Diários do Vampiro

Despertar_Capa 02Se você é fã da série de televisão “The Vampires Diaries” da emissora norte-americana “CW”, antes de ler o livro, é bom entender que a série é baseada no livro, mas tem uma maneira própria de contar a história, afinal, muitos tiveram conhecimento do livro graças a série. Vamos a história.

Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma humana, que a alguns anos atrás seria considerado estranho, uma vez que atualmente os vampiros estão dominando o mundo do entretenimento (agora ao que tudo indica, sendo substituídos por “anjos”).

Elena Gilbert é uma bela e popular moça de cabelos dourados (sim… dourado, caro amigo que assistiu a série) estudante do ensino médio na pequena cidade de Fell’s Church, em Virginia, e seus amigos: Bonnie (uma aspirante a bruxa), Meredith (e junto de Bonnie, são as melhores amiga de Elena), Matt (um ex-namorado), e Caroline (uma velha amiga de Elena que agora compete com ela). Continue reading “Diários do Vampiro”

Emma – Jane Austen

emma-livroEmma foi meu segundo livro do desafio literário de 2017. Eu li com um pouco de dificuldade e devo dizer que fiquei aliviada em terminar a leitura. Fãs da Jane Austen, não me odeiem! Continuem a leitura para conhecer minhas impressões sobre o livro.

A escolha de Emma para a minha lista de livros desse ano não foi aleatória. Eu tinha a intenção de incluir uma escritora clássica e Jane Austen apareceu como minha primeira opção nesse sentido. Primeiro, porque o único livro que eu havia lido dela até hoje era Orgulho e Preconceito. Eu queria ler outra obra. Segundo, porque minha irmã é praticamente fã de carteirinha da Jane Austen, ela tem todos os livros (Emma eu peguei emprestado da biblioteca dela), sempre elogia as histórias da autora e isso, de certa maneira me influenciou. Terceiro, porque todos os comentários que li sobre o livro apontavam uma protagonista diferente das demais heroínas da Jane Austen, as quais dependem de um “bom casamento” para garantir seu futuro. Segundo as críticas, Emma era a mais independente das personagens e isso chamou minha atenção. Continue reading “Emma – Jane Austen”

Conhecendo Mansfield Park, enfim!

mansfield-parkDesde adolescente sou apaixonada pelas obras da Jane Austen. Hoje, orgulhosa, posso dizer que possuo todas elas em minha prateleira. Mesmo quando a crise financeira me abateu e eu precisei vender mais da metade dos meus livros, olhei para os romances da Jane de maneira especial e os mantive. O primeiro que li foi “Orgulho e preconceito”, seguido por “Razão e sensibilidade”, “Emma”, “Persuasão”, “A Abadia de Northanger” e… Faltava um! Eu sabia seu nome, mas não o encontrava de nenhuma maneira. Cheguei a pesquisar na internet, procurar em bibliotecas, livrarias… Só havia a opção em inglês. Creio que em algum momento Mansfield Park foi traduzido, mas imaginei que, provavelmente, essa tradução era bem antiga e sua edição já não estava mais disponibilizada. Essa foi minha hipótese, mas a verdade é que realmente não sei o porquê de eu ter tido tanta dificuldade em encontrar esse romance.

Para minha enorme alegria, no ano passado fiquei sabendo que a Martin Claret havia há pouco tempo editado todos os romances da Jane Austen em edições belíssimas! Esperei ansiosamente pela Festa do Livro da USP (mais de 150 editoras oferecem um desconto mínimo de 50% em seus títulos), que geralmente acontece entre o final de novembro e começo de dezembro. Graças a Deus, apesar de ainda não ter me recuperado totalmente da crise, eu já pude me dar ao luxo de comprar alguns livrinhos lá… Mesmo que todas as minhas aquisições tenham sido muito boas, ter em mãos Mansfield Park me deixou verdadeiramente emocionada. Enfim! Sou fã da Jane há uns 15 anos e só agora pude desfrutar de uma de suas grandes histórias. A edição, com a capa alaranjada e detalhes floridos em dourado, é mesmo muito bonita. Quanto ao corpo do texto, observei alguns problemas de tipografia e de revisão final, mas nada que não dê para relevar. Continue reading “Conhecendo Mansfield Park, enfim!”

Três Contos

downloadEsse foi meu primeiro Flaubert. Sempre quis ler algo dele, mas com tantos livros acabava postergando. A Obra Tres Contos, lancada pela falecida Cosac Naify, relata momentos diferentes da historia.

A primeira historia conta a simplicidade e solitaria vida de uma empregada domestica no interior da Franca, que mesmo trabalhando para a mesma familia durante quase toda vida, ve as pessoas irem e virem na mesma casa. Em uma epoca onde a doenca era mais forte e tirava vidas com mais facilidade que atualmente e as escolas boas serem longiquas, o sofrimento pela solidao e perda era algo recorrente e o apego a familia que se trabalha muito mais forte. Continue reading “Três Contos”

O Clássico do Mês: Jane Austen

jane-austenJane Austen é um dos nomes mais conhecidos da literatura mundial. Seus livros já foram traduzidos, lidos, analisados e estudados em muitas partes do mundo. Com o passar dos anos, se tornou praticamente uma leitura obrigatória. Mais do que isso, os livros escritos por Jane Austen adquiriram verdadeiros fãs ao redor do mundo e todas as adaptações para o cinema e para a televisão só reforçaram essa grande admiração pela autora.

Mas o que torna os livros de Jane Austen tão queridos e populares? É uma pergunta difícil. Há quem diga que são seus personagens cheios de carisma. Outros gostam do estilo de escrita da autora e de certa ironia presente em seus livros. Motivos há de sobra, tudo vai depender do olhar e do gosto do leitor, obviamente. Há ainda quem não goste muito das histórias de Jane Austen e, ao contrário do que pensam alguns fãs mais empolgados, não há nada de errado nisso. Mas é um fato: Jane Austen é um clássico e é o primeiro do ano homenageado aqui no Beco das Palavras. Continue reading “O Clássico do Mês: Jane Austen”

Hibisco Roxo

hibisco-roxoKambili é uma adolescente que vive com seus pais e seu irmão, Jaja. Seu pai é um homem muito rico, dono de uma fábrica de alimentos e de um jornal. É um homem que comanda sua família com mãos de ferro. Kambili é a narradora da história e nos conta como seu pai domina tudo e todos com o apoio da religião. Mas não esperem uma visão crítica de Kambili sobre seu pai. Por muito tempo ela não pensou que as suas relações familiares poderiam ser diferentes e, apesar de alguns questionamentos para si mesma, ela via o pai com admiração e temor, ao mesmo tempo.

O contexto do livro é a Nigéria pós-colonização. Em diversas passagens do livro encontramos os efeitos de anos de dominação britânica. Não só os efeitos, como se fosse algo que houvesse acabado, mas também a presença constante da colonização, especialmente por meio da religião. Eugene, pai de Kambili, é uma personagem que representa isso muito bem. Tudo o que está fora da religião católica é errado, ou seja, tudo o que tem a ver com a cultura e ancestralidade de seu próprio país. Continue reading “Hibisco Roxo”