A fábula da mulher e seu tempo

Uma das principais atrações do Festival de Teatro de Curitiba, Gaby Amarantos abre turnê do espetáculo Eu Sou no Teatro Guaíra

Fotos: Annelize Tozetto/FestCuritiba

Ser mulher em uma sociedade de exclusão é uma reconstrução constante. Apesar de sermos maioria, a representatividade no pensamento filosófico universal ainda carece de vozes. O lugar de fala é, muitas vezes, cerceado pela lógica masculina que exclui e condiciona a mulher à condição de subalterna, uma âncora do homem. As conquistas, relevantes para a construção social, como conceitos de equidade, evolução nos direitos civis e representatividade de minorias são diminuídas a ponto de se tornarem supérfluas na linha do tempo de nossa sociedade. Uma história de vencidos.

Neste ponto, sentir-se mulher é um ato de resistência. Em todo o momento estigmas reforçam o lugar submisso do gênero. Se a mulher se torna mãe é condicionada a se voltar apenas a criação de seus filhos. Se filha, a mulher tem que se dar o respeito e se resguardar para não ser taxada de puta. Se pensadora, deve referenciar o modelo masculino, já que eles “vieram primeiro”. Ser mulher não é fácil. É um ir e vir de rótulos que impedem que outras facetas do conhecimento sejam exploradas. Continue reading “A fábula da mulher e seu tempo”

Escuta só: Parson James

Grey’s Anatomy  é uma série que assisto desde o começo, isso quer dizer há uns 11 anos mais ou menos. (Vocês, que acompanham séries, não se surpreendem às vezes com o tanto de tempo que a gente leva assistindo essas temporadas? 11 anos é uma vida inteira, gente.) Sempre gostei muito das músicas que aparecem em Grey’s. Parece que a pessoa responsável pela trilha sonora da série pensa assim: “que artista novo com música legal eu posso colocar nesses episódios, para fazer as pessoas conhecerem?”. Porque sempre tem artistas não muito conhecidos, com músicas sumpimpas (ou versões supimpas de músicas velhas) e eu fico: nossa, que achado! Continue reading “Escuta só: Parson James”

501 Grandes Escritores

501-grandesHá alguns anos atrás a editora Sextante lançou o livro 501 Grandes Escritores. Uma pequena lista dos melhores escritores de todos os tempos, aqueles que fizeram nome e grandes obras literárias. O livro é organizado por ano, e vai de Homero até os dias atuais. São autores de diversos países, concepções literárias desde romance até policial e filosofia.

A obra é ótima como referência para aqueles que gostam de literatura e querem conhecer um pouco mais dos seus autores preferidos, aqueles que querem descobrir novos autores ou até estudantes que precisam de uma melhor referência bibliográfica para seus trabalhos.

Cada autor tem sua biografia, data de nascimento, gênero literário que se enquadra, curiosidades e lista das principais obras literárias (quer elas estejam publicadas em português ou não). Continue reading “501 Grandes Escritores”

Escuta só: Ana Tijoux

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Guardem esse nome para sempre: Ana Tijoux! Que mulher maravilhosa! Eu sei, já começo a publicação super tendenciosa, mas que graça teria apresentar alguém ou uma música que eu realmente não goste? Continue reading “Escuta só: Ana Tijoux”

Amor e Inocência

Todos nós já nos emocionamos com as obras de Jane Austen, e é por esta razão que ela é a nossa autora escolhida como clássico do mês. E assim como suas obras são belas e tiveram finais felizes, sua vida não seguiu o mesmo caminho.

No filme Amor e Inocência (2007) trouxe para as telas a vida dessa autora que se tornou a mais lida entre os soldados durante a guerra e, quiçá, no mundo inteiro.

A intenção do filme é mostrar como o desejo de escrever de Jane apareceu, como foi recebido pela família e as razões que a fizeram conseguir realizar esse desejo. Continue reading “Amor e Inocência”