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Taylor Swift: Miss Americana

A finalidade de um documentário é apresentar ao público, um determinado acontecimento. Podemos dizer que o documentário, ao contrário dos filmes, não tem a finalidade de entreter, mas sim, de informar e registrar determinado acontecimento, podendo ser até mesmo, a trajetória de um artista.

Em Janeiro de 2020, estreou na Netflix, um documentário baseado na vida de uma artista de grande sucesso nos Estados Unidos, Miss Americana, nos traz uma Taylor Switf distante dos holofotes dos grandes palcos e plateias. E o que nos deparamos é com uma garota que sempre soube o que quis e faz de tudo para encontrar.

 

Sobre a produção de Miss Americana

A estrutura utilizada pelos produtores segue as características de um documentário, ou seja, uma filmagem direcionada para se tornar fato histórico, porém, não um fato histórico como grandes acontecimentos da humanidade, mas um fato histórico para seus próprios fãs.

O interessante da obra foi a utilização de planos simples de filmagens que torna o resultado algo muito mais próximo e íntimo. Talvez algo que a diretora quisesse passar aos fãs de Taylor, aquela sensação de proximidade com sua estrela.

 

Sobre o decorrer da história de Taylor Swift

Graças aos avanços da tecnologia e por ter nascido e crescido durante as décadas de oitenta e noventa, é possível ter acesso a cenas da infância de uma das maiores estrelas americanas. No documentário, podemos ver a emoção do primeiro instrumento musical que Taylor ganhou de seus pais.

Além desse momento, é possível acompanhar uma linha do tempo, onde vamos percebendo o crescimento da garota e também de seu próprio talento. Não demorou muito tempo para Tayler estar mostrando suas primeiras composições para seus parentes.

E falando em parentes, esse é um ponto muito importante que percebemos no decorrer do filme: a ligação com sua família, com suas raízes. Em diversas situações, podemos ver a mãe de Taylor sempre perto da filha, seja nas premiações ou até mesmo, em um deslocamento para um outro show.

E falando em show… O documentário para os fãs, com certeza, gerará uma proximidade maior com sua estrela. Isso sem mencionar que poderão ver sua estrela sem toda sua produção costumeira. Poderão também ver como surgiram algumas de suas grandes canções.

E também, perceberem que a vida da artista, por mais bela e perfeita que possa parecer, não é tão fácil quanto muitos pensam. Particularmente, em determinados momentos, o documentário denunciou uma certa prepotência de sua artista principal em alguns depoimentos que confessara buscar a perfeição para ser aplaudida.

Taylor não esconde em nenhum momento a sua necessidade de aceitação, dos aplausos e de toda a bajulação que somente uma estrela de renome pode alcançar. Algo que resulta em alguns momentos tristes para a cantora, eventos que trouxeram até mesmo alguns episódios de bulimia devido a necessidade de uma imagem perfeita.

Mas, infelizmente, Taylor não se aprofunda em seus perrengues, quer dizer, com exceção do que aconteceu quando, Kenny West, em uma premiação, subiu ao palco e tomou a palavra de Taylor Swift deixando a garota completamente sem chão e reação. E, tal atitude mostra uma garota sensível que, mediante a uma situação assim, não sabe o que fazer, claro, agora, se fosse ao contrário e a Taylor estivesse no lugar da Beyoncé e vice-versa, com certeza o Kenny teria levado uns petelecos no palco.

 

Vale a pena assistir ao documentário de Taylor Swift?

Se você é fã e quer saber um pouco mais da vida de sua estrela… Com certeza! Ver a cantora se desnudando das câmeras a transforma em alguém mais humano, mais próxima de nós, mortais.

É super bacana assistir algumas de suas canções sendo criadas. Perceber que, as coisas não são tão fáceis quanto imaginamos, em um determinado momento, Taylor diz: nossa, são quatro horas da manhã… E o que ela estava fazendo? No estúdio compondo.

Neste documentário, acompanhamos todo o desenvolvimento da cantora, seu aprimoramento e sua ascensão. Desde suas primeiras aparições em sua cidade natal, até os shows apoteóticos repletos de efeitos, performances e pop.

Agora, no quesito, “documentário”, podemos dizer que Miss Americana não se aprofunda no significa da palavra, entregando para o público, apenas um diário selecionado de uma artista de sucesso. 

Os momentos que poderiam dar mais profundidade e humanidade para a artista, acabaram sendo inexplorados e foram se perdendo ao longo dos minutos, entre confissões e declarações da cantora que não estava preparada para não ser amada ou querida.

 

 

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Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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