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Como Riley King passou a ser B.B. King

Você conhece a história do rei do blues? Ele teve uma origem humilde, mas deu a volta por cima e chegou a tocar até mesmo para o papa João Paulo II.

Riley Ben King nasceu em uma cidade do Misssissippi, numa fazenda de algodão, em 1925. Sua infância foi complicada: criado pela avó, sem eletricidade e sem telefone em casa. Ele tinha uma guitarra com a qual tocava em algumas cidades e resolveu sair para Memphis com ela e $2,50 no bolso.

Suas influências principais eram Django Reinhart, T-Bone Walker e outros. Ele declarou que a guitarra de T-Bone tocando algo que não era gospel chamou muito a atenção dele. Foi esse acontecimento que disparou o desejo de tocar blues. 

Em 1948, aos 23 anos, surgiu a melhor oportunidade da vida dele até então: participar do programa de rádio de Sonny Boy Williamson, tocador de harmônica. A seguir ele fez mais algumas apresentações em restaurantes e um anúncio publicitário. 

Suas atuações na rádio apontaram a necessidade de um nome artístico, inicialmente seria Beale Street Blues (referenciando a rua Beale, de Memphis), depois passou para Blues Boy King, até ser abreviado para B.B.King. 

Pouco depois desses acontecimentos, o guitarrista disparou nas turnês, com uma média de 275 concertos por ano. De forma muito repentina, ele alcançou a posição de melhor músico de blues dos últimos 40 anos e melhor guitarrista de todos os tempos, por Jimi Hendrix.

 

Momentos marcantes

Um gesto muito bonito feito por Riley aconteceu em 1996. Ele tinha um show marcado na Alemanha, mas, por conta própria, foi até Bósnia e Herzegovina tocar perante as tropas em prol da paz, na ocasião da guerra da Bósnia.  No mesmo ano, ele tocou pela primeira vez no Brasil.

Um fato curioso da vida pessoal de B.B King é que ele foi casado com duas mulheres, mas teve 15 filhos com 15 mulheres diferentes. Inclusive ele assumiu todos eles, sem questionar. Aos 65 anos ele foi diagnosticado com Diabetes e conviveu com ela por 20 anos. Até que em 2015, aos 89 anos, ele morre por complicações graves da doença.

Suas canções inspiraram grandes artistas do rock, como Albert King e Hendrix. O guitarrista e compositor também logrou diversos prêmios do Grammy, da Country Music Association e Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor, dos EUA.

 

Por que B.B. King foi um gigante da guitarra

O estadunidense entrou em cena bem na segunda fase da história do blues: durante a inserção da guitarra elétrica, entre os anos 40 e 50. Enquanto os tradicionalistas achavam que esse instrumento causaria o fim do gênero musical, B.B. King conseguia derramar sua expressão artística sobre ela, abordando a relação entre os homens e as mulheres, mais do que as próprias letras das músicas.

Suas notas musicais eram de uma sensação lancinante, os vibratos sempre amplos e tudo no mais perfeito refinamento sonoro. King não era adepto dos acordes simples e notas previsíveis, mas sim de uma afinação irregular. 

Sua ligação com a guitarra sempre foi inexplicavelmente forte. Certa vez, em 1949, enquanto se apresentava, dois homens brigavam por uma mulher até que a casa pegou fogo. Enquanto todos fugiam ele arriscou a própria vida só para pegar a guitarra. 

Ao saber que o nome da mulher envolvida na briga era Lucille, ele batizou o instrumento (e todos os outros que viriam no futuro) com esse nome para lembrar-se de nunca se arriscar no fogo e nunca brigar por uma mulher. 

Para fechar sua leitura com chave de ouro, escute 10 das melhores músicas do guitarrista clicando aqui!

 

 

 

 

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Luciana
Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

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