Publicado em Escuta só, Música

Escuta só! – Bomba Estereo

Oi, pessoas!

Hoje voltei para trazer mais uma sugestão de música colombiana para vocês. Sempre gostei de música em espanhol, mas não tinha muito conhecimento da música colombiana, especificamente (não gosto de usar o termo “música latina”, porque música brasileira também é latina, afinal de contas). Desde que vim morar na Colômbia tenho conhecido muitos artistas e bandas locais e é incrível ver toda a riqueza musical desse país. Um grupo que tem feito muito sucesso não só na Colômbia, mas internacional, é o Bomba Estereo. Continuar lendo “Escuta só! – Bomba Estereo”

Publicado em Literatura

4 dicas para ler mais

Uma das perguntas que escuto muito na vida é: “como você consegue ler tanto?”, ou: “como consegue tempo para ler?”, seguida pela frase: “ah, eu queria ter tempo assim também”. Minha resposta curta (e talvez um pouco grossa) é: eu não tenho tempo, eu crio meu tempo. Como tudo na vida. Se fizermos qualquer coisa só quando temos “tempo de sobra”, nunca vamos fazer nada. Mas outra resposta possível poderia ser: eu consigo tempo para ler porque eu gosto muito de ler! Quando a gente gosta muito de algo, certamente dedicamos tempo a isso.

Eu sempre li bastante, desde bem pequena. Sempre fui incentivada a isso, então a leitura tornou-se um hábito na minha vida. Na época da adolescência, quando eu ainda não tinha muitas responsabilidades, ler era praticamente tudo o que eu fazia o dia inteiro. Ia à biblioteca, pegava dois, três, quatro livros e os devorava durante o mês. Foi na vida adulta, cheia de compromissos, em que diminui um pouco o ritmo, mas ainda assim, sempre mantive o hábito. Porém, nessa fase precisei adotar estratégias para não permitir que as tarefas diárias tirassem de mim o prazer da leitura. Resolvi compartilhar aqui meus “truques” para “conseguir ler tanto”, como costumam me dizer (e eu nem leio tanto quanto poderia ou gostaria, na verdade). Se você gosta de ler, mas acha que não tem muito tempo, talvez essas dicas te ajudem. Ou se você não gosta muito de ler, mas quer criar o hábito da leitura, pode começar por esses pontos que vou falar a seguir: Continuar lendo “4 dicas para ler mais”

Publicado em Desafio Literário, Literatura, Literatura Estrangeira

Hora Zero – Agatha Christie

Antes de tudo, quero avisar que será impossível falar sobre esse livro sem dar spoiler. Então resolvi dividir esse texto em duas partes. Na primeira, vou apresentar o livro e falar de uma maneira mais superficial, para quem tem interesse em saber sobre o que se trata, mas não quer saber o final. Na segunda parte vou falar sobre o que, para mim, é o ponto principal do livro, com um olhar um pouco mais atencioso para a obra, mas não posso fazer isso sem dar informações importantes sobre a história. Então, se você odeia spoilers com todas as suas forças, leia só a primeira parte (eu avisarei quando você deve parar de ler). Mas se você não se importa com isso, leia até o final.

A Hora Zero

– Gosto de um bom romance policial – disse ele. – Mas, como se sabe, eles sempre começam do ponto errado! Começam pelo assassinato. Só que o assassinato é o final. A história começa muito antes – com todas as causas e circunstâncias que levam as pessoas a certos lugares, num certo momento e num certo dia. […] – Todos se dirigem a um determinado local… E aí, quando chega a hora: o ponto máximo! A hora zero. Sim, todos convergem para a hora zero… Para a hora zero… – repetiu. (p.11-12)

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Publicado em Clássicos da Literatura, Desafio Literário, Literatura, Literatura Estrangeira

Desafio Literário 2017: junho – Ágatha Christie

Chegamos à leitura do mês de junho do Desafio Literário: 12 livros escritos por mulheres para 2017. É metade do ano, metade das leituras e uma experiência incrível até agora!

Junho foi o mês que li Hora Zero, da Ágatha Christie. Como tenho feito todos os meses, antes de falar sobre o livro, quero contar o porquê de ter adicionado essa autora à minha lista. A Ágatha Christie foi uma das escritoras que me influenciou, no sentido de ter alimentado meu gosto pela leitura. Houve uma fase da minha vida, durante parte da infância e adolescência, em que li muitos livros escritos por ela, devorava um atrás do outro e acredito que ter me deparado com essas obras que despertavam em mim a vontade de continuar lendo, foi algo essencial na minha formação como leitora. Continuar lendo “Desafio Literário 2017: junho – Ágatha Christie”

Publicado em Cultura, Literatura

As Casas de Pablo Neruda

Pablo Neruda foi um poeta chileno, nascido em 1904. Ele foi um dos grandes nomes da literatura latino-americana e mundial, ganhador do prêmio Nobel em 1971. Suas obras foram traduzidas para diversos idiomas e até hoje o poeta é celebrado por causa de seus livros, como os renomados, “Canto Geral” (1950), “Memorial de Isla Negra” (1964), “Confesso que vivi” (1974), entre outros. Continuar lendo “As Casas de Pablo Neruda”

Publicado em Desafio Literário, Literatura, Literatura Brasileira

A paixão segundo G.H.

É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. (p.10)

Esse trecho aparece em uma das primeiras páginas do livro. De maneira um tanto quanto intensa G.H. começa a nos contar que está perdida e meio confusa sobre quem ela é, sobre o que já não faz sentido, se é que algum dia fez. Ela simplesmente vai soltando muitos pensamentos sobre a experiência recente que teve. Nós, leitores, ainda não sabemos qual é essa experiência, então o início da leitura é bastante confuso para nós também. É como se estivéssemos dentro da cabeça de G.H., em meio a todos aqueles pensamentos, sem saber do que se trata. Até que, de repente, ela se volta para nós e diz: “me dá sua mão, vou te contar tudo”. G.H. diz que precisa imaginar que está segurando a mão de alguém, para seguir em frente e entender o que aconteceu,  para talvez se encontrar. Num primeiro momento, essa mão que ela segura é a mão do leitor, mas ao longo do livro isso muda, fica meio indefinido, na verdade. Às vezes parece que ela está segurando a mão de um (ex) companheiro e até mesmo de sua mãe e logo volta a ser a mão do leitor. É um pouco confuso, mas imagine que você está dentro da mente de G.H. e ela está falando, na verdade, consigo mesma. Você fala sozinho? Quando falamos sozinhos, direcionamos nosso discurso a um monte de gente e a ninguém, ao mesmo tempo. Essa é G.H segurando essas mãos invisíveis. Continuar lendo “A paixão segundo G.H.”