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EXPOSIÇÃO NA FOTOGRAFIA: AMIGA OU INIMIGA?

Saiba como a exposição pode influenciar na qualidade da sua foto

 

Este é, sem dúvida, um dos temais mais importantes no mundo da fotografia. Se não for bem entendido, pode comprometer a qualidade de uma foto. Nós, do Beco das Palavras, vamos lhe mostrar a importância da exposição e, ao final, daremos algumas dicas para que as suas fotos alcancem a máxima qualidade. Para isto, precisamos rever as bases da fotografia e explicar o que é exposição e como alcançá-la. Confira.

A exposição nada mais é do que a quantidade de luz que o sensor da câmera recebe para uma determinada fotografia; porém, existe uma medida considerada ideal de exposição para que os detalhes da foto possam ser vistos de uma forma mais nítida. Isso é fácil de perceber, veja: já viu aquelas fotos contendo áreas muito brancas? Então, chamamos isso de superexposição, que é quando o sensor da câmera recebe muita luz. Por outro lado, quando o sensor não recebe luz suficiente há o que chamamos de subexposição, deixando a foto com áreas pretas. Confira abaixo três exemplos de fotografia: muito escura, muito clara e uma com a luz correta:

 

 

  • SUBEXPOSTA

 

A foto subexposta é aquela que possui pouca exposição, ou seja, escura.

 

  • SUPEREXPOSTA

 

A foto superexposta é aquela que está com muita exposição, ou seja, clara.

 

  • EXPOSIÇÃO CORRETA

 

Já a foto com exposição correta é aquela onde você consegue visualizar, com nitidez, todos os detalhes da imagem. Não possui parte muito escura e nem parte muito clara. Há um balanço nas luzes da fotografia.

Mas a pergunta que você deve estar se fazendo é: “Ok, mas como eu sei a exposição certa para cada fotografia? Existe alguma técnica?”. A resposta é simples: sim, existe uma; aliás, existem várias técnicas. Para isso, é necessário que se conheça três fatores que interferem diretamente na exposição, a saber: tempo de exposição, abertura do diafragma e sensibilidade do sensor (chamado de ISO). Vamos entender um por um.

O tempo de exposição é o tempo onde o obturador da câmera passa aberto, possibilitando, portanto, que o sensor da câmera capte a luz. Com isso, podemos entender que, quanto maior o tempo, maior será a captação de luz. Abaixo você pode ver uma foto das luzes de um carro em movimento durante a noite. 

Demais, não é? Pois é. A criação desse e de outros efeitos é responsabilidade da velocidade do obturador, pois o efeito de congelamento que é ideal para tirar fotos nítidas de objetos ou pessoas em movimento vem de uma velocidade maior do obturador. Por outro lado, o tempo de exposição deve ser o menor possível, do contrário a foto ficará “tremida”.

Outro fator que influencia na exposição é a abertura do diafragma. Durante a foto, quanto mais aberto estiver o diafragma, mais luz chega ao sensor e, quanto menos aberto, mais escura a foto poderá ficar, pois menos luz passará pelo diafragma. No visor da câmera, o diafragma é reconhecido pela letra “F”. Com isso, quanto maior a abertura menor será o número que vai aparecer no visor da máquina. Logo, uma abertura f/8 é mas fechada que uma abertura f/4, por exemplo.

Nas câmeras fotográficas atuais encontra-se o que chamamos de fotômetro (aquela régua que fica abaixo da imagem no visor ocular). Com ele podemos verificar se a exposição está correta antes de fotografar. Como? Simples. Quando o indicador estiver no centro é sinal de que a imagem está exposta corretamente; se está à esquerda é sinal de que a foto ficará escura; se estiver à direita, a foto ficará muito clara.

Em fotos de paisagens, por exemplo, é muito utilizado um diafragma menor, pois há um aumento na área de foco. Em fotografias de retratos, por exemplo (aquelas com o fundo desfocado), usa-se um diafragma mais aberto. Perceba que existem efeitos que são provocados apenas pela abertura ou fechamento do diafragma. 

DICA: caso a foto seja feita mediante boa iluminação, como um lugar aberto, na parte da manhã, por exemplo, a fotografia pode ser feita usando-se pequenas aberturas do diafragma. Sua foto ficará incrível!

Por último, mas não menos importante, definitivamente, temos a sensibilidade do sensor (ISO) que compensa a luz da câmera em alguns casos. Porém, quando se tem um ISO muito alto, a foto fica com ruídos (aqueles pontos granulados) nas áreas escuras, o que compromete a qualidade da foto e a torna menos nítida.

DICA: quando se fotografa num ambiente com redução de luz, o recomendável é que se use um ISO maior e quando a fotografia é feita num ambiente luminoso, utiliza-se um ISO menor.

Viu como é importante entender melhor o recurso da exposição? Ainda que a sua câmera possua uma função automática, se você conseguir configurar da forma certa, fotos incríveis você terá. Use as dicas que demos aqui. Registre fotos maravilhosas, entre em contato conosco e nos conte essa experiência. 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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