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Mario Vargas Llosa: De Redator à Nobel da Literatura

Mario Llosa é um escritor que já passou por fases bem difíceis na vida. Hoje acumula prêmios literários e é um exemplo de amante do conhecimento.

Jorge Mario Pedro Vargas Llosa nasceu em Arequipa, Peru, em 1936. Seus pais se divorciaram quando ainda era muito novo, ele só conheceu o pai aos 10 anos de idade. Aos 14, entrou para o colégio militar. Os dois anos como aluno interno renderam muitas inspirações, que foram exploradas na obra “A cidade e os Cachorros”.

 

Vida Pessoal

Nos anos 50, ele entrou para a faculdade de Letras e Direito e casou-se, aos 19 anos, com Julia Urquidi, irmã da esposa de um dos seus tios. A partir disso, o ensaísta passa a tentar obter uma renda de todas as maneiras possíveis: redigindo textos, produzindo fichamento de livros e até revisando nomes de sepulturas. Porém, durante a vida acadêmica, tudo melhorou quando conseguiu uma bolsa de estudos e um doutorado na Espanha.

Aos 28 anos de idade, ele se separa de Julia e casa com Patrícia Llosa, uma prima. Hoje eles têm três filhos. Até os anos 60, ele era extremamente socialista. Fazia homenagens à Revolução Cubana, participava de conselhos esquerdistas e colaborava com a revista Casa de las Américas, de uma revolucionária marxista.

Devido as suas visitas à URSS em 1966 e à censura que o Governo passou a exercer sobre outros escritores, Mario começou a se afastar da política. Llosa começa então a criticar Fidel Castro e a invasão que os soviéticos fizeram à Checoslováquia. No entanto, decide renunciar sua responsabilidade com a Casa de las Américas. 

Em 1987, chega a ser mais ativo na sua nova posição política: inicia um movimento liberal contra a estatização da economia peruana. Em três anos chega a concorrer à presidência, com um partido liberal de direita; vencendo no primeiro turno porem perde no segundo. Hoje o autor peruano se identifica com a democracia capitalista, reside em Madri e também é jornalista, dramaturgo e crítico literário.

Visão dinâmica de Llosa

No entanto, em determinada entrevista, o peruano afinal revelou que bons livros não trazem uma visão mecânica da vida, mas principalmente uma visão dinâmica. Ou seja, a verdade expressa na ficção literária, tudo porque essa verdade não pode ser dita de outra maneira. É por meio da ficção que ele retrata a luta pela liberdade individual vivenciada no país natal; passando pela desigualdade social e racial.

No início da carreira sua escrita sofria claras influência de Sartre e seus princípios existencialistas. Depois ele chegou a escrever vários romances autobiográficos, como “A Casa Verde” e “Tia Júlia e o Escrevinhador” nos anos 60. 

Em 2006, publicou “Cartas a um Jovem Romancista” que aborda técnicas de escrita e, em 2010, é agraciado com o Nobel da Literatura por seu trabalho com as temáticas de poder, perseverança e reação individual, na área de romance, conto, ensaio, drama e memórias. Estes são os outros prêmios conquistados pelo literato:

  • Prêmio Biblioteca Breve (1963)
  • Rômulo Gallegos e Prêmio Nacional de Novela do Peru (1967)
  • Medalha da Legião de Honra da França (1985)
  • Príncipe das Astúrias de Letras da Espanha (1986)
  • Prêmio Planeta (1993)
  • Miguel de Cervantes (1994)
  • Prêmio da Paz de Autores da Alemanha (1997)
  • Título hereditário de Marquês de Vargas Llosa (2011)
  • Honoris Causa em várias universidades, como Yale, Harvard e Sorbonne

Mario Vargas escreveu um romance ambientado no Brasil, no período da Guerra de Canudos. Leitor de Euclides da Cunha e Guimarães Rosa, Llosa teve o prazer de viver, ele afirma, os trajetos escaldantes da Bahia e Sergipe. O livro se chama “A guerra do fim do mundo”, saiba mais.

 

 

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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