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Sociedade Cruel – Porque Precisamos da obra Os Miseráveis

Enquanto, por efeito de leis e costumes, houver proscrição social, forçando a existência, em plena civilização, de verdadeiros infernos, e desvirtuando, por humana fatalidade, um destino por natureza divino; enquanto os três problemas do século – a degradação do homem pelo proletariado, a prostituição da mulher pela fome, e a atrofia da criança pela ignorância – não forem resolvidos; enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; em outras palavras, e de um ponto de vista mais amplo ainda, enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria, livros como este não serão inúteis.

Victor Hugo 1862

Há 155 anos atrás Victor Hugo escreveu a obra prima de sua carreira, levando a vidad e uma pessoa que cometeu um pequeno erro e como sofreu por toda vida por esse erro. Esse livro se chama Os Miseráveis.

A História de Jean Valjean relata como o sistema penitenciario corrompe os miseráveis e como o judiciário e a comunidade não permite aqueles que cometeram algum crime voltem à sociedade. Por onde Jean Valjean andava, era obrigado a mostrar um passaporte amarelo que informava que ele era um criminoso e havia sido solto. Por mais que Valjean se esforçasse e mostrasse isso, aquele passaporte o marginalizava. Continuar lendo “Sociedade Cruel – Porque Precisamos da obra Os Miseráveis”

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Bloomsday 2017

Hoje comçaram as comemorações do Bloomsday em Dublin. Para quem não conhece, o autor irlandês james Joyce tem em seu mais renomado romance, Ulisses, uma história que se passa em apena um dia. Apesar de 24 horas, o livro é extenso e se passa na cidade natal do autor: Dublin, nos dia 16 de Junho. O nome Bloomsday vem do sobrenome da personagem principal, Bloom.

Todos os anos centenas de pessoas vão as ruas de Dublin vestidos com roupas da época da história, onde lêem parte do romance do autor, tomam chá e almoçam juntos e passeiam pelos pontos de Dublin onde a história se passa.

O Beco das palavras está aqui em Dublin e na sexta, dia 16/06, iremos mostrar ao vivo como estão as ruas de Dublin durante o Bloomsday. Até lá, aproveite os vídeos que iremos publicar todos os dias essa semana.

 

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O verdadeiro terror no filme Corra!

Fazia tempo que eu não ia ao cinema. Digamos que os filmes do momento não têm me chamado atenção. Além disso, na cidade onde vivo hoje em dia, infelizmente há poucas opções de cinema, então basicamente assisto filmes na minha casa mesmo. Porém, comentários na internet sobre o filme Get Out – título traduzido no Brasil como Corra! – me chamaram a atenção. “Como assim um thriller em que um homem negro é aterrorizado por pessoas brancas? Sobre o que é realmente esse filme? Preciso ver!” Devo dizer que também não sou muito fã de filmes de terror, mas pela primeira vez em muito tempo me animei em ir ao cinema.

Antes de contar minhas impressões sobre o filme, considero importante dizer que não sou crítica de cinema. Uma análise mais técnica e especializada precisará ser buscada em outras fontes. Aqui eu posso oferecer apenas uma opinião de espectadora e interessada em temas abordados no filme, como o racismo. Dito isto, podemos começar com um breve resumo para situar quem não faz ideia de que filme é esse. Continuar lendo “O verdadeiro terror no filme Corra!”

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Um minifestival de várias artes 100% colaborativo… duvida?

Quarta edição do festival organizado pela Escola Portfólio acontece dias 10 e 11 de junho

 

Há umas duas semanas fui marcada neste post de facebook aí de cima e fiquei sem ar. Assisti umas 3 vezes para tentar assimilar a proposta, pois a cada nova visualização uma infinidade de possibilidades se apresentava. Um minifestival que funciona dois dias? É fotografia? É movimento? É colaborativo? Enfim. O que mais fica latente é como a fotografia é a base de tudo. O registro é uma consequência da vivência, mas neste evento ele é o pontapé inicial. Cheia de perguntas no bolso, peguei meu gravador e fui lá entender esse processo. Continuar lendo “Um minifestival de várias artes 100% colaborativo… duvida?”