A força de Mônica

Uma das principais características de Mônica nas histórias de Maurício é a sua liderança e vontade sobre seus colegas e familiares, mas, principalmente, a força que ela projeta (seja física ou moral). Contudo, é interessante olhar para a personagem como ela realmente o é, uma criança em desenvolvimento e que acredita muito em si. E, com isso, muita de sua personalidade pode ser explorada para além de suas coelhadas.

GRAPHIC-MSP_LOGOMARCA-e1480888478111A infância é nosso maior privilégio. Nesta fase, nada nos impede de querer o mundo e conquistá-lo. A não ser que um adulto esteja por perto e tente refrear este impulso tão natural de ver a vida de uma forma simples. Na história de Bianca Pinheiro para a coleção Graphic MSP o enredo entrelaça um aspecto muito delicado, que tantas famílias passam ou ainda irão passar. Devo chamar de momento de ruptura, ou melhor dizendo: crescimento.

 

 

A pequena Mônica, como toda criança, imagina que poderá resolver todo e qualquer problema com pequenas resoluções. Assim como seus coleguinhas, possui um conjunto de características (como a autoconfiança) próprias fase da vida. Cebolinha, por exemplo, acredita que poderá vencer seus desafios com planos elaborados. Cascão, mesmo sabendo que tudo pode dar errado,  fica ao lado de seu melhor amigo e sofrer juntos as consequências. Magali sempre terá comida e bons amigos para compartilhá-la. Pequenas escolhas que fazem todo o sentido ao passar dos anos e que habitam em nós, reflexos de personalidade, nos transformando em seres com milhões de filtros e outros aspectos que nos permitirão conviver em sociedade.

A história, de fato, nos toca de forma íntima, já nos primeiros quadros. A infância é o plano de fundo da porta para fora, pois quando adentramos a casa da família Sousa percebemos que algo não está dando certo. Neste cenário, a força, tão característica da pequena menina, não pode ser o ponto de resolução. Requer um entendimento de vida e suas nuances que só um adulto poderia resolver. Mas, a cada página, Bianca nos leva a perceber que sim, uma criança que vive a dificuldade de rompimento de seus pais não está alienada a situação e deve ser ouvida.

Em uma separação, todos os envolvidos são afetados. E, mesmo que os adultos não percebam, as crianças sofrem em silêncio suas próprias rupturas. Uma decisão deve ser tomada, mas em conjunto. Pelo menos é assim que acredito que as famílias devam agir para se chegar a um final feliz, seja na vida real ou nas histórias em quadrinhos. Para tudo há uma estrada a se seguir. E Mônica, uma pequena menina e seu coelhinho a tira colo, tem muito mais a revelar do que se pode imaginar.

monica6

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