A Vidente

“Não se pode prever uma grande paixão… e amar é sempre arriscado.”

Antes de começar, gostaria de avisar que os comentários que tinha lido sobre essa série não foram nada favoráveis, desta forma minha leitura começou extremamente crítica, como se eu quisesse provar os argumentos de outros leitores. Porém, essa situação não se sustentou por muito tempo, e é exatamente por isso que gosto de deixar claro que em minhas resenhas dou apenas a minha opinião e reflexão sobre a experiência obtida através da leitura, e realmente espero que mesmo que uma resenha tenha diminuído sua vontade de ler o livro, se houver uma oportunidade não a disperdesse somente baseada em minha experiência.

Como podem ver, essa leitura foi um verdadeiro aprendizado neste ponto. Nunca deixe a opinião de terceiros influenciar sua decisão, por mais que esses costumem acertar. O livro realmente começa em um ritmo um pouco lento e o fato de a estória se passar no passado, em uma época em que os costumes eram os mais distintos dos atuais não contribuiu muito para uma melhor “fluidez”. Mas fiquem tranquilos, quando você se habitua a essas peculiaridades todos esses problemas, se é que pode ser chamado desta forma, desaparecem.

Eu sempre deixei claro que sou fã de personagens fortes, principalmente das do sexo feminino. Chloe desde um primeiro momento chamou minha atenção, o fato de não se ater aos costumes da época, de enfrentar e dizer o que pensa a quem seja necessário quando isso é algo passível de punição às mulheres, me cativou. E sim, ela possui um dom, assim como seus familiares.

Apesar de estar evidente essa questão um tanto sobrenatural (afinal, olhe o nome do livro!), em nenhum momento isso foi algo que ditou o caminho da estória, tive a impressão que se passava por um mero pano de fundo. Os pontos principais e que foram muito bem explorados pela autora dizem respeito a ganância, luta pelo poder, crimes bizarros, política e amor, entre outras coisas. A Vidente, apesar de ser um livro curto aborda esses e outros temas interessantes de forma coesa, interligando cada um deles.

Repetindo, a princípio o livro pode ser lento mas depois que a trama começa a se desenrolar é praticamente impossível deixar de ler, a ação toma conta da trama, o medo de que algo possa acontecer à nossos personagens, você passa a imaginar as várias formas que a morte pode chegar a todos. Um livro envolvente sem dúvidas.

Caso você tenha se interessado pela obra, e pensado outra vez após ler algumas críticas, bem vindo ao barco. Espero que você possa dar uma outra chance e se surpreender com uma estória ótima. A Sensitiva, segundo livro, acabou de ganhar algumas posições em minha fila de leitura. Ah, achei muito bem bolada a arte na capa, com a fita dando a impressão de estar saindo do livro, a editora está de parabéns.

Por Júnior Nascimento

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