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Plutarco

Lúcio Méstrio Plutarco foi um escritor grego da Idade Antiga que se destacou pelas suas biografias. Conheça um pouco sobre sua vida e suas obras.

Plutarco viveu aproximadamente no século I d.C, em uma família rica, e escrevia biografias. Produziu “Vidas Paralelas”, um compilado de relatos sobre os grandes nomes da Grécia e da Roma na Idade Antiga. Ele nasceu em Queroneia, cidade próxima à famosa Delfos, onde ele futuramente se tornou sacerdote do deus Apolo. Com 20 anos de idade, ele concluiu seus estudos em Matemática e Filosofia na Academia de Atenas.

Quando adolescente, Plutarco tinha o objetivo de estudar o sofismo. Mas, no fim das contas, estudou o estoicismo e o epicurismo, sendo que a filosofia de Platão foi a corrente com a qual ele mais se identificou, até mesmo pela sua escrita em formato de diálogo. Ele rejeitou totalmente o epicurismo, quando terminou seus estudos e associava a religiosidade às tradições populares. Na prática, Plutarco não seguia o que estudava de Platão, ele tinha uma tendência muito mais humanista.

Entrando na fase adulta, Plutarco passou a lecionar filosofia. Ele também viajava por vários países e descobriu a biblioteca de Alexandria, ficando fascinado por ela. Ele reuniu várias das suas aulas em um livro chamado “Morália”. Suas primeiras biografias foram sobre os imperadores Augusto e Vitélios. Ele chegou a trabalhar como embaixador também, além de preceptor do garoto que viria a ser o imperador Adriano. 

Além dessas ocupações, Plutarco estava sempre escrevendo. Sua área era diversa, abrangendo também ensaios sobre as teorias platônicas e a religião. O escritor faleceu aos 74 anos de idade. Contemporaneamente, exerceu bastante influência nos trabalhos dos pensadores Jean-Jacques Rousseau e Francis Bacon.

Vidas Paralelas

A compilação conta com 23 pares de biografias, alternando entre um romano e um grego. É possível encontrar, entre outros: Epaminondas, Pirro, Sólon, Alexandre, o Grande e os irmãos Graco. Dentre as suas mais de 200 obras, “Vidas Paralelas” é uma das mais importantes por também servir de fonte histórica sobre a vida e o costume daquela época. 

Além disso, a obra não foi feita somente para narrar epicamente os feitos dessas personalidades. Ela foi igualmente um instrumento de crítica às ações dos governantes. Seu posicionamento sobre Nero, o imperador tirano, por exemplo, era o seguinte: “Nero era um monstro, como todos acreditavam, mas ao mesmo tempo ele era o libertador, e o renascer das aspirações gregas foi marcado pelo estímulo e incentivo da sua visita.” 

As biografias apresentavam três características em comum:

  • Ausência de ordem cronológica nos acontecimentos expostos
  • Forte análise dos vícios virtudes e das virtudes dos nomes retratados
  • Ênfase na importância dos indivíduos, sem focar no valor histórico deles

Moralia

 

Como o título sugere, são textos que retratam a moral, nas searas das dissertações retóricas, tratados filosóficos e morais, além de críticas literárias. Os temas são bem abrangentes, como os de psicologia animal — e aqui muitos autores analisam seu posicionamento contra o consumo de carne, ou seja, vegano — física, cosmologia, história… ao todo, foram mais de 70 assuntos abordados pelo literato.

Em Moralia, a mulher é retratada enfaticamente em cinco textos. Nessa temática, ele defendia o casamento e destacava o papel da mulher no relacionamento conjugal. Também abordava as virtudes, o amor e a vida das mulheres espartanas. Esse ponto de vista era até considerado revolucionário porque naquela época a mulher era muito inferior — seja cortesã, com a mera função de dar prazer; como esposa, com a única função de procriar. 

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Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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