Eu Sei o que Você esta Pensando

Como estava sentindo falta de ler um bom livro policial, o que destacou Eu sei o que você está pensando, do meu ponto de vista, é o fato de ter aspectos que são raros na maioria dos livros do gênero. Antes de começar a falar sobre a obra deixo o seguinte aviso, essa será uma resenha menor em comparação as anteriores, afinal não irei me ater em explicar a trama do livro para não revelar nenhum tipo de mistério.

A escrita do autor não é tão dinâmica quanto esperava e em alguns pontos a leitura simplesmente se arrastava, isso aconteceu, em grande parte pela forma com que o autor detalhou pontos que não me chamaram tanta a atenção, e olha que sou fanático por livros extremamente detalhistas, como podem perceber em resenhas anteriores, em todo o caso, considero isso um dos dois únicos pontos falho do livro.

O outro ponto falho foi o “desaparecimento” de alguns personagem no decorrer da trama, o que na verdade está relacionado ao ponto que abordei no paragrafo anterior, o autor passou muito tempo nos apresentando alguns personagens que poderia ser melhor aproveitado durante a trama, para terem poucas aparições no decorrer da história e papeis pouco relevantes na resolução do crime, me deu a impressão que cada pista nova vinha de um personagem novo e ele continuava na história até a pista subseqüente.

Sou obrigado a discordar da frase do The New York Times que abre esta resenha. Foram poucos os momentos em que o personagem principal estava a frente do leitor em relação ao caso, o que na verdade é algo raro em livros com a temática investigativa, achei isso genial, afinal o sentimento do leitor ao saber que sua suposição estava correta é muito melhor do que a surpresa de uma reviravolta que geralmente vem acompanhada de uma desculpa que “cola na força”, o fato do autor não fazer uso de explicações além do normal, e o uso incessante da lógica para descrever os acontecimentos foram pontos importantes que me prenderam a leitura e isso me pegou de surpresa, afinal é uma forma de abordagem que pouco conhecia e tinha minhas dúvidas quanto ao resultado.

Eu sei o que você está pensando é o livro de estréia de John Verdon e de modo geral posso dizer que foi bem sucedido. Atrama é boa e te prende, eu consegui ficar tranquilo enquanto esse caso não fosse solucionado, o que transformou a identificação com o personagem principal mais fácil. E confesso, em nenhum momento desconfiei quem era o responsável. Vou um pouco além, eu gostaria que o autor escrevesse mais livros sobre o detetive Gurney enquanto o mesmo ainda estava na ativa, principalmente sobre o caso que o tornou tão famoso, e com isso conhecer um pouco mais sobre os personagens que o cercam.

Por Júnior Nascimento

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