Publicado em O Beco Indica

O Beco indica #1

Toda semana, dez indicações de links para enriquecer sua timeline

Não são só resenha se encontra no Beco. Toda semana, vamos trazer para você links que pinçamos por aí de todos os tipos e tamanhos. Tem novos autores, newsletters, textos que clicamos em diversos blogues e sites, fotografia, quadrinhos e tudo mais que somar para sua semana tenha novos conteúdos. Continuar lendo “O Beco indica #1”

Publicado em Fotografia, Principal

Histórias fotográficas

Há muitos anos me apaixonei pela arte do registro fotográfico. Classifico como arte, pois o fotógrafo é uma espécie de “agente” a serviço do recorte, molda em quadrados e retângulos o que vê e reporta para alguém, assim como antes deles, o pintor (retratista) o fazia. Simplista, não? Pois é. Antes de frequentar a Universidade, meu conhecimento sobre técnicas fotográficas era quase zero. Minha prática era intuitiva, quase primitiva, muitas vezes, com recortes que não faziam sentido algum (para quem olhava), mas para mim (não sei o porquê) eram importantes de serem impressos no papel – até meados dos anos 2000, a fotografia era, essencialmente, capturada por meio de rolos de filmes especiais e impressa em papel fotossensível. Continuar lendo “Histórias fotográficas”

Publicado em Música, Principal, Teatro

A fábula da mulher e seu tempo

Uma das principais atrações do Festival de Teatro de Curitiba, Gaby Amarantos abre turnê do espetáculo Eu Sou no Teatro Guaíra

Fotos: Annelize Tozetto/FestCuritiba

Ser mulher em uma sociedade de exclusão é uma reconstrução constante. Apesar de sermos maioria, a representatividade no pensamento filosófico universal ainda carece de vozes. O lugar de fala é, muitas vezes, cerceado pela lógica masculina que exclui e condiciona a mulher à condição de subalterna, uma âncora do homem. As conquistas, relevantes para a construção social, como conceitos de equidade, evolução nos direitos civis e representatividade de minorias são diminuídas a ponto de se tornarem supérfluas na linha do tempo de nossa sociedade. Uma história de vencidos.

Neste ponto, sentir-se mulher é um ato de resistência. Em todo o momento estigmas reforçam o lugar submisso do gênero. Se a mulher se torna mãe é condicionada a se voltar apenas a criação de seus filhos. Se filha, a mulher tem que se dar o respeito e se resguardar para não ser taxada de puta. Se pensadora, deve referenciar o modelo masculino, já que eles “vieram primeiro”. Ser mulher não é fácil. É um ir e vir de rótulos que impedem que outras facetas do conhecimento sejam exploradas. Continuar lendo “A fábula da mulher e seu tempo”