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Conheça Candeia – Um dos Principais Nomes do Samba

Ele é filho de Antonio Candeia e Dona Maria, e nasceu em agosto de 1935. O seu pai, grande sambista e bom boêmio, tocava flauta na roda de flauta e samba nos anos 1930 e é conhecido como o fundador da comissão de frente da escola de samba.

Sambistas costumam visitar sua casa e Dona Ester, todos localizados perto de Oswaldo Cruz, como o Paulo da Portela, João da Gente, o Dino do Violão, o Claudionor Cruz, Cumpadi Cambé , Zéda Fome e o Luperce Miranda. Através dessas reuniões, nasceu um carnaval, que conteve inúmeros nomes até ser chamado de “Bloco Vai Como Pode”. Desde os seus seis anos de idade, Candia participou dessas conferências e posteriormente na indústria musical. Ele ainda era muito jovem, e aprendeu a tocar violão e o cavaquinho, iniciando a tocar capoeira, foi aos terreiros de candomblé.

Quando ele era pequeno, Candia reclamou porque ele não teve filhos em sua festa de aniversário. Nenhum amigo pode ajudar a cortar bolos ou cantar canções. Em vez disso, os adultos estão por toda a casa, da tarde ao amanhecer cantam e tocam samba entre cerveja e cachaça. Por ouvir tanto, ele se transformou em um um dos primeiros mestres desse tipo. Aos 17 anos, venceu a disputa de samba-enredos da Portela no carnaval de 1953 e, junto com o companheiro Waldir, ainda vai vencer mais cinco vezes na escola.

 

Policial civil e tragédia

 

No início dos anos 1960, Candia ingressou para a polícia civil como investigadora. Ele é conhecido por sua polícia severa e severa (especialmente prostitutas e hooligans) e até ganhou diversos prêmios por seu desempenho na empresa [3]. Sem abrir mão do samba, regeu a banda Messageiros do Samba, se apresentou pela primeira vez no bar Zicartola com Picolino e com o Casquinha, e lançou o LP em 1964.

No entanto, a sua carreira policial terminou em 13/12/1965. Quando se envolveu em um acidente de trânsito, foi surpreendido por um motorista que disparou cinco tiros contra ele, um dos quais permaneceu na medula espinhal, deixando-o ileso. Depois que o movimento das pernas [3] ficou paralisado, ele foi forçado a se aposentar graças à sua deficiência e começou a andar em uma cadeira de rodas. As limitações físicas o fizeram cair em grande depressão.

Mesmo assim, Candia podia se concentrar no samba, que vai mudar profundamente sua situação. Segundo as pessoas mais próximas, o cantor se tornou bem mais sensível, equilibrado e livre, corrigiu seu caráter, enriqueceu seu trabalho como sambista, e o sambista alcançará a maturidade de personalidade lírica e social, revelando uma pessoa amarga, mas vai trabalhar muito para resistir. Boa parte de suas canções buscam explorar sua nova situação, que tem o sentido e a significação da sua vida na criação e canto do samba, bem como seu compromisso de resgatar o legado do pai por meio do pagode que regia. Isso fez com que os sambistas recuperassem a autoestima

 

Pós tragédia e carreira musical

 

Em 1970, lança seu primeiro CD e se torna intérprete da gravadora Equipe. A capa do LP “Candeia” fez um game que utiliza as três palavras de autêntico, o samba, original, a melodia, portela, o Brasil e a poesia para formar o nome de sambista, que contém doze canções que ele compôs, entre essas a ” Dia da Graça “, um dos principais sambas do compositor, foi produzido em homenagem à Portela. Logo isso, no ano posterior, lançou seu segundo LP, que a gravadora batizou de “Raiz”, que trouxe mais um clássico dos sambas “Any way”, cuja letra era a imagem de Candia em sua cadeira de rodas. Compare-o com a imagem de um rei. trono.

