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O Silmarillion – J.R.R. Tolkien

Tudo começou com uma toca, não uma toca imunda, mas com uma toca aconchegante, com farta comida e com uma criatura que ganhou o coração da humanidade: um hobbit. Como fã e como escritor, não sei se Tolkien achou que sua obra iria muito longe ao ponto de torna-lo imortal.

Existem diversas fontes que falam muitas coisas a respeito de suas obras, entre elas, que suas estórias, na verdade, foram escritas para seus filhos, durante um período em que o autor vestiu a farda de seu país.

 

Obras com grandes proporções

Fico imaginando Tolkien, dentro de uma barraca, sob a luz de um lampião rabiscando ou pensando as primeiras palavras de suas obras-primas. Será que ele imaginava a proporção de tudo?

Tolkien poderia imaginava que haveria grupos de pessoas que se juntariam para discutir a vida de suas personagens? Ou que sua obra seria um dos pilares de um jogo que reúne adeptos no mundo inteiro: o RPG? Por acaso ele imaginou que a obra cativaria, não somente crianças, mas pessoas de todas as idades e ainda se tornariam filmes clássicos desde seus lançamentos?

Confesso, falar sobre esse autor é um tanto quanto delicado para mim. São tantas informações que não consigo organizar por onde começar. Li suas obras antes dos filmes virem a público e foi um período de muito orgulho para mim. Na época, prestava serviços para a Warner Brasil e como era conhecedor do universo de O Senhor dos Anéis, era sempre consultado em busca de informações a respeito da obra e dos personagens.

Para mim, fazer parte de algo assim, mesmo anonimamente foi um imenso prazer, algo que guardo nas profundezas de meu coração, juntamente com a sensação ao ler O Hobbit e O Senhor dos Anéis e a versão três volumes.

Mas, apesar da grandiosidade dos livros citados, nenhum deles causou tanto amor e admiração quanto O Silmarillion. Talvez, por ser fã de mitologias, o livro tenha me conquistado… ou melhor, arrebatado.

 

Lançamento Póstumo

O Silmarillion foi lançado postumamente em 1977 e nada mais é que toda a mitologia da Terra Média. É nesse livro que você descobre que, a Laracna, aquela enorme aranha que atacou Frodo nas proximidades de Mordor, na verdade é filha de Ungolianth, uma aranha do mal que chegou à Terra-Média com Melkor, o mestre de Sauron… Isso para não estender muito…

Quer dizer, tem algo muito importante a respeito da origem dos anões também, mas para você saber, terá que ler o livro, mas é algo simplesmente fantástico. Você já se perguntou por que os anões decidiram viver sob as montanhas em vez de acima delas? Pois é, no livro você poderá descobrir esse por que.

Esta obra relata acontecimentos de uma época muito anterior ao final da Terceira Era, quando ocorreram os eventos narrados em O Senhor dos Anéis. São lendas derivadas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três joias perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos. Tolkien trabalhou nesses textos ao longo de toda a sua vida, tornando-os veículo e registro de suas reflexões mais profundas.

Fonte: Livraria Cultura

 

E agora, venha comigo para o mundo de Tolkien

 

O legado de Tolkien divide opiniões. Algumas pessoas amam seu modo de contar estórias, com riquezas de detalhes, outra parte, preferem abandonar justamente pela demora do desenrolar dos fatos mediante ao detalhamento.

Alguns apaixonados brincam, dizendo que: se Tolkien estivesse criando uma cena de batalha e surgisse uma formiguinha caminhando por ali, ele a descreveria também. Sobre a riqueza de detalhes, realmente, torna suas obras mais extensas, no entanto, riquíssimas e por isso, é uma obra que podemos chamar de imortal.

O Silmarillion é uma leitura difícil e lenta, no entanto, para os apaixonados por mitologia e universo Tolkiano, com certeza irão se deliciar com tantas explicações e razões que encontrarão pelo livro.

Podemos dizer que este livro é a Teogonia do trabalho do autor. É repleto de mitos que remontam a criação da Terra-Média. É nele que descobrimos por que a Terra-Média está em sua terceira era. 

 

Início das histórias de Tolkien

O início do livro é bem interessante e como qualquer conteúdo bíblico, narra justamente os primeiros seres e a criação do mundo. Neste momento somos apresentados para deuses criadores que se empenham para gerar um mundo perfeito para algumas criaturas que desejam criar. Pelo menos até o momento que o mal se infiltra e muda tudo.

Esse início repleto de deuses é bem rapidinho, ou seja, se você não gostar, fique tranquilo que passará rápido. Assim que essa parte chega ao fim, passamos a acompanhar alguns pontos extremamente interessantes a respeito desse universo.

Como por exemplo, ouviremos falar novamente de Isildur e o fato de não ter destruído o anel quando podia. Também ouviremos falar e muito a respeito dos elfos, mas não esses elfos que vimos em O Senhor dos Anéis, seres cordiais e inteligentes, eles estarão um pouco pior do elfo que encontramos no filme O Hobbit. 

E não se preocupe, serão estórias bem mais animadas e interessantes, repletas de informações extremamente curiosas por trás de tudo que já conhecemos desse autor. E falando nisso, essa obra demorou trinta anos para ser concluída, ou seja, Tolkien trabalhou nela exaustivamente, sempre marcando os fatos importantes como se fosse um caderno de anotações de seu universo perfeito e bem feito.

 

Assinatura

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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