Amor pelos Clássicos da Literatura – Parte 2

  Iniciei minha história de como comecei a ter hábito de leitura neste post aqui. Hoje é o dia de falarmos sobre como foi minha adolescência junto aos livros, especialmente em outra cidade. Mudança de estado e a realidade Aos 13 anos, me mudei de Minas Gerais para o Distrito Federal. Uma das primeira coisas que me deparei foi a forma como a biblioteca pública … Continue reading Amor pelos Clássicos da Literatura – Parte 2

A paixão segundo G.H.

É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo. (p.10)

Esse trecho aparece em uma das primeiras páginas do livro. De maneira um tanto quanto intensa G.H. começa a nos contar que está perdida e meio confusa sobre quem ela é, sobre o que já não faz sentido, se é que algum dia fez. Ela simplesmente vai soltando muitos pensamentos sobre a experiência recente que teve. Nós, leitores, ainda não sabemos qual é essa experiência, então o início da leitura é bastante confuso para nós também. É como se estivéssemos dentro da cabeça de G.H., em meio a todos aqueles pensamentos, sem saber do que se trata. Até que, de repente, ela se volta para nós e diz: “me dá sua mão, vou te contar tudo”. G.H. diz que precisa imaginar que está segurando a mão de alguém, para seguir em frente e entender o que aconteceu,  para talvez se encontrar. Num primeiro momento, essa mão que ela segura é a mão do leitor, mas ao longo do livro isso muda, fica meio indefinido, na verdade. Às vezes parece que ela está segurando a mão de um (ex) companheiro e até mesmo de sua mãe e logo volta a ser a mão do leitor. É um pouco confuso, mas imagine que você está dentro da mente de G.H. e ela está falando, na verdade, consigo mesma. Você fala sozinho? Quando falamos sozinhos, direcionamos nosso discurso a um monte de gente e a ninguém, ao mesmo tempo. Essa é G.H segurando essas mãos invisíveis. Continue reading “A paixão segundo G.H.”

Desafio Literário 2017 – maio: Clarice Lispector

A leitura de maio do meu Desafio Literário: 12 livros escritos por mulheres para 2017 foi muito especial. Li um livro que queria ler há tempos, fiquei meio perdida com ele, depois me encontrei e só tive mais uma confirmação do porquê Clarice Lispector é tão admirada! Porém, como estou fazendo todos os meses, antes de falar sobre minha leitura, quero falar um pouquinho sobre … Continue reading Desafio Literário 2017 – maio: Clarice Lispector

Uma brasileira que sabe tocar nossa alma

Com o passar do tempo crescemos, vamos nos moldando. Ainda procuro a palavra certa que melhor esclareça o que quero dizer. Parece difícil fazer isso depois de tantos anos sem escrever algo que sinto no âmago do meu ser. Acontece quando se passa tempo escrevendo sobre sua opinião sobre algo bem determinado, mas falar sobre as sensações que temos se torna bem mais complicado. Essa … Continue reading Uma brasileira que sabe tocar nossa alma