O olhar na adolescência

Não é mistério para ninguém que vivemos a era digital. Mesmo que em alguns casos a limitação geográfica e o poder aquisitivo impeça uma parcela da população o acesso a equipamentos rebuscados ou até mesmo a smartphones. De modo geral a popularização dos meios é um facilitador para provocar novas experiências com diferentes dispositivos. Enquanto nós, que crescemos em um mundo analógico, nos adaptamos na medida que novos lançamentos são disponibilizados no mercado, já existe toda uma geração que nasceu e aprendeu de forma orgânica a interagir com essas ferramentas de comunicação. Continue reading “O olhar na adolescência”

O Beco Indica #2

Toda semana, dez indicações de links para enriquecer sua timeline

Uma semana de tirar o fôlego. Acredito que esse seja o resumo dos últimos acontecimentos no BR e no mundo com diversas discussões sobre emponderamento, rede de apoio para pessoas com transtornos mentais e processos de impeachment por todos os lados. Vamos conversar sobre os links da semana? Continue reading “O Beco Indica #2”

Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar

A treta está lançada. O que define uma foto: o tipo de equipamento ou o fotojornalista? Existe uma controversa no mundo da fotografia profissional sobre o tipo de equipamento usar para o seu trabalho no jornalismo. De modo geral, esta questão está em voga há pelo menos 30 anos, com os avanços e popularização de equipamentos (vivemos o digital no Brasil desde 2003). Vai além da definição de uma profissão e perpassa o tipo de conhecimento que o profissional agregou ao longo de sua carreira acima do equipamento usado. Acompanho o trabalho de diversos colegas fotojornalistas em coberturas do Congresso Nacional e uma coisa que fica evidente é uma espécie de “guerra” entre o smartphone e o registro profissional, sendo o primeiro usado, principalmente, por leigos no ambiente em detrimento ao espaço dedicado de bancada para os profissionais de jornalismo. Mas antes de chegar nesse ponto, vamos falar da profissão. Continue reading “Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar”

O fracasso social e político como consequência da depravação humana na trilogia Divergente, de Veronica Roth – Parte 1

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 (Cuidado! Contém Spoilers!)

Ultimamente tenho dado oportunidades a certos autores que, em outras épocas, eu teria rejeitado. Descobri recentemente uma escritora chamada Veronica Roth, autora da trilogia Divergente. Li o primeiro (de mesmo nome) e o segundo (Insurgente). Esta semana vou comprar o último (Convergente), mas a curiosidade já me levou aos spoilers, por isso poderei comentar aqui também sobre o desfecho dessa história.

Decidi escrever a respeito dela porque pude perceber uma cosmovisão bastante bíblica, apesar de o romance em si não ser considerado propriamente cristão ou teológico. Ele considera como pressuposto a doutrina da depravação total do homem e o fracasso do ser humano ao tentar consertar o problema da humanidade com base em seu próprio conhecimento. Continue reading “O fracasso social e político como consequência da depravação humana na trilogia Divergente, de Veronica Roth – Parte 1”

Conversa Franca – Chris Cornell e Nossa Atuação sobre o Suicídio

A última quinta feira (18) começou com um gosto amargo na boca. Logo ao acordar ler a notícia que uma das melhores vozes do rock havia falecido foi um susto tão grande quanto às notícias recebidas referente ao Governo Federal na noite anterior. Perder Chris Cornell foi um baque, mas para mim, a tristeza maior foi quando informaram que ele tirou sua vida.

Cornell começou sua carreira nos anos 80 com a banda Soundgarden, um dos grandes nomes do grunge ao lado do Nirvana. Durante um tempo no início dos anos 2000 fundou o Audioslave e mais uma vez sua voz inigualável e sua interpretação impecável colocou a banda nas paradas de sucesso. Lutou por anos contra as drogas e brigava constantemente com a ansiedade, uma doença que nos faz temer o futuro constantemente. Continue reading “Conversa Franca – Chris Cornell e Nossa Atuação sobre o Suicídio”

Histórias fotográficas

Há muitos anos me apaixonei pela arte do registro fotográfico. Classifico como arte, pois o fotógrafo é uma espécie de “agente” a serviço do recorte, molda em quadrados e retângulos o que vê e reporta para alguém, assim como antes deles, o pintor (retratista) o fazia. Simplista, não? Pois é. Antes de frequentar a Universidade, meu conhecimento sobre técnicas fotográficas era quase zero. Minha prática era intuitiva, quase primitiva, muitas vezes, com recortes que não faziam sentido algum (para quem olhava), mas para mim (não sei o porquê) eram importantes de serem impressos no papel – até meados dos anos 2000, a fotografia era, essencialmente, capturada por meio de rolos de filmes especiais e impressa em papel fotossensível. Continue reading “Histórias fotográficas”