O Alegre Canto da Perdiz

“Na vida nada é princípio, nada é fim. Tudo é continuidade.”   Se eu tivesse que fazer uma lista dos melhores livros que já li na minha vida até agora, com certeza O Alegre Canto da Perdiz estaria nela. Havia muito tempo que não ficava impressionada com uma obra, mesmo tendo lido várias muito boas nos últimos tempos. Fiquei hipnotizada, encantada, empolgada, portanto, não esperem comentários neutros hoje, estou aqui

Sangue Negro – Noemia de Sousa

É difícil explicar minha relação com a poesia. Sempre a apreciei, mas também sempre me senti um pouco insensível em relação a ela. Talvez, em alguns casos, eu não tenha entendido bem esse modo de expressão literária. Em outros casos, acredito que possa ter sido falta de identificação ou afinidade com o tema. Faz pouco tempo que tenho dado mais atenção à poesia e lido alguns escritores que têm me

Poesia moçambicana e negritude

Quero com este artigo desenvolver uma reflexão a respeito da questão da negritude na poesia moçambicana. A proposta é iniciar essa análise pensando no começo de tudo, ou seja, desde quando surgiu no mundo o conceito “negritude” e como essa concepção evoluiu em Moçambique, mantendo ou não suas características iniciais. Inicialmente, o africano pretendia identificar-se como homem negro, valorizando essa sua condição. Dessa forma, não havia uma identificação nacional, mas continental.

Oralidade em “Luuanda”: Uma análise da obra de José Luandino Vieira

Meu objetivo é analisar a obra Luuanda, de José Luandino Vieira, observando os traços de oralidade presentes nos contos. Esses traços serão observados levando em conta especialmente dois aspectos: a posição e o estilo do narrador em relação à tradição oral angolana da contação de histórias, e a estrutura do texto, tais como as construções frasais, sintáticas e do léxico. Antes, porém de fazer essa análise, será necessário falar rapidamente