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Don’t f**ck with cats (netflix)

Baseado em fatos que chocaram a internet alguns anos atrás, don’t f**ck with cats é mais um original da Netflix.

 

Já havia destacado a qualidade e cuidado nas produções documentais da Netflix ao escrever sobre: Pandemia. E este artigo vem para afirmar ainda mais o compromisso que a maior streaming do planeta tem com seus clientes.

Claro que, Pandemia, é apenas um no meio de outros que merecem ser destacados, como: O desaparecimento de Madeleine McCann, Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy, Gênio Diabólico e para aumentar essa lista mais um pouquinho, mais uma produção de peso que tem chamado atenção: Don’t Fuck with Cats. 

 

Inspirado em fatos reais

Como o próprio título sugere (traduzindo para o português: Não f*** com os gatos) foi inspirado em um acontecimento que chocou a internet. Um homem começou a postar vídeos na internet matando gatos com um aspirador de pó.

Claro que o ato não passou despercebido pelas ONGs que protegem o direito e a vida dos animais. Deu-se início a uma perseguição ao perpetrador de tamanha crueldade contra os felinos. E o que acontece depois desse fato chega a ser ainda mais chocante e forte.

Sabendo que os protetores de animais estavam em seu encalço, o criminoso passou a cometer outras atrocidades mais dantescas ainda contra os gatos. E isso foi alarmando e causando um enorme alvoroço pelas redes sociais. Mas, vamos parar por aqui, daqui há pouco começo a dar spoilers.

Em Don’t Fuck With Cats não temos apenas uma produção documental, mas um mergulho impressionante na mente de uma pessoa perturbada. Mark Lewis, diretor e roteirista da obra, consegue impressionar ao desenvolver personagens enquanto os costura com narrativas reais, com direito a choques, reviravoltas e suspense.

Apesar de ser um trabalho roteirizado, ou seja, previamente calculado, o grande fio condutor de toda produção se concentra, em ninguém menos que uma das protetoras que decidiu caçar o criminoso. Lewis, conseguiu utilizar esse fio para atrair o telespectador como um inseto em volta da luz.

O interessante é que a série não entrega seu ponto crucial antes da hora. Realmente temos a impressão de estarmos assistindo algo ficcional devido à montagem de todas as imagens, relatos e diálogos. Caso assista, você terá a clara impressão que estão lhe contando uma estória com requintes de crueldade.

 

Detalhes da produção

Outro detalhe que Mark Lewis levou em consideração foi a dosagem de imagens. Sinceramente? Uma pessoa apaixonada por animais como eu, hesitei em assistir à série, porém, devido ao trabalho, criei coragem e fiquei surpreso por perceber que as cenas de atentado a vida animal, não foram inseridas na integra, com exceção de um afogamento.

Provavelmente o diretor/roteirista levou em consideração que, mostrar todas as ações do psicopata poderia afastar o público de seu trabalho, afinal de contas, nem mesmo uma pessoa que não goste de animais, gosta de ver alguém judiando, não é verdade?

Tudo foi tão bem orquestrado e construído que às três horas de duração do documentário serial passa que nem percebemos, tamanho seu magnetismo e sua narrativa. Para não falar que a obra é perfeita, no final, bem no final mesmo, lá perto dos créditos, sabe?

Deanna Thompson, que foi o fio condutor de toda série, decide dar uma lição de moral aos telespectadores, algo que, particularmente, por ter sido roteirizado, tira um pouco da naturalidade dos sentimentos, algo que, particularmente, ficou bem embaraçoso.

Podemos dizer que, Don’t Fuck With Cats é uma das produções sobre crimes que chega pertíssimo da inigualável Gênio Diabólico. Está se tornando uma tendência realizar documentários com a inserção de jogos narrativos, sem sair da proposta inicial do projeto.

Don’t Fuck With Cats, poderia ser uma série que desbancaria Gênio Indomável. Podemos dizer que foi perfeita durante todos os minutos que acompanhamos todos os fatos, narrativas e acontecimentos. Vibramos, sofremos e refletimos com essa obra, pelo menos até chegar os créditos finais e nos depararmos com algo completamente dispensável.

 

Assinatura

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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