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Giotto

Giotto é considerado um dos primeiros expoentes da Pintura Renascentista. Esse pintor italiano foi autor do desenho “Campanário de Giotto”, uma torre que se ergue nas proximidades da Catedral Santa Maria del Fior, em Florença. Além dessa obra tão importante em sua carreira, realizou outras em: Roma, Bolonha, Assis, Pádua, Florença e Nápoles.

Ambrogiotto Bordone ou como é mais conhecido: Giotto, nasceu de família humilde, seus pais eram camponeses e por isso, nasceu entre as ovelhas, em algum mês e dia do ano de 1266, em uma aldeia chamada Colle di Vespignano, nas proximidades de Florença.

Acredita-se que Giotto, foi descoberto por outro pintor importante da época, Cenni di Pepo, isso é um fato que aconteceu no ano de 1272. Giotto, por ser muito pobre, desenhava em superfícies de pedra lisa. Em um dos dias que pintava, surge Cenni que mudaria sua vida para sempre. O pintor ficou impressionado com a destreza do garoto e decidiu leva-lo para se aprofundar na arte e em suas técnicas. Seguiu-se dez anos de curso.

 

Os primeiros passos de Giotto

 

No ano de 1280, Giotto acompanhava seu mestre durante suas viagens entre Assis e Roma. Sete anos depois, aos vinte e um anos, Giotto casa-se com Ricevuta di Lapo del Pele, que presenteia o pintor com oito filhos.

Foi durante esse período que Giotto começa a dominar as técnicas de seu pincel, que aprende mais sobre cores, sobre formas e também, tempo que começou a ter suas próprias ideias sobre pinturas. Esse artista defendia a necessidade dos santos serem representados com traços humanos, talvez para trazê-los para mais perto da humanidade.

“A Virgem com o Menino e os Anjos” de 1290, que se encontra no poder da Igreja de San Giorgio ala Costa em seu Museu Diocesano em Florença; na nave central da Basílica de Santa Maria Novella, “O Crucifixo de Santa Maria Novella”, obra realizada de 1288-1289. E dois afrescos que estão na Igreja de São Francisco de Assis, “Histórias de Isaac” de 1290 e que teve ajuda de Cimabue.

No ano de 1295, Giotto entra para o hall de mestres da pintura e entra para o grupo seleto da Confraria dos Pintores. Devido ao seu reconhecimento, passa a receber diversos convites para realizar suas pinturas, entre elas, a capela superior da Basílica de Assis em 1296. Para realizar essa obra, Giotto dividiu a parede em 23 afrescos e em cada um deles, representou um episódio da vida do santo, obra que durou cerca de quatro anos para ser concluída.

Alguns afrescos que merecem destaque da Basílica de Assis:

 

  • A morte de São Francisco;
  • O extâse de São Francisco;
  • São Francisco recebendo os estigmas;
  • Sermão aos pássaros;
  • A regra franciscana;
  • São Francisco diante do Papa Horácio III.

 

Seus Afrescos

Giotto, por causa dos afrescos de Assis, tornou-se um pintor muito famoso, por isso, no ano de 1298, foi levado para Roma para pintar o grandioso mosaico “La Navicella” pelo cardeal Jacopo Stefaneschi, cônego de São Pedro. Dessa obra em questão, atualmente, contou com alguns fragmentos restaurados e podem ser vistos no pátio da Basílica de São Pedro.

Outra participação especial de Giotto aconteceu no ano de 1300, quando foi convidado para pintar o mural da Igreja de São João de Latrão, em comemoração ao jubileu. Hoje em dia só restam fragmentos desse mural que recebeu o nome de “Bonifácio VIII Proclamando o Jubileu”.

No ano de 1301, abre seu estúdio na cidade de Florença. Três anos depois, segue para a cidade de Pádua por causa de uma encomenda para a Capela Arena ou, como também é conhecida: Cappella degli Scrovegni. Giotto, pintou atrás do altar o “Juízo Final” e inferior na parte inferior a imagem de Enrico Scrovegni, dedicando a capela à virgem. Além disso, nas paredes laterais, realizou 38 pinturas de afrescos com cenas da Virgem, virtudes e também do Evangelho. Entre os demais afrescos, merece destaque: “Lamento ante Cristo Morto”.

No ano de 1311, conclui a obra Madona para a Igreja Ognisssanti e também, foi o ano que voltou para Florença e passou a trabalhar avidamente. Quatro anos depois, começa os trabalhos nas capelas: Bardi e Peruzzi, na Igreja de Santa Cruz. A serviço de Roberto d’Anjou, no ano de 1329, segue para Nápoles e aqui permanece por cinco anos. Passado esse tempo, no ano de 1332, segue para Bolonha, onde trabalha em um retábulo e decora a Capela do Castelo Galliera.

Quando retornou para Florença em 1334, Giotto é convidado para ser mestre-chefe da construção da Catedral de Santa Maria del Fiori. E, nessa construção, devido sua posição, projetou uma torre recoberta de mármore que recebeu o seguinte nome em sua homenagem: “Campanário de Giotto”.

Giotto desenhou com esmero todo campanário, entretanto, infelizmente, não pode vê-lo concluído. No dia 08 de janeiro de 1337, Giotto morre, na cidade de Florença.

Assinatura

Luciana
Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

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