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Divulgação Site Carmen da Silva

Programa Memória Afetiva da Casa de Cultura do Parque

O programa reúne pensadores e críticos de diversas áreas, a fim de promover a reflexão crítica do mundo das artes e da cultura.

 

A Casa de Cultura do Parque, em São Paulo, é um espaço de pluralidades que busca estimular reflexões sobre a agenda contemporânea, promovendo uma gama de atividades culturais e educativas que incluem exposições de arte, shows, palestras, cursos e oficinas. Inclui em suas atividades online, o programa Memória Afetiva, série de videoconferências acerca da cultura e das artes, disponível gratuitamente no canal da Casa no youtube.

A programação reúne seis autores nacionais que contribuem para o debate das artes neste momento pandêmico.

 

Confira a playlist completa:

 

Sangue sem dono de Carmen da Silva, por Clara Averbuck, Disponível neste link: A escritora Clara Averbuck fala sobre Carmen da Silva e o livro Sangue sem dono que marcou sua vida devido à forte voz da autora, hoje desconhecida. O romance apresentado aborda ainda vários problemas sociais e políticos, relacionados, não somente ao contexto brasileiro, mas a temas inerentes aos contextos da vida de qualquer pessoa em qualquer sociedade. Em tom autobiográfico, a autora relata em Sangue sem dono as peripécias de uma mulher nascida em ambiente burguês, no longo caminho da conquista da liberdade.

 

A compra do Latão de Bertolt Brecht, por Sérgio de Carvalho, Disponível neste link: Sérgio de Carvalho apresenta o pensamento teatral do dramaturgo e poeta alemão Bertolt Brecht a partir do conjunto de escritos teóricos em forma dialogada intitulado A Compra do Latão. Brecht planejou esse material inconcluso, ainda inédito em traduções feitas no Brasil, como uma espécie de síntese geral de suas reflexões teatrais, em que vários pontos de vista interagem e se contradizem, de modo que a forma teorizante também exponha uma atitude dialética.

 

Atualidade crítica de Anatol Rosenfeld, por Sérgio de Carvalho, Disponível neste link: Apresentação do pensamento teatral do crítico Anatol Rosenfeld [1912-1973], com descrição de sua atividade em torno do teatro épico, sua atitude crítica independente, e seu envolvimento combativo nos mais importantes debates do teatro moderno em São Paulo na década de 1960.

 

Afrofuturismo periférico de Jorge Ben, por Acauam Oliveira, Disponível neste link: O professor Acauam Oliveira parte de algumas discussões mais recentes em torno do afrofuturismo como modelo de imaginários alternativos, a partir de uma perspectiva decolonial, para tratar de aspectos importantes da produção artística de Jorge Ben Jor.

 

Entre o mundo e eu: Ta-Nehisi Coates entre nós, por Thiago Amparo, Disponível neste link: Nesse Memória afetiva o professor Thiago Amparo discute sobre literatura de Ta-Nehisi Coates, em particular sua obra não ficcional como “Entre o mundo e eu” e seu romance “A Dança D’Água”, uma reflexão sobre racismo cotidiano, sobre história profunda da violência racial e o papel da memória na libertação da opressão

 

Arena da revolução, por Léo Lama, Disponível neste link: Léo Lama fala sobre a importância do surgimento do Teatro de Arena no cenário nacional. Situado em São Paulo, na Rua Teodoro Baima, o grupo do Arena, formado por atores da Escola de Arte Dramática, situada no prédio do TBC, surge como uma resposta ao Teatro Brasileiro de Comédia, considerado elitista, de certa forma. Liderados por Zé Renato, idealizador do teatro na forma de arena, a partir de fotos que viu em livro americano, o grupo foi construindo um espaço único no cenário cultural brasileiro. No começo ainda representavam peças estrangeiras, imitando o repertório do velho teatro. Mas aos poucos foi sendo produzido material próprio, voltado para a cultura popular, de autores como Guarnieri, Vianinha, Augusto Boal e mais tarde Plínio Marcos. Uma verdadeira revolução aconteceu no cenário cultural do país, a partir das encenações engajadas do Teatro de Arena. Um marco na arte brasileira.

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