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Conheça o Museu Cais do Sertão

O Museu Cais do Sertão é um museu interativo recente que conta a história do sertão e de Luiz Gonzaga. O Museu fica na capital de Pernambuco, Recife, e foi eleito um dos vinte melhores museus da América do Sul no ano de 2015 pelas pessoas que usam o site de viagens TripAdvisor. Confira um pouco mais sobre a história e estrutura desse museu.

 

História e importância

O Museu foi inaugurado no ano de 2014, e desde então ele vem ganhando prêmios no Brasil e fora do Brasil, tanto no quesito arquitetura quanto na inovação e gestão.  Visitar esse Museu é uma imersão na cultura e reverência à força do povo do sertão, a sua resistência e as suas tradições.

Com o intuito de homenagear Luiz Gonzaga e o Sertão, o Museu Cais do Sertão tem seu acervo pensado exclusivamente para isso. O local é usado para incentivar cada vez mais a cultura de Pernambuco, e diversos artistas do local foram convidados para participar e expor as suas obras.

O Museu Cais do Sertão fica no Recife Antigo, a alguns metros do Marco Zero. Localizado na Avenida Alfredo Lisboa, Armazém 10, o museu é fechado toda segunda-feira, e funciona de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 13h às 17h. A entrada custa R$10,00 inteira e R$5,00 a meia. Nas quintas-feiras a entrada é de graça.

 

Destaque dos Museu Cais do Sertão

Esse museu é bastante colorido, moderno, imersivo, tecnológico e visual. Por isso, se você pretende visitá-lo na sua ida a Recife, se prepare para mergulhar na cultura sertaneja. Separamos alguns destaque do que o museu oferece para os visitantes, confira:

 

Arquitetura

Logo de cara é possível se surpreender com a arquitetura do próprio espaço, que já ganhou diversos prêmios ao redor do mundo. O galpão do velho armazém portuário passou por uma grande reforma e adaptação.

É impossível não reparar aquele prédio com um ar moderno enquanto você anda em meios aos prédios mais antigos deste bairro histórico do Recife.

Um espaço livre na lateral foi adicionado junto ao galpão, para assim produzir um vão livre de 56 metros de extensão sem nenhum apoio dos pilares na parte central, e isso rendeu um efeito visual muito legal.

 

 

Espaço Útero: Curta-metragem “Um dia no Sertão”

Depois da arquitetura podemos citar o espaço útero. O curta-metragem “Um dia no sertão”, dirigido pelo cineasta Marcelo Gomes, é transmitido em uma tela panorâmica de 180 graus. É como se o visitante estivesse sendo transportado para dentro daquela história.

Essa obra audiovisual possui apenas 16 minutos, porém foi o suficiente para chorar, rir e se emocionar bastante com um sertão que poucos conhecem. Esse filme retrata um dia na vida de pessoas da Serra Talhada, uma cidade no Sertão de Pernambuco, cerca de 6 horas de Recife.

Inclusive, as pessoas que apareceram no filme vieram a Recife na época da inauguração do museu, para assistir o curta. Eles foram, ao mesmo tempo, atores e espectadores das suas histórias e, para muitos deles, aquela foi a primeira experiência de “cinema”.

O mundo do sertão

O mundo sertão é a exposição do hall principal. São 7 ambientes que ficam representando diferentes ocasiões da vida no sertão: viver, cantar, ocupar, migrar, trabalhar, crer e criar. Apesar dessa divisão na teoria, a iluminação e toda ambientação dos ambientes acaba gerando um sentimento de conexão.

 

No Mundo Sertão é como se tudo estivesse no lugar onde deve estar, em uma narrativa bem contada que vai levando os visitantes cada vez mais para dentro do sertão. E para representar todo esse ele, passando por meio do salão, é possível observar um curso de água, que é uma clara referência ao popular rio São Francisco.

 

Exposições temporárias

No primeiro andar do museu ficam localizadas as exposições temporárias, no auditório e em mais duas aulas de exposição. Uma das salas consegue receber até 3 exposições ao mesmo tempo. É perfeito para quem busca conhecer um pouco mais os artistas locais e de fora que expõem em museus ao redor do Brasil.

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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