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Rudyard Kipling: Idealizador de Mogli, o Menino Lobo

Joseph Rudyard Kipling nasceu na Índia e foi Prêmio Nobel de 1907. O grande nome da literatura inglesa tem muito o que ensinar, leia mais!

 

Foi na cidade de Bombaim, na Índia, em 1865, que Rudyard Kipling nasceu. Ele era filho da escritora Alice Kipling, da Era Vitoriana. Seu pai era escultor e um excelente professor de Arquitetura. Eles se conheceram ainda na Inglaterra, próximo ao rio Rudyard, que se tornou o nome do filho, para depois se mudar para a Índia Britânica. 

Com cinco anos de idade, Rudyard foi enviado para a Inglaterra, com sua irmã Alice, para viver com um capitão da Marinha Britânica e sua esposa por seis anos. Esse era um costume entre os anglo-indianos, mas Kipling teve bastante azar já que fora maltratado na infância com esses novos cuidadores.

Sobre a vida de Kipling

 

Alguns anos mais tarde, logo depois da escola e sem condições financeiras de entrar para uma faculdade, Rudyard se tornou editor assistente de um jornal local (emprego que conseguiu com o pai). Com 17 anos ele retorna à Índia e quatro anos depois publica sua primeira coleção de versos, quatro anos depois publica o primeiro livro, “Cantigas Departamentais”.

Em 1888, ele se entrega à escrita, de corpo e alma. Publica seis coleções de contos, 41 histórias no total. Mais tarde, ele viaja para a América e conhece Mark Twain; também conhece Arthur Conan Doyle em sua jornada, aumentando mais ainda seu repertório de influências. 

Nessa época ele conhece Carrie (Caroline Balestier), sua futura esposa com quem teria três filhos. Eles ficam amigos no começo e até escrevem um livro juntos, o “The Naulahka: A Story Of East And West”.

Com apenas 42 anos de idade, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, sendo pioneiro como cidadão inglês. Na cerimônia foi descrito que ele tinha poder de observação, imaginação original, ideias fortes e um talento notável para a narração. 

Depois desses fatos, na época da Primeira Guerra Mundial, ele colocava uma suástica nas capas dos livros, já que na Índia o símbolo quer dizer “boa sorte”. Logo quando os nazistas usurparam o ícone, ele mandou retirar das capas. Ele também perdeu o filho de John na guerra, tornando-se mais reservado e escrevendo menos em consequência disso.

Até a década de 30, o autor ainda escrevia. Mas em 1936 ele teve uma hemorragia no intestino. Foi operado, mas morreu poucos dias depois. Ele foi cremado em Londres e suas cinzas foram enterradas próximas ao túmulo de Charles Dickens e Thomas Hardy. 

O Livro da Selva: origem do famoso Mogli 

Rudyard o publicou aos 29 anos e o livro na verdade é um conjunto de 15 histórias que contam até com ilustrações feitas pelo próprio pai do escritor. “O Livro da Selva” é repleto de criaturas com características humanizadas que dão verdadeiras aulas sobre desenvolvimento pessoal e conhecimento humano à criançada.

O cenário é tipicamente indiano, até porque essas fábulas foram inspiradas no folclore do país. A primeira história apresenta Mogli, um garoto criado por lobos, que é ameaçado pelo tigre Shere Khan. Ele vence e se dá conta de que é um homem, portanto deveria deixar a selva.

Na terceira história ele encontra Messua, que aparentemente era sua mãe. Porém depois de um tempo ele retorna à selva e mais e mais acontecimentos de prender a atenção do leitor acontecem ao longo das 15 histórias.

A história teve várias adaptações para o cinema, mas a versão de 2016 foi uma das melhores. Clique aqui para ler uma matéria sobre o significado dos nomes dos personagens!

 

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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