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Os Significados da Abstração de Pollock

Jackson Pollock foi um pintor modernista que, apesar de muitas dificuldades, ficou eternamente conhecido pelas técnicas super originais.

 

Paul Jackson Pollock: Conhecendo-o de Perto

Pollock nasceu em Cody, cidade do Velho Oeste que homenageia “Buffalo Bill”, no ano de 1912. A família era de cinco filhos, sendo ele o caçula. O pai de Paul era agricultor e sua mãe, tecelã. Quando Pollock estava com nove anos de idade, seu pai abandonou a família e só retornou quando o próprio pintor havia saído de casa. Desde essa fase da vida, Pollock amava a natureza e os animais, além da arte dos povos ameríndios.

Jackson Pollock se muda para o Arizona e depois para a Califórnia, onde ele frequentou uma escola de artes manuais. Nessa fase, Pollock também foi introduzido à Teosofia, doutrina que fundamentou seu interesse no surrealismo e psicanálise. Anos depois, Jackson entra para uma liga estudantil, em Nova York, coordenada pelo pintor Thomas Benton, seu primeiro mentor.  Ele tinha 18 anos nessa época.

Na Liga, Pollock começa a estudar a pintura mural, se inspirando muito nos trabalhos de Diego Rivera e David Siqueiros. Embora esforçado nos seus estudos, o americano passou dificuldades em sua moradia com os irmãos, tendo que roubar comida e fazer bico de zelador para sobreviver. 

Aos 24 anos, ele conhece Lenore Kasner, pintora expressionista. Alguns anos depois eles se casam e se mudam para uma aconchegante casa de madeira, em Long Island. A vida a dois era quase perfeita: Jackson recebia influência artística da mulher, recebia amigos na casa e tinha segurança financeira. O problema era o seu alcoolismo, que era tratado com psicanálise junguiana. 

 

Início de trabalho com esculturas

Com 44 anos, em 1956, Pollock começou a se aventurar nas esculturas: de arame, gaze e gesso. Mas seu relacionamento com a esposa estava afundando mais e mais pelo seu vício no álcool e o pintor ainda teve um caso amoroso com Ruth Kligman. 

Nesse mesmo ano, em agosto, Jackson Pollock sofre um acidente no seu carro conversível enquanto dirigia embriagado, ele não sobrevive. Ele estava com Kligman, que sobreviveu. No final daquele ano, ele recebeu uma homenagem no Museu de Arte Moderna de Nova York. Kasner continuou defendendo a reputação de Pollock até a sua própria morte.

 

Conhecendo sua arte

Além de Benton, Picasso e Joan Miró foram outras grandes influências. As tintas que ele usava, diferente das tradicionais artísticas, eram à base de resina, essenciais para sua técnica de pintura de ação. E como era essa técnica?

Pollock deixava a tela no chão e segurava o pincel no alto, sem encostar. Os respingos que caiam, junto com os seus movimentos manuais, formavam a arte expressionista abstrata tão característica. O pintor, de pé próximo ao quadro, andava e girava em volta do seu eixo. Inclusive, as pessoas achavam que ele fazia tudo isso aleatoriamente, mas não era bem assim.

Em 2015, uma exibição de arte em Veneza conseguiu explicar o que acontecia. O segredo era um esboço quadriculado desenhado na cor branca que guiava as camadas de tinta nas suas pinturas. O mais incrível é que não só a posição dos respingos era planejada, como a densidade dos pigmentos também. Toda essa conclusão foi tirada da “Alchemy”, de 1947, tela composta de vários materiais, como areia e pedregulhos. 

Além disso, os físicos descobriram que Pollock escolhia materiais que não deixavam o líquido escorrer pela tela. Ele tinha que conhecer (propositalmente ou não) a mecânica dos fluidos.

Para se aprofundar mais nas obras e nos métodos de Pollock, indicamos este outro texto super informativo. Mas antes, compartilhe nossa biografia do pintor com os amigos!

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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