O Beco Indica #2

Toda semana, dez indicações de links para enriquecer sua timeline

Uma semana de tirar o fôlego. Acredito que esse seja o resumo dos últimos acontecimentos no BR e no mundo com diversas discussões sobre emponderamento, rede de apoio para pessoas com transtornos mentais e processos de impeachment por todos os lados. Vamos conversar sobre os links da semana? Continue reading “O Beco Indica #2”

Os 13 Porquês (13 Reasons Why)

Resolvi assistir a série Os 13 Porquês da Netflix no dia de seu lançamento, 31 de março de 2017. Ela é baseada em livro homônimo de Jay Asher, e mostra o “bilhete” de suicídio de Hannah Baker, uma adolescente americana vítima de bullying. Hannah resolve gravar fitas cassetes contando as 13 razões que a levaram a decisão de se matar. Cada razão refere-se à alguém que de alguma forma fez ou deixou de fazer algo e a afetou de forma decisiva.

Existem duas regras nesse “bilhete”: ouvir tudo e passar para o próximo da lista, caso isso não aconteça, um outro conjunto de fitas será levado a público. O ouvinte da vez é Clay Jensen, colega apaixonado por Hannah, que faz parte da lista dos 13 e precisa ouvir todas as fitas, saber qual foi sua participação e repassar a coleção para o próximo da lista. Porém, isso o afeta de uma forma pouco esperada. Continue reading “Os 13 Porquês (13 Reasons Why)”

Desafio Literário 2017 – abril: Angela Davis

Chegou o momento de falar sobre minha leitura de abril, do Desafio Literário: 12 livros escritos por muheres para 2017. Como sempre, antes de falar sobre o livro e minhas impressões da leitura, quero falar rapidamente sobre a autora e o porquê de ter escolhido ela para minha lista.

Quando pensei em fazer uma lista de 12 livros escritos por mulheres, decidi que incluiria livros que não fossem literários, pelo seguinte motivo: nós temos uma defasagem IMENSA nas escolas e universidades quando se trata de ler e estudar temas que tenham sido invetigados por mulheres. Eu fiz um curso de Ciências Sociais, imaginem vocês, um curso da área de Humanidades, que se propõe a debater diferentes pensamentos e teorias sobre a sociedade, a política, as organizações sociais. Teoricamente deveria haver uma pluralidade de vozes abordando todos esses temas, certo? Mas durante meus quatro anos de graduação e mais dois anos de mestrado, eu posso contar quais foram as poucas vezes que nos aprofundamos em uma obra escrita por uma mulher. Mais ainda, eu posso dizer quando nos aprofundamos em um livro escrito por uma mulher negra: NUNCA. Parece chocante? Na verdade não muito, quando nos damos conta de que a estrutura da universidade ainda é machista e racista. Continue reading “Desafio Literário 2017 – abril: Angela Davis”

Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar

A treta está lançada. O que define uma foto: o tipo de equipamento ou o fotojornalista? Existe uma controversa no mundo da fotografia profissional sobre o tipo de equipamento usar para o seu trabalho no jornalismo. De modo geral, esta questão está em voga há pelo menos 30 anos, com os avanços e popularização de equipamentos (vivemos o digital no Brasil desde 2003). Vai além da definição de uma profissão e perpassa o tipo de conhecimento que o profissional agregou ao longo de sua carreira acima do equipamento usado. Acompanho o trabalho de diversos colegas fotojornalistas em coberturas do Congresso Nacional e uma coisa que fica evidente é uma espécie de “guerra” entre o smartphone e o registro profissional, sendo o primeiro usado, principalmente, por leigos no ambiente em detrimento ao espaço dedicado de bancada para os profissionais de jornalismo. Mas antes de chegar nesse ponto, vamos falar da profissão. Continue reading “Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar”

O fracasso social e político como consequência da depravação humana na trilogia Divergente, de Veronica Roth – Parte 1

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 (Cuidado! Contém Spoilers!)

Ultimamente tenho dado oportunidades a certos autores que, em outras épocas, eu teria rejeitado. Descobri recentemente uma escritora chamada Veronica Roth, autora da trilogia Divergente. Li o primeiro (de mesmo nome) e o segundo (Insurgente). Esta semana vou comprar o último (Convergente), mas a curiosidade já me levou aos spoilers, por isso poderei comentar aqui também sobre o desfecho dessa história.

Decidi escrever a respeito dela porque pude perceber uma cosmovisão bastante bíblica, apesar de o romance em si não ser considerado propriamente cristão ou teológico. Ele considera como pressuposto a doutrina da depravação total do homem e o fracasso do ser humano ao tentar consertar o problema da humanidade com base em seu próprio conhecimento. Continue reading “O fracasso social e político como consequência da depravação humana na trilogia Divergente, de Veronica Roth – Parte 1”