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Museus Vaticanos: Quando a Arte Evangeliza

Fonte de obras grandiosas e artefatos antigos, os Museus Vaticanos ocuparam, juntos, o terceiro lugar entre os museus mais visitados em 2019. 

Eles são classificados como museus de arte e escultura e se localizam, como o nome sugere, na cidade do Vaticano. A missão dos museus, segundo sua página oficial, é evangelizar por meio da arte. E um dos primeiros registros históricos da galeria remonta ao Apartamento Bórgia, que foi um conjunto de salas decoradas com afrescos, do Palácio Papal, adaptados para o papa Alexandre VI (Rodrigo de Borgia).

Algumas peças interessantes dispostas nas 54 galerias que compõem os Museus Vaticanos são: o trono papal de mármore vermelho, o sarcófago de Júnio Basso, muitas obras de Rafael Sanzio, mapas pintados pelo frade Inácio Danti (o maior estudo geográfico pictórido do planeta), entre outros.

Além disso, em 2000, foi construída uma Nova Entrada aos Museus Vaticanos, trabalhado completamente no estilo artístico contemporâneo e com serviços variados, como lojas, berçário e pronto-socorro. 

 

Criação dos Museus Vaticanos

A partir da Idade Média, os papas começaram a coletar obras de arte no Patriarcado de Latrão, nome de uma residência papal.

A escultura “Loba capitolina”, e a “Estátua equestre de Marco Aurélio”, de mais de 4 metros de altura,  fizeram parte desses primeiros itens. Com o Renascimento e consequente apoio financeiro dos aristocratas, os papas começaram a sistematizar e organizar as peças. 

 

O papa Júlio II, do século XVI, solicitou a construção de um pátio com nichos para que colocassem as esculturas. Mais estátuas foram compradas e Leonardo da Vinci até frequentava o local para estudá-las. O museu estava nascendo oficialmente. Em 1700, o papa Clemente XI criou o Museu Eclesiástico, seu sucessor fundou o Museu Pio-Clementino, outro ergueu o Museu Chiaramonti… e assim por diante: várias contribuições ao longo da história até o conjunto de museus ser o que é hoje. 

Os Museus Vaticanos e algumas de suas respectivas coleções 

Pinacoteca Vaticana

Galeria criada em 1817, no contexto da derrota de Napoleão Bonaparte, o que fez as obras de arte confiscadas retornarem ao Vaticano. A Pinacoteca é composta de 18 salas e abrange do período gótico até o século XIX. É possível apreciar Rafael, da Vinci, Botticelli, Caravaggio, entre outros.

Coleção de Arte Religiosa moderna 

Essa coleção ficava no Apartamento Bórgia, que foi reformado e hoje abriga em torno de 600 obras, entre esculturas e pinturas. Fazem parte da coleção: Vincent van Gogh, Salvador Dalí e Pablo Picasso. 

Museus de escultura

São museus exclusivos para expor estatuetas e esculturas, como o Pio-Clementino, que contém 54 salas para exposições: Sala dos Animais (com estátuas zoomórficas romanas), Sala das Musas, Pátio Octogonal, etc. 

Museu histórico do Vaticano

Fundado nos anos 70, pelo papa Paulo VI. O museu exibe retratos de vários papas, além de carruagens e automóveis usados por eles, desde o século XVI. 

 

Além dos museus, há outros espaços famosos no complexo, como a Capela Sistina e a Galeria dos Candelabros.

Visitando os Museus Vaticanos

Seu horário de funcionamento é das 9 às 16h, de segunda-feira à sábado. O ticket custa 17 euros e seu endereço é na 00120 Vatican City, Cidade do Vaticano. Em virtude da pandemia por Coronavírus, várias galerias do mundo estão fechados, mas os Museus Vaticanos serão os primeiros a reabrirem. Eles aplicarão uma série de medidas, como venda de ingressos apenas online, medição da temperatura corporal dos visitantes e entrega de máscaras e luvas. 

 

Você provavelmente já ouviu falar no best-seller “Anjos e Demônios”, de Dan Brown. Então. leia aqui uma relato de quem aliou viagens e literatura e foi ao museu já conhecendo esse super romance policial!

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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