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Conheça a trajetória do fotógrafo Sebastião Salgado

Reconhecido mundialmente a muitas décadas, e até os dias atuais ele continua levando à fotografia uma crítica importante a respeito de questões da sociedade

 

Sebastião Salgado é um renomado fotógrafo brasileiro, sendo considerado um dos mais talentosos na fotografia mundial por levar ao seu trabalho um forte teor crítico e social.

O seu trabalho é reconhecido mundialmente a muitas décadas, e até os dias atuais ele continua levando à fotografia uma crítica importante a respeito de questões da sociedade. Confira um pouco mais da sua trajetória.

 

Biografia

Nascido como Sebastião Ribeiro Salgado Filho, o fotógrafo nasceu no dia 8 de fevereiro de 1944 na cidade de Aimoré, nas Minas Gerais. Ele viveu uma boa parte da sua juventude na capital do Espírito Santo, Vitória.

Foi lá inclusive que ele se formou no curso de Economia, na Universidade do Espírito Santo, no ano de 1967. No ano seguinte ele deu início ao seu mestrado na USP e se casou com a pianista Lélia Deluiz Wanick.

Junto à Leila ele se mudou para Paris, onde o fotógrafo decidiu fazer o seu doutorado em Economia. Apesar de ser fotógrafo, Sebastião já trabalhou para a Organização Internacional do Café, em Londres, como secretário.

Viajou o mundo inteiro graças ao seu trabalho e, nessas viagens, passou a fotografar por hobby. Na Angola ele coordenou um projeto que abordava a cultura do café, e foi lá onde tudo começou.

 

Carreira de fotógrafo

Quando ele decide voltar à Paris, no ano de 1973, Sebastião Salgado decidiu começar a sua carreira profissional de fotógrafo. Ele iniciou atuando como freelancer, fazendo reportagens fotográficas nas demandas das agências Magnum, Gamma e Sygma.

Foi na Gamma, por exemplo, que ele fez registros de imagens da Revolução dos Cravos. Já na agência Sygma, Sebastião registrou diversos eventos viajando por mais de vinte países. Já na Magnum ele viajou bastante pela América Latina, registrando diversas situações entre 1977 e 1984.

Ele publicou o seu livro “Outras Américas” no ano de 1986, onde possui registros de fotos que representavam todas as condições das vidas dos moradores dos campos de indígenas na América Latina.

Porém, em 1981, antes de tudo isso, ele também foi encarregado de tirar fotos dos primeiros 100 dias do governo Ronald Reagan, trabalhando para o New York Times.

Ele inclusive foi o único profissional que registrou o atentado contra o presidente Reagan, no dia 31 de março de 1981, e esse foi um dos fatos que mais lhe rendeu destaque no mundo todo.

Durante uns 15 meses, Sebastião Salgado trabalhou com um grupo francês de Médicos Sem Fronteiras, onde percorreu a região do Sahel, que fica na África.

Nesse trabalho ele registrou toda a devastação que era causada pela seca, e isso rendeu mais um livro, que ele publicou em 1986 com o título “Sahel: O Homem em Agonia”.

Entre os anos de 1986 e 1992, o fotógrafo produziu uma série com o nome “Trabalhadores”, onde ele documenta o trabalho manual e as difíceis condições de vida que os trabalhadores tinham em grande parte do mundo.

No ano de 1994, fundou a empresa “Amazonas Imagens”, com o intuito de publicar e gerenciar os seus trabalhos. A sua companheira é a autora do projeto gráfico de boa parte dos seus livros.

Na sua obra “Terra”, publicada no ano de 1997, ele traz a temática do problema da questão agrária no Brasil. Mais uma vez, denunciando através de um livros questões importantes a serem debatidas. 

 

Êxodos

Salgado já viajou o mundo todo, e entre 1993 e 1999 ele foi para inúmeros países para registrar a luta das pessoas que viviam na imigração. Esse trabalho gerou mais um livro, como o nome “Êxodos”, que foi publicado em 2000.

Na introdução do livro, escreveu: “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…”

 

Gênesis

Um dos seus principais projetos, intitulado “Gênesis” foi iniciado no ano de 2004, e concluído somente em 2012. A obra, que fui publicada em 2013, mostra diversos registros da beleza da natureza e também a cultura dos mais variados povos que continuam seguindo as suas tradições mais antigas.

Ele elaborou esse projeto em diversas viagens pelo mundo, onde fotografa e consegue registrar boa parte da pluralidade que existe no planeta terra.

 

O Sal da Terra (filme)

No ano de 2014 o diretor Juliano Salgado, filho do fotógrafo, produziu e lançou o documentário “O Sal da Terra”, junto com o fotógrafo Wim Wenders.

Esse filme relata toda a trajetória de Sebastião Salgado a partir dos seus primeiros trabalhos na Serra Pelada, as misérias encontradas no nordeste do Brasil e no continente africano, além da sua principal obra “Gênesis”.

Esse documentário foi indicado ao Oscar e concorreu ao prêmio de Melhor Documentário do ano de 2015.

 

Contribuições para a sociedade

É um fato inegável que as obras do fotógrafo interferiram e contribuiram para diversos setores da sociedade. Mas, além disso, Sebastião Salgado costuma contribuir com diversas organizações de caráter humanitário. A UNICEF é uma delas, além da OMS, Médicos Sem Fronteiras, Anistia Internacional e ACNUR. 

Outro ponto é que com os seus trabalhos com fotografia ele também acaba para a reflexão e debate acerca das condições sociais pelo mundo, o que lhe rendeu diversos prêmios e honrarias ao longo de sua carreira. Tudo isso faz de Sebastião Salgado um verdadeiro crítico com lentes.

 

 

 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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