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Billie Eilish: Novo Prodígio, mas sem Pretensão 

Billie tem uma variedade de traços que podem racionalizar seu sucesso e autenticidade. E vão além de uma voz diferente sussurrada. 

 

A garota que criou um single global

Billie Eilish Pirate Baird O’Connell nasceu em 2001, em Los Angeles. Sua mãe é Maggie Baird, uma professora e atriz, e o seu pai é Patrick O’Connell, também ator. Algumas peculiaridades envolvem sua vida desde o início: ela foi concebida em fertilização in vitro e estudou no regime de Homeschooling pelos pais. Ela tem um irmão 4 anos mais velho, Finneas. 

Billie foi ensinada e influenciada com música pela família desde muito cedo, inclusive pelo irmão que já tinha uma banda. O ambiente familiar era uma constante exploração e experimentação do quer que quisessem, seja pintura, dança ou teatro. Com apenas 11 anos de idade, Billie compôs sua primeira canção. O tema era sobre um apocalipse zumbi, inspirado numa série de TV que ela assistia. 

Dos 13 aos 16 anos, Billie desenvolveu depressão e síndrome do pânico. No momento atual, ela não se sente curada, mas compreende que evoluiu bastante especialmente por ter se decidido a ter mais paciência com ela mesma e ter estabelecido prioridades na vida. Ela ainda tem o diagnóstico de Síndrome de Tourette e sinestesia. 

Em 2014, ela se tornou vegana, mesmo tendo nascido vegetariana. A justificativa era a dismorfia corporal que sofria. Agora mais velha, ela se apega às motivações éticas da dieta. 

A primeira canção que ela publicou na internet foi “Ocean Eyes”, em 2015, que foi descoberta e promovida pela BBC One, Beats 1 e outros. Essa música ficou por mais de um ano entre os primeiros 200 sucessos da Billboard. Logo ela conseguiu um contrato com a Apple Music e depois com a Interscope Records. 

Em 2017, ela produziu outra música que compôs a trilha sonora da série “13 Reasons Why”, da Netflix. No ano seguinte ela gravou “Bad Guy”, o maior single mundial de 2019. Hoje a cantora faz um sucesso surreal, inclusive tem um fã que foi 7 vezes à casa dela a obrigando a buscar uma ordem de restrição de 200 metros. 

A norte-americana também já se envolveu com causas sociais, quando lançou um livro para colorir cujas vendas foram destinadas ao Fundo das Nações Unidas para a Infância.

 

Por que Billie virou um fenômeno?

Billie é a:

  • primeira garota a ser indicada a quatro grandes categorias do Grammy (música do ano, gravação do ano, álbum do ano e artista revelação);
  • a mais jovem a ganhar todos eles de uma vez;
  • a primeira a levar os quatro prêmios em uma única edição, desde 1981.

 

O que a levou a tanto êxito? Alguns acreditam que se deve a:

Estética diferenciada

Na Billie não existe o estereótipo de adolescente feliz e vivaz. Seu jeito de ser e de se vestir emana uma sensação estranha, tensa e desconfortável. Está mais para um estilo pop gótico. 

Sem pretensão

Mesmo com o sucesso astronômico, Eilish continua morando com os pais e gravando as músicas de forma caseira, com o irmão. Isso também incentiva os jovens a criarem sua arte, independente das circunstâncias. 

Visibilidade a sua geração

Billie aborda exatamente os tópicos vividos pela Geração Z, da qual ela faz parte, quando canta sobre o abuso de Xanax, empoderamento feminino e militância social e ambiental.

Perfil de voz

O fisiólogo Craig Richard já analisou a voz da Billie. Ela não grita nem projeta a voz, o tom baixo proporciona conforto ao ouvinte.

 

Leia uma resenha sobre o famoso álbum “When We All Fall Asleep, Where Do We Go?” da Billie. 

Colaborador Beco das Palavras
Os textos publicados aqui são produzidos pelo colaborador que assina cada artigo, sob supervisão e revisão de Luciana Assunção.

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