Em 1975, Candia completou seu terceiro disco solo “Samba de roda”, lançado pela Tapecar. No mesmo ano, fez parte de uma gravação do disco “Partido em 5”, primeiro volume de uma sequência com três volumes de livros dedicados a festas de alto padrão, estilo que acabou se tornando uma das bandeiras desse sambista. De 1973 a 1976, Candeia se tornou um dos personagens de um documentário de Leon Hirszman.

Já em 1975, Candia emitiu uma importante declaração em resposta às instruções da Portela no carnaval, e fez uma declaração rígida e transparente sobre direção, megaismo, fantasia, fábulas, enredos de samba, destaques, a participação de membros e posições externas. crítica. Apesar de um tom áspero, a pessoa ambígua deu sugestões claras, radicais, detalhadas e descomplicadas, que acreditava impediriam a escola de negligenciar seu objetivo original [3]. Porém, a direção da escola de Oswaldo Cruz nunca discutiu essas questões. Por isso, no mês de dezembro daquele mesmo ano, Candea e alguns outros grandes do samba co-fundaram um Grêmio Recreativo da Arte Negra Escola de Samba Quilombo, que se propôs a ser um diferente A Associação Carnaval enfatiza principalmente a uma identidade cultural dos afro-brasileiros.

Em 1977, Candeia participou do CD “Quatro Grandes do Samba”, que também contou com o lendário Nelson Cavaquinho, o Guilherme de Brito e o grande Elton Medeiros.

No mesmo ano, assinou contrato com uma gravadora estrangeira chamada WEA, que é famosa no mercado da música por focar na música americana, fato que vem gerando críticas ao sambista. Porém, oponentes refutaram suas críticas, dizendo que ele nunca pensou em realizar as concessões à marca. 

 

A WEA colocou na pista a campanha “Luz da Inspiração”, na qual Candia pensava em abolir as características culturais do negro do Brasil. Ainda em 1977, começa a escrever um livro “Escola de samba: The Tree Forgetting Roots”. Candeia pretende escrever este livro com o Paulinho da Viola, porém devido à falta de agenda do cantor, essa obra foi produzida com Isnard de Araújo porque ele participou da criação de um projeto chamado “Museu Histórico da Portela”.

 

O depoimento de um integrante da Velha Guarda do Porto foi originalmente proposto como o levantamento histórico das escolas de samba. O livro aprofundou a reflexão sobre como a escola de samba deve se comportar como símbolo da resistência e da arte negra.

 

Caráter político e fim da vida

Sem um ativismo agressivo, cantou sobre a desigualdade social, elogiou o samba e a cultura negra e admirou os Orissas. Mesmo que não se chame de missão, ele ainda é um mito, o líder de um movimento de resistência que se confunde com a oposição a uma ditadura militar.

Candeia chegou a escrever um livro que criticava a atuação da escola na época e apontava uma forma de resgatar de forma nostálgica a velha tradição, que os sambistas abandonaram por vários motivos. Essa é a escola de samba – a árvore de raízes esquecidas, Antônio Candeia Filho e Isnard Araújo, Lidaador, 1978. No documentário “Eu sou o povo (2008)” Bruno Bacellar (Bruno Bacellar) e Luiz Fernando (Luiz Fernando) mostraram a lenda do Kirumbo. Couto e Regina Rocha.

Por causa de problemas renais causados pela paralisia, Candia foi internada no hospital, mas recusou-se a prosseguir com o tratamento por ter pouco tempo. No ano de 1978, o seu livro finalmente foi lançado. Conseguiu também completar a gravação do Axé-Gente Amigo do Samba, seu quinto e o último álbum, que é considerado um dos maiores e mais importantes CD’s da história dos Sambas.

Porém, ele não ficou vivo para ver sua liberação. No dia 14 de novembro daquele mesmo ano, ele sofreu uma grave crise, que acabou o levando levou para um coma. O suspeito foi levado ao Hospital Cardoso Fontes, na cidade de Jacarepaguá. Apenas dois dias após ser internado, seu estado veio a piorar e Candia faleceu na manhã de quinta-feira devido a uma infecção renal.

 

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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