Brasil Mitológico

Para além de Monteiro Lobato: Uma leitura de Raízes de Vento e Sangue de Lauro Kociuba

Não sou muito ligada a livros de fantasia fantástica brasileiros. Muito porque fui condicionada a interagir mais com as mitologias estrangeiras (quem não foi?). São milhares de vertentes que descrevem épocas, costumes e, porque não, interações sociais de povos muito muito distantes daqui como, por exemplo, os escandinavos, chineses, mongóis, japoneses, germânicos e por aí vai. Em que estante habita a identidade cultural brasileira? Continue reading “Brasil Mitológico”

Minha vida ao redor dos livros

A primeira vez que entrei em uma biblioteca eu tinha cerca de seis anos. Havia iniciado minha alfabetização e minha mãe me levou até a biblioteca pública da cidade para fazer meu primeiro cadastro.

Eu me lembro bem de como era aquele local. Lembro da bibliotecária me levar até a parte dos livros infantis e me orientar quais eram os melhores pra mim. Lembro que escolhi um e levei pra casa: o primeiro de muitos que pegaria emprestado. Continue reading “Minha vida ao redor dos livros”

10 Livros para se ler em 01 dia

Muitas vezes queremos algo pra se ler bem rapido. Seja pra ler durante um viagem rápida de um ou dois dias, ou até mesmo no final de semana. Mas também não queremos sair lendo qualquer coisa por aí.

Para nossa alegria, há muitos autores consagrados que nos agraciaram com belas obras que podem ser lidas em um dia (ou até algumas horas). Confere aí nossa sugestão. Continue reading “10 Livros para se ler em 01 dia”

4 dicas para ler mais

Uma das perguntas que escuto muito na vida é: “como você consegue ler tanto?”, ou: “como consegue tempo para ler?”, seguida pela frase: “ah, eu queria ter tempo assim também”. Minha resposta curta (e talvez um pouco grossa) é: eu não tenho tempo, eu crio meu tempo. Como tudo na vida. Se fizermos qualquer coisa só quando temos “tempo de sobra”, nunca vamos fazer nada. Mas outra resposta possível poderia ser: eu consigo tempo para ler porque eu gosto muito de ler! Quando a gente gosta muito de algo, certamente dedicamos tempo a isso.

Eu sempre li bastante, desde bem pequena. Sempre fui incentivada a isso, então a leitura tornou-se um hábito na minha vida. Na época da adolescência, quando eu ainda não tinha muitas responsabilidades, ler era praticamente tudo o que eu fazia o dia inteiro. Ia à biblioteca, pegava dois, três, quatro livros e os devorava durante o mês. Foi na vida adulta, cheia de compromissos, em que diminui um pouco o ritmo, mas ainda assim, sempre mantive o hábito. Porém, nessa fase precisei adotar estratégias para não permitir que as tarefas diárias tirassem de mim o prazer da leitura. Resolvi compartilhar aqui meus “truques” para “conseguir ler tanto”, como costumam me dizer (e eu nem leio tanto quanto poderia ou gostaria, na verdade). Se você gosta de ler, mas acha que não tem muito tempo, talvez essas dicas te ajudem. Ou se você não gosta muito de ler, mas quer criar o hábito da leitura, pode começar por esses pontos que vou falar a seguir: Continue reading “4 dicas para ler mais”

Hora Zero – Agatha Christie

Antes de tudo, quero avisar que será impossível falar sobre esse livro sem dar spoiler. Então resolvi dividir esse texto em duas partes. Na primeira, vou apresentar o livro e falar de uma maneira mais superficial, para quem tem interesse em saber sobre o que se trata, mas não quer saber o final. Na segunda parte vou falar sobre o que, para mim, é o ponto principal do livro, com um olhar um pouco mais atencioso para a obra, mas não posso fazer isso sem dar informações importantes sobre a história. Então, se você odeia spoilers com todas as suas forças, leia só a primeira parte (eu avisarei quando você deve parar de ler). Mas se você não se importa com isso, leia até o final.

A Hora Zero

– Gosto de um bom romance policial – disse ele. – Mas, como se sabe, eles sempre começam do ponto errado! Começam pelo assassinato. Só que o assassinato é o final. A história começa muito antes – com todas as causas e circunstâncias que levam as pessoas a certos lugares, num certo momento e num certo dia. […] – Todos se dirigem a um determinado local… E aí, quando chega a hora: o ponto máximo! A hora zero. Sim, todos convergem para a hora zero… Para a hora zero… – repetiu. (p.11-12)

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