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À Espera de um milagre – Stephen King

Stephen King já é um nome conhecido dos leitores brasileiros. Suas obras são tão bem recomendadas, que boa parte delas se tornou filmes ou séries de TV, como À Espera de um Milagre, estrelado por Tom Hanks.

Podemos dizer que, Stephen King, é um dos maiores autores do mundo. Seus livros, além de serem grandes sucessos, ainda, comumentemente, são adaptados para as telonas. Mesmo sendo famoso por suas obras de terror, King, conta com criações que ficam bem distantes dos pesadelos mais terríveis. 

Como o livro que trataremos nesta postagem: À espera de um milagre. Claro, a maioria dos livros de King conta com o sobrenatural, quer dizer, alguns ficam limitados à loucura do ser humano… The Green Mile, título original, foi um conto que tomou proporções e foi lançado em capítulos. Seu sucesso foi tão grande que acabou sendo relançado no formato de livro.

Antes de falarmos a respeito do livro, vale destacar que o filme baseado nessa obra foi sucesso de bilheteria. Um detalhe interessante a respeito dos filmes de King é que, grande parte, não contam com atores muito famosos, são poucos, mas você pode assistir um filme antigo e se deparar com um que estava começando na carreira.

 

À espera de um milagre o filme

 

Em seu elenco contamos com Tom Hanks e, como sabemos, esse ator sozinho já é sucesso. Claro que temos outros, o até então, desconhecido, Michael Clarke Duncan, que deu vida a John Coffey, entre outros que são bem comuns nos filmes de King com parceria com o diretor Frank Darabont  que foi o responsável por dar vida a outra obra de arte do autor: Um sonho de liberdade, um filme e um livro que não tem nada a ver com sobrenatural e muito menos com caras loucos.

 

Sinopse do livro:

 

No ano de 1932, o condenado John Coffey chega à Penitenciária Estadual de Cold Mountain. Paul Edgecombe, chefe dos guardas e superintendente do bloco E, onde fica o “corredor verde” – a versão do “corredor da morte” de tal penitenciária–, é o encarregado de receber os novos criminosos condenados à morte pelo Estado e lhes explicar como as coisas funcionam no bloco. Paul também é o narrador da história, contando-a de sua velhice, muito tempo depois de ter deixado Cold Mountain. Desde a chegada de Coffey, Paul fica intrigado com sua aparência e comportamento, que não condizem com a de um assassino e estuprador de meninas de 9 anos. Aos poucos, Edgecombe e os outros agentes penitenciários passam a testemunhar eventos sobrenaturais que aumentam sua suspeita de que Coffey é inocente.

 

Comparando À espera de um milagre no papel e nas telas

 

Como escrito algumas linhas acima, Frank Darabont é um grande fã dos livros de King e já realizou diversos trabalhos de sucesso. Isso indica laços estreitos, já que os trabalhos são decorrentes. Provavelmente, seja por essa relação que os livros e os filmes fiquem tão próximos um do outro.

Geralmente, um filme sempre deixa a desejar em comparação ao papel escrito. Isso é algo muito comum. Para quem não sabe, uma página seria a mesma coisa que um minuto de filme, ou seja, imagine um livro de 600 páginas… Ele não pode ter seis horas de duração e por isso, rola as adaptações e cortes.

Mas, devido a sinergia entre diretor e autor, os cortes que ocorreram não feriram o decorrer da obra e, todas as personagens com suas características fantásticas estavam lá. E isso é algo que só é possível quando temos um time de astros realmente profissionais, com um ótimo roteiro e uma direção impecável.

 

À espera de um milagre detalhes sobre a obra

 

Uma coisa muito interessante nos livros deste autor é a proximidade que busca com o leitor. Em sua maioria, sempre acompanham prefácios ou introduções realizadas onde, ou traz informações a respeito de como a obra surgiu ou para nos contar algo interessante sobre sua vida.

Neste livro em questão, King menciona o fato de ter sido lançado de uma maneira diferente. A primeira vez que The Green Mile veio ao mundo foi através dos “folhetins” e foi lançado em seis partes. E, sobre sua vida particular, King fala a respeito de suas leituras quando pequeno, quando tinha apenas o universo dos livros como refúgio.

 

E agora vamos ao livro

 

A escrita de King segue sua experiência e profissionalismo. É uma leitura que vai nos puxando para dentro de sua estória por causa de sua fluidez e versatilidade. Apesar de ser mais uma estória sobre prisioneiros, o livro conta com descrições belíssimas que nos faz refletir se realmente estamos falando de um corredor da morte.

O estória é contada através do chefe da Milha Verde, Paul Edgecombe que, por ventura, está relembrando dos anos que trabalhou naquela penitenciaria para manter a lembrança viva daquele prisioneiro que mudou sua vida e de tantos outros.

O que é nos apresentado é o dia a dia de um corredor da morte e de profissionais que se preocupam em dar aos detentos, um final mais digno, independente de seus crimes. São carcereiros atenciosos que respeitam e tentam de todas as maneiras não estressar mais ainda aqueles criminosos.

A vida seguia seu curso normalmente pelo menos até a chegada de John Coffey, um negro gigantesco que havia sido condenado à cadeira elétrica pelo assassinato e estupro de duas garotinhas loiras. Claro que, o crime chocou a toda sociedade, ainda mais com o pano de fundo da grande depressão que os Estados Unidos passava naquela época.

Foi nessa mesma época que Paul, sofria de uma infecção de urina tão forte que, segundo ele próprio, parecia urinar giletes. Quando o prisioneiro Coffey chegou, Paul ficou alarmado com sua dimensão, no entanto, para a surpresa de todos, aquele homem que havia assassinato cruelmente duas garotinhas tinha medo de escuro.

Aquilo chamou atenção de Paul que começou a observar seu novo detento mais de perto. John era diferente de qualquer criminoso que já estivera trancafiado naquele lugar. Com o passar dos dias, começaram a se aproximar e outros detentos foram chegando para serem executados. E foi em um desses momentos tensos que chegou ao local Wild Bill para tirar a paz da milha.

E foi depois da chegada desse garoto problema que Paul, teve a certeza que havia algo de diferente no negro gigantesco que tinha medo do escuro. Não vou falar o que acontece para não estragar a surpresa, mas, se você assistiu ao filme e não leu o livro, vale a pena se debruçar sobre essas letras, com certeza, você terá uma viagem muito mais interessante pela milha verde.

 


Assinatura

Luciana
Jornalista e editora, mestre em rádio e televisão.

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