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Marcelino dos Santos

Marcelino dos Santos foi um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Grande liderança dentro da Frente, junto com o grupo ele combateu o colonialismo português no país

 

Confira um pouco sobre a sua trajetória e o porquê dele ser uma figura tão importante para o continente africano, em especial Moçambique.

 

Vida pessoal

Marcelino dos Santos nasceu no dia 20 de maio de 1929, em Lumbo, uma província de Nampula. Pouco se sabe sobre a sua infância e juventude em específico, mas é conhecido que ele sempre foi envolvido com a política local.

Naquele período histórico, o continente africano passava por grandes levantes populares contra colonizadores, e Moçambique não foi diferente. Vivendo sobre a miséria que ficou de herança da colonização, Marcelino se tornou uma grande liderança contra os inimigos europeus.

 

Luta revolucionária

Marcelino foi uma figura central na luta revolucionária dos moçambicanos, sendo considerado um “líder na sombra” dentro da Frelimo. A Frelimo era a principal frente contra a colonização dos portugueses e incitou as políticas de luta armada durante o processo de libertação.

Durante a luta revolucionária, ele foi uma liderança importantíssima para a Frelimo, que conseguiu o seu objetivo no ano de 1975 com a independência de Moçambique dos colonizadores português.

Depois desse período, Marcelino dos Santos continuou sendo membro da Frelimo, que após a revolução se tornou um partido político e conquistou o governo de Moçambique.

 

Pós independência

Depois da conquista da independência, Marcelino ocupou algumas posições importantes no governo. Ele tinha uma liderança importante dentro do partido, e se tornou um dos principais símbolos do nacionalismo africano.

Uma das suas principais contribuições depois da independência foi a atuação na construção do Estado de Moçambique. Ele era considerado um herói nacional, e o seu protagonismo na construção do nacionalismo africano e na edificação de movimentos de libertação fez o seu nome ser respeitado internacionalmente.

Ele nunca foi presidente de Frelimo, mas tinha uma liderança e respeito parecido, ou até maior. Foi ele que escreveu os primeiros estatutos da Frelimo, depois da união dos três movimentos nacionalistas Manu, Unamo e Udenamo.

Depois da independência conseguiu a função de primeiro-ministro da planificação e desenvolvimento, além de ser o presidente da primeira Assembleia Popular, onde cumpriu a função até 1994, quando Moçambique fez as primeiras eleições da história do país.

Muitos se perguntam porque ele nunca foi presidente da Frelimo. Muitos diziam que ele não podia por ser mestiço, e isso poderia associar ao colonialismo. Entretanto, nunca foi comprovado.

Perguntado sobre, Marcelino sempre deixou claro que isso nunca foi problema para ele, pois na Frelimo ninguém decide o que quer ser, e isso era uma filosofia do partido.

Depois da morte de Samora Machel, muitos queriam que ele se tornasse presidente, mas isso não aconteceu. Ele alega que tudo ocorreu de forma correta, e que não era mesmo para ele ser o presidente, mas que ele não sabe responder o porque, e que essa pergunta deveria ser feita para as pessoas que não o elegeram.

Acontece que Marcelino dos Santos tem um legado eterno e uma história linda junto a Moçambique. A sua luta não se limitou ao campo político. A escrita também foi um instrumento que usou para combater, utilizando os pseudônimos Lilinho Micaia e Kalungano. Canto do amor natural foi o único livro publicado com seu próprio nome.

Na época em que os independentistas navegavam na onda da poesia de combate, ele publicou poemas no jornal Brado Africano em Moçambique e em duas antologias da Casa dos Estudantes do Império, em Portugal.

Marcelino dos Santos faleceu no dia 11 de fevereiro de 2020, com 90 anos de idade, deixando um legado e uma história a ser admirada.

 

Luciana
Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

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