Uma página em branco

Toda história tem um ponto de partida. Por vezes, é um tanto quanto difícil escolher por onde começar. A sensação é de privilegiar um ponto de vista e, claro, suprimir outros. É uma questão de escolha, tanto do ponto de construção da narrativa, quanto da ótica do autor. E não seriam estes a mesma coisa? Após alguns anos de distância entre o conhecimento da obra, sua concepção, seu lançamento e

Fragmentos de vida

Tem certas coisas que demoram mais para serem digeridas. Seja porquê não se está preparado para receber o que se viu, leu ou ouviu, ou ainda não tem o referencial para fazer a degustação completa. Em ambos os casos é certo que tudo tem seu tempo, um algo tão etéreo e que mesmo tão revisado sempre há algo para se tirar dele. E se eu te contasse que quando você

O sonho de todos

Um olhar sobre o espetáculo Universo Casuo Fotos: arquivo fanpage Universo Casuo (Divulgação, Marcelo Veiga e Otávio Stadler) É como sonhar acordado. Todos os elementos estão por lá: bailarinas saltavam delicadamente do trapézio, a mágica do bambolê que percorre o corpo, em solo o acrobata que se contorce e se move com a força das mãos, a voz que suave preenche a alma, a dupla que se entrelaça quase como

Arquivo: Codinome Investigações

Para o grande público Jessica Jones só se tornou conhecida a partir do seriado. Quem acompanha os últimos 20 anos dos selos Marvel já esbarrou com a heroína, seja acompanhada pelos Novos Vingadores, Homem-Aranha, Demolidor ou em sua própria história. Lançada em novembro de 2001 pelo selo inédito MAX Comics, ALIAS apresenta a personagem em um cenário um pouco atípico das linhas editoriais principais da Marvel. Em clima noir, Jones

O Beco Indica #19

Dez links para enriquecer sua semana #1 Já se passaram 20 anos desde o lançamento do anime japonês Cowboy Bebop. Com trilha sonora única criada pela artista Yoko Kanno e interpretada pela banda Seatbelts, a história futurística é um dos melhores no segmento e vem sendo motivo de diversas matérias enaltecendo a obra de Shinichiro Watanabe e como a representação interplanetária reflete muito sobre como lidamos com o cotidiano, perdas

Relato de uma vivência dépêche a la mode

Decerto é muito mais difícil falar sobre algo que amamos do que qualquer outra coisa. Para os demais temas o distanciamento é corriqueiro. Vemos o objeto como algo fora de nosso alcance, o que torna o relato mais crível, sem o véu da emoção. E por se tratar da concretização de um sonho, uma paixão que foi movida pela ansiedade de um ano inteiro, uma vida praticamente, acarreta numa nébula