Desafio Literário: maio – 2018: Paulina Chiziane

Oi, pessoas!

Estou de volta para falar sobre a leitura de maio do meu desafio literário desse ano. Esse mês foi muito especial porque O Alegre Canto da Perdiz – o livro escolhido – foi um dos mais maravilhosos que li na vida. Falo muito sério sobre isso, mas vou guardar os comentários mais detalhados para a próxima publicação. Antes, como sempre, quero contar um pouco sobre minha escolha da obra e autora.

Paulina Chiziane foi uma escolha mais ou menos aleatória para minha meta de leitura. Mais ou menos porque, na verdade, nenhuma dessas autoras foi escolhida do nada. Antes de montar a lista pesquisei um pouco para chegar a 12 escritoras e não foi fácil reduzir a um número tão pequeno. Então, sem dúvidas, Chiziane foi especialmente escolhida. Mas até então eu não conhecia nada sobre ela, para ser bem sincera. Me chamou atenção sua biografia e o fato de ela ser moçambicana. Ano passado li outra moçambicana, Noémia de Sousa, e fiquei curiosa para conhecer um pouco mais da literatura feita por mulheres nesse país. Tudo isso me levou a decidir sobre um livro seu. Cheguei a O Alegre Canto da Perdiz por recomendações que li na internet, só vi bons comentários sobre ele e pensei: será esse mesmo que vou ler. Que livro maravilhoso!

Sei que até então tenho gostado de todos os livros da minha lista e pode parecer que não sei “criticar” nenhum, mas não é isso. Acreditem, quando eu não gostar, vou falar. Não é minha culpa se todas essas escritoras são maravilhosas. Da mesma maneira, quando eu considerar um livro excepcional (na minha humilde opinião, claro) também vou falar. O Alegre Canto da Perdiz é um desses. Aliás, já fiquei muito interessada em ler outras obras da Paulina Chiziane, primeiro porque me encantei pelo modo como ela escreve. Além disso, vendo algumas de suas entrevistas, é empolgante perceber como ela fala de suas histórias e conhecer sua opinião sobre Literatura, ou sobre a situação das mulheres. Todos os seus livros certamente já estão na minha lista de próximas leituras.

Um pouquinho sobre a autora: Paulina Chiziane é moçambicana, considerada a primeira mulher a publicar um romance em seu país. Ela militou ativamente pela independência na Frente de Libertação de Moçambique. Depois da independência, saiu desse cenário para se dedicar à literatura. Mas como podemos ver em suas falas e seus livros, escrever também é um ato político. Assim como fiz quando falei de Conceição Evaristo, vou compartilhar aqui algumas entrevistas dela que acho muito boas. Considero mais interessante apresentar a autora em suas próprias palavras, que fazer um copia e cola de sua biografia, que está ao alcance de qualquer um com acesso à internet. Então vamos lá.

1 – Para começar, essa entrevista AQUI, onde ela fala sobre mulher em seus livros, as resistências em relação às suas publicações, sobre religião e vários outros assuntos.

2 – Em segundo lugar, essa entrevista que é minha preferida entre as que vou colocara aqui, porque a entrevistadora simplesmente deixa Paulina Chiziane falar e é maravilhoso ouvi-la. Entre outras coisas, ela comenta sobre o fato de não gostar de rótulos que a prendem e exigem certo comportamento dela, além de inúmeras cobranças. Por isso, por exemplo, ela não gosta de ser chamada de feminista (me lembrou um pouco os argumentos da Roxane Gay), ou de romancista. Vejam a entrevista, é incrível tudo o que ela fala.

 

3 – Mais um vídeo e vejam se não é delicioso ouvir a Chiziane falar. Ela fala tanta coisa importante! Aqui ela comenta bastante sobre Literatura, também sobre relações entre Brasil e Moçambique, sobre o aspecto político da Literatura e fala mais uma vez sobre os rótulos.

 

4 – Por fim, essa entrevista AQUI  onde ela fala especificamente sobre alguns de seus livros e as “polêmicas” que os cercaram, também comenta sobre a condição das mulheres em Moçambique, e outros assuntos.

 

Enfim, espero que vocês realmente deem uma chance para conhecer Paulina Chiziane, essa escritora incrível. Vejam essas entrevistas que apenas com elas sei que vão se interessar por seus livros. De qualquer modo, voltarei no próximo post para falar sobre O Alegre Canto da Perdiz.

Um abraço!

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