

Esse é um assunto muito delicado, e que não tem uma resposta certa, porém, a realidade não é muito boa.

Se você parar para analisar, as pessoas quase não estão mais indo para as ruas a fim de fazer compras, até mesmo de mantimentos. Afinal, qualquer aquisição pode ser feita na palma da mão, pela internet e as pessoas ainda recebem no conforto de casa.

Por isso, grandes empresas como Amazon, Submarino, entre outras se tornaram as favoritas.

Além disso, ainda temos alguns problemas como o lucro das livrarias. É quase impossível ter um lucro alto a menos que o local seja muito bom de vendas.

Isso porque, apesar de ter a maior porcentagem do lucro, parte do dinheiro dos livros vão para o aluguel da loja, valor da energia, pagamento de funcionários, etc.

Enquanto isso, as empresas citadas acima, que têm um público enorme, não precisam arcar com tantas despesas na mesma proporção.

Não é possível, porém, afirmar que as livrarias terão um fim. Existem muitos leitores que prezam pela leitura em um livro físico. Além disso, diversas empresas estão lutando para que esses livros sejam mais prezados.

Podemos ver esses exemplos em diversos incentivos. Alguns deles como assinaturas de clube de leitura, descontos especiais, entre outros.

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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