Publicado em Retrospectiva

Retrospectiva em seriado

Não sou muito boa em fazer retrospectivas, principalmente de filmes e seriados, pois tenho o costume de rever o que eu gosto. A cada ano, mudamos um pouco a nossa visão de mundo em diferentes prismas e, revisitar aquela série favorita dos anos 90, nos faz perceber como algumas coisas são mutáveis, enquanto outras são mais “permanentes” (deve ser por isso que a Warner Chanel reprisa tanto Friends). Mas, deixemos os devaneios de lado e vamos para os doze (nada cabalístico, só achei o número bacana) mais mais que assisti em 2016. Pra facilitar, a lista é apenas de seriados que estão disponíveis em serviço de streaming.

How I Met Your Mother

Sim, eu deixei para assistir 15 anos depois da vibe, mas achei pertinente. Concordo com o Luide do Amigos do Fórum, quando ele menciona que esta série é para ser assistida depois dos trinta anos. Faz mais sentido acompanhar as aventuras de Ted e sua turma quando se está passando por dilemas parecidos. E não, não é melhor que Friends (é outra década, né).

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Sons of Anachy

Okay, sou apaixonada pela narrativa meio Robert Rodriguez do Kurt Sutter (não é a toa que o Dani Trejo está por lá). Ele não tem medo de causar espanto com suas mortes plot twist. Para mim, esse é o pulo do gato da série. Não chega a ser bacana, se você não curte esse clima meio fake motoclube, mas a trilha sonora vai fazer você entrar no clima. Destaque para meus personagens favoritos: Tiggy e Happy. Vai saber porquê.

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Marvel and Netflix (três séries pelo preço de um)

Vou colocar no mesmo bojo Jessica Jones (sim, só assisti esse ano), Luke Cage e a segunda temporada de Demolidor. O único ponto fraco no roteiro dos três é ter apenas um elo entre eles (a Enfermeira Noturna, Claire), fora isso, não tem mais nada que os linka em cada uma de suas histórias. Eles devem estar guardando forças para Os Defensores, mas poderiam dar melhores sinais, não? Ainda acho um desperdício terem citado Jessica Jones no Luke Cage como se fosse um link secundário. Nesse ponto concordo com a Pink Vader.

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Marco Polo

Digo que assisti em uma sentada a primeira temporada, pois já estava para ser liberada a segunda. Estou em lágrimas até agora porque decidiram não continuar a série. Achei a narrativa muito amarradinha, personagens fortes (quase não existem secundários, pois cada um é bem explorado na série ou sendo com as ações do passado ou com as do presente). Inclusive, tem um spin off do 100 eyes que também vale a pena incluir no pacote. Quase fiquei sem fôlego com o a Mei Lin, pois ela, certamente, seria o grande lance para a terceira temporada. Okay, valeu por existir.

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Marvel’s Agent Carter

Eu curto a Peggy pra caramba. Assisti Agent Carter antes de ver o Primeiro Vingador (me julguem, eu tive traumas, okay) e, olha, no seriado ela mostra toda a sua malemolência nas cenas de luta (eu quero ser essa dublê quando eu crescer) possível e inimaginável, à altura de Leia Organa. Eu curto espionagem bonachona e achei o Jarvis e o Howard bem afinados como papel de suporte na série. Também cancelaram na terceira temporada, mas vale a aventura.

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Orange is the new Black

Não tenho palavras para descrever esse seriado. Talvez por ser parte da sigla LGBTQ, a narrativa mexeu muito comigo. Cada vez mais, produtos para nós são importantes. A Viola Davis já mencionou em um ou mais discursos a relevância da tal de representatividade para as minorias. Quando você vê seus dilemas, suas dificuldades e alegrias num seriado, num filme, num livro, é como se você fizesse parte da história. Um beijo, Poussey.

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Fuller House

Nostálgico. Apenas. Assista só se você amava Full House. Se não, pule pra Narcos.

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Narcos

Adorei o sotaque do Wagner. Sei bem como é difícil pronunciar os “erres” do espanhol, mesmo porque em Brasília dizem que não existe sotaque. Mesmo tendo gostado da atuação e da narrativa, parei no sexto episódio da segunda temporada. Mas pretendo retomar assim que terminar The Expansive (que nem aparece nessa lista, mas merece menção por ser Sci-Fi).

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Strange Things

Não vou me repetir sobre esse assunto. Se não assistiu, vá logo arranjar um final de semana e maratone. Só dá pra ser se for numa sentada só. Destaque pra musa, diva, maravilhosa Winona que mostrou que nem só de Tim Burton vive as pessoa.

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The Crown

Olha, me emociono até hoje (já fazem três semanas) com o último capítulo. Não me conformo de terem feito apenas 10 episódios. Voltando à história, começa da abdicação dos títulos de Felipe de Edimburgo para se tornar consorte de Elizabeth, que estava em preparação para se tornar a rainha da Inglaterra. Ponto super positivo: a atuação de Claire Foy como Elizabeth e de Vanessa Kirby como Margareth. Inclusive, tá na cara que a segunda temporada (se chegar a existir) será só vexame de Margareth pelo palácio. Oremos.

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Steven Universo

Deixe o preconceito com desenhos de lado. Aposto que logo logo você estará com a música de abertura na cabeça. Inclusive, lidar com preconceitos é um dos motes da série que empondera meninos e meninas para a reflexão sobre como lidar com suas responsabilidades. Só tem a primeira temporada na Netflix (uma pena, nos EUA já está na 5ª temporada e na Cartoon Network estamos na 4ª no BR), mas aposto que logo logo eles liberam as demais.

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Breaking Bad

Olha, deixei por último, porque sempre me senti “obrigada” a entrar para este clube. Todos os meus amigos (eu disse TODOS) assistiram e amaram o Sr. White. Eu não. Se bem que ainda está em processo, já que parei na terceira temporada. Vale assistir? Vale. Mas não é esse hype todo da geral não. Achei um seriado okay, mas como diria Lauro Kociuba, o lance todo é o tipo de narrativa que foi iniciado em uma época de poucos seriados na TV com esse tipo de proposta (a primeira cena do capítulo é a resolução dele próprio, isso eu achei bacana, fora a relação de cores e toda a onda que outros sites já exploraram e tanto de 2006 pra cá). Prefiro Dexter (venham haters, venham!).

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Bom 2017!

Autor:

Cerratense perdida na neblina curitibana, jornalista por falta de direcionamento de carreira e fotógrafa sem câmera.

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