Home>Cultura>Cultura e Arquitetura fascinantes do Museu Solomon Guggenheim

Cultura e Arquitetura fascinantes do Museu Solomon Guggenheim

O grandioso museu Guggenheim, com quatro filiais espalhadas pelo globo, expõe a arte de maneira espetacular, ainda mais pela arquitetura própria.

O Museu Solomon Robert Guggenheim é um museu de arte, inaugurado há 83 anos, em Nova York. Solomon era um empreendedor e colecionador de arte, que resolveu criar a propriedade para guardar e expor as obras de arte moderna, inclusive as da sua sobrinha Peggy Guggenheim, outra colecionadora. As obras disponíveis são majoritariamente impressionistas, pós-impressionistas, modernas e contemporâneas. 

Um pouco da história do museu

Desde 1890, Solomon vinha colecionando pinturas. Até que em 1926 ele conheceu Hilla von Rebay, uma jovem artista alemã, que o influenciou a adquirir obras mais abstratas. Logo ele começou a expôr as peças ao público no seu próprio apartamento e foi depois disso que ele viu a necessidade de ter um espaço maior, até fundar o Museu Solomon R. Guggenheim.

Rebay, como curadora da coleção de Guggenheim, participou ativamente da concepção arquitetônica do museu. Ela queria algo que remetesse a um lugar sagrado e Guggenheim optou pela localização vizinha ao Central Park, para que os sons da cidade tivessem menos impacto, além da proximidade com a natureza.

Há pouco tempo, o museu foi expandido para algumas outros países:

  • Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha;
  • Museu Guggenheim Hermitage, em Las Vegas;
  • Deutsche Guggenheim, na Alemanha ;
  • Coleção Peggy Guggenheim, na Itália;
  • Guggenheim Abu Dhabi, que está em construção, nos Emirados Árabes.

A sinfonia do edifício e das pinturas

O design do edifício é em espiral, remetendo a concha de um molusco nautilóde. A lógica era ter de fato uma inspiração mais crua, mas combinado com a arquitetura moderna e suas formas geométricas. Segundo Frank Wright, o arquiteto, as formas tinham um significado, como:

  • O círculo representando o infinito;
  • O triângulo, a estrutura;
  • O espiral, o progresso;
  • O quadrado, a integridade.

Para você ter um vislumbre da experiência de percorrer o Museu Solomon é só imaginar um espiral que se estreita na parte debaixo, como se realmente fosse a concha de um caracol e, ao passar para outra sala, você segue esse espiral de cima para baixo. Para o arquiteto, edifício e pintura formam um par belíssimo, único na arquitetura, como se fosse uma sinfonia. Infelizmente ele já havia falecido quando o prédio ficou pronto. 

A arquitetura extraordinária parece ser uma tradição de Solomon, já que o museu espanhol também conta com estruturas únicas de titânio e vidro, na beira do rio Nervión.

Exibições e obras

As exibições podem durar até seis meses e algumas passadas contaram com telas de Pollock e fotografias de Robert Mapplethorpe. Já a coleção do museu pode ser dividida pelos curadores, veja:

Coleção de Solomon

Composta de 600 trabalhos, aproximadamente, sob orientação de Rebay. Você pode encontrar muitas telas do construtivista russo Kandinsky, Rudolf Bauer e outros artistas abstratos.

Coleção de Thannhauser

Thannhauser foi outro negociante de artes e fez um empréstimo permanente de muito valor a Solomon, que se tornou o mais popular. A coleção possui o brilho do impressionismo, pós-impressionismo, bem como o futurismo, com obras de Paul Cézanne, Edgar Degas e Manet.

O museu conta ainda com a coleção de Panza, a galeria do banqueiro Karl Nierendorf, trabalhos de Katherine Dreier, entre outros.

Como visitar

Os tickets custam $25 para os adultos e ele fica na 1071 Fifth Avenue. Por causa pandemia, o museu está fechado e também não informa os horários exatos, mas normalmente o funcionamento é de 10 às 17h45.

Agora, o próximo passo é conhecer a filial espanhola, que tal? Acesse este link e conheça o Guggenheim Bilbao!

 

 

Luciana
Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

Deixe uma resposta