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Com conceitos e filosofia, japoneses ensinam valores como o ressignificar

São Paulo 26/4/2021 – Está sendo um momento de corrigir, consertar, aceitar, rememorar momentos e histórias, lembranças, fatos importantes e relevantes da vida de cada um

Base da cultura japonesa, tradições milenares inspiram dias atuais

Com tradições milenares, a cultura japonesa evoluiu com o tempo e, mesmo com toda influência cultural adquirida a partir do contato e troca com outros povos, apresenta até hoje estilo singular nas artes, técnicas artesanais, música, gastronomia e tradições, sendo atualmente um dos maiores exportadores de cultura do mundo por meio, por exemplo, de animes, filmes e literatura que se tornaram populares em diversos países. Além deles, conceitos e filosofias regem a sociedade nipônica e se destacam num âmbito global por trazer de maneira inspiradora, temas em torno da felicidade, relação com a natureza e questões sociais relevantes tão atuais.

Entre esses conceitos estão o MA (間), um termo não apenas estético, mas que permeia todos os aspectos da cultura e da vida japonesa, e pode ser aplicado tanto para a produção cultural e artística, quanto para a vida e as relações entre pessoas. Seu significado pode representar o intervalo entre as coisas – o espaço entre objetos, o silêncio entre sons ou a quietude entre as ações – e também a sobreposição do espaço e tempo. Já o Wabi-Sabi, é uma filosofia que visa à aceitação das imperfeições, à assimetria, à irregularidade e à modéstia como atributos de beleza que pode ser encontrada em tudo, até nas coisas mais insignificantes da vida, mesmo que estejam repletas de falhas e rachaduras. Em uma tradução livre, se pode dizer que “wabi” é a simplicidade, a elegância e o rústico e o “sabi” a beleza da idade, do desgaste e das rugas do tempo.

Em complemento a isto, está o Kintsugi (金 kin = ouro | 継ぎ tsugi = emenda), técnica de restauração de cerâmicas e porcelanas que utiliza laca ou cola misturadas com pó de ouro, prata ou platina e, de forma conceitual, valoriza as imperfeições e aceita o desgaste das coisas com o passar do tempo. Ao invés de esconder as cicatrizes da peça, elas são expostas, revelando uma nova beleza e tornando a peça única. “No Japão o desperdício é muito repudiado. Nada se joga fora se ainda tiver uso ou conserto. Com esta filosofia, a técnica tem como princípio que uma peça restaurada adquira 3 valores: o valor original da peça, acrescido do valor do trabalho do restaurador, mais simbolicamente o valor do ouro”, explica Paulo Hatanaka, restaurador e especialista na técnica.

A filosofia japonesa traz consigo vários elementos de seus ancestrais, e pode ser aplicada na vida pessoal e profissional, sendo atualizada. Alguns de seus significados trazem reflexões para encarar os acontecimentos cotidianos de forma mais positiva e ajudam a lidar com os problemas, preocupações e desafios de uma maneira mais leve e gentil. Em conexão com os dias atuais, Paulo avalia que a pandemia trouxe à sociedade uma grande reflexão sobre sua própria história. “Objetos, fotos, cartas e experiências voltaram à tona e essa reflexão foi e está sendo um momento de corrigir, consertar, aceitar, rememorar momentos e histórias, lembranças, fatos importantes e relevantes da vida de cada um. E, no caso da restauração kintsugi muitas peças serviram para restaurar a própria história e recomeçar inteiros, com outros valores, e melhores”, explica.

Com foco em comunicar ao público diferentes vertentes do Japão de hoje, a Japan House São Paulo, instituição com sede na Avenida Paulista, em São Paulo, apresenta por meio do projeto #JHSPONLINE conteúdos nas redes sociais da instituição (site, Facebook, Instagram, Twitter e YouTube) que destacam a importância dessas tradições orientais e sua expressiva filosofia de vida. Neles, esses e outros conceitos japoneses são elucidados com a participação de especialistas como Paulo e a professora Michiko Okano, que falou sobre o MA (間), em um vídeo disponível no YouTube da instituição.

O próximo evento em torno do tema será realizado no dia 27 de abril, às 16h, pelo Zoom. No “Conversas com o Educativo – Ma no Cinema: Pausas e Intervalos”, que abordará o conceito por meio de trechos de obras do cinema japonês, observando como esse elemento está presente na criação artística, revelando outras maneiras de pensar relacionando o tempo e o espaço no cinema.

Link: KINTSUGI – https://www.youtube.com/watch?v=AFir6N6g6cg
Link: WABI-SABI – https://www.youtube.com/watch?v=edUudA2BcDw
Link: MA – https://youtu.be/PIP3BSsknD4

Evento online:
Conversas com o Educativo – Ma no Cinema: Pausas e Intervalos
Data: 27 de abril – Terça-feira, às 16h.
Link de acesso: http://bit.ly/MaNoCinema

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