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A História do Renascimento e seu marco literário

Conhecido como um movimento histórico e econômico, o Renascimento também se tornou um movimento intelectual e filosófico.

 

A partir do século XIV, a Itália se tornou palco de grandes mudanças. Com inspiração na Antiguidade Clássica, o Renascimento reformulou a vida medieval, e deu início à Idade Moderna.

Ou seja, foi nesse momento em que se caracterizou a troca do feudalismo para o capitalismo. 

Foi também um grande ciclo de rupturas e reconstruções nas áreas da sociedade, economia, política e religião. Porém o que mais ficou marcado nesse período do Renascimento, foi a cultura, filosofia e arte.

 

Humanismo Renascentista

Com certeza, você já ouviu alguma vez a famosa expressão “o mundo não gira em torno de você”. Porém, na época do Renascimento não era bem assim que eles pensavam.

Esse período foi caracterizado pelo antropocentrismo, que não é nada mais do que a ideia do ser humano ser o centro de tudo. Ele se torna a figura central, seja a respeito da cultura, ciência e/ou sociedade. É o homem quem tem a referência para o entendimento do mundo.

No humanismo renascentista o homem ganha muito mais atenção e importância em comparação à antigamente. Por isso, a religião deixa de ter a atenção total das pessoas (apesar de não perder sua importância) e começa a ser questionada.

Foi a partir daí que surgiram novas correntes religiosas como o protestantismo.

Os filósofos da época colocavam em dúvida o Teocentrismo, no qual, Deus era o centro de tudo, e buscam novas formas de enxergar o mundo.

Por isso, nessa época, os principais pontos defendidos pelo Renascimento eram:

 

  • Antropocentrismo – homem como centro de tudo;
  • Cientificismo – as coisas passaram a ter uma explicação científica e não apenas religiosa;
  • Racionalismo – razões humanas para explicações de acontecimentos do mundo.

 

Literatura Renascentista

O Renascimento se tornou um marco muito importante para a literatura, afinal, houve a transição entre o trovadorismo para o classicismo.

Se você não conhece esses termos pode se acalmar, iremos explicar!

Trovadorismo – eram poesias cantadas em festas e castelos que falavam sobre o amor. Contudo, na maioria das vezes, criticava costumes da sociedade.

Classicismo – passou a existir uma busca pelo perfeccionismo e equilíbrio, com seu conteúdo se pautando em pensamentos culturais e artísticos. Sempre trazendo o homem como centro de tudo.

O humanismo teve essa grande influência nos conteúdos literários, uma vez que o ser humano passa a ser maior valor. E os modos de escrita mais utilizados foram: poesias, crônicas históricas e textos teatrais.

Outro passo muito importante da literatura no Renascimento é o uso da língua própria. Até o século XIII, toda escrita era feita em latim, francês ou provençal. Com o Renascimento, a língua italiana se torna a principal nas escritas literárias.

Isso fez com que não só a nobreza e o clero (como era antes), mas que todos pudessem ter acesso ao conhecimento. Assim, a principal preocupação dos autores renascentistas era difundir o conhecimento.

 

Autores do Renascimento

Os autores que fizeram parte da Literatura do Renascimento deram origem à Literatura Moderna. E tenho certeza que você conhece alguns nomes importantes dessa época!

Alguns dos maiores representantes da literatura renascentista são:

 

    • William Shakespeare – autor de Romeu e Julieta e Hamlet;
    • Luís de Camões – autor de Os Lusíadas;
    • Nicolau Maquiavel – autor de O Príncipe;
    • Dante Alighieri – autor da Divina Comédia;
    • Miguel de Cervantes – autor de Dom Quixote de la Mancha.

 

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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