Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar

A treta está lançada. O que define uma foto: o tipo de equipamento ou o fotojornalista? Existe uma controversa no mundo da fotografia profissional sobre o tipo de equipamento usar para o seu trabalho no jornalismo. De modo geral, esta questão está em voga há pelo menos 30 anos, com os avanços e popularização de equipamentos (vivemos o digital no Brasil desde 2003). Vai além da definição de uma profissão e perpassa o tipo de conhecimento que o profissional agregou ao longo de sua carreira acima do equipamento usado. Acompanho o trabalho de diversos colegas fotojornalistas em coberturas do Congresso Nacional e uma coisa que fica evidente é uma espécie de “guerra” entre o smartphone e o registro profissional, sendo o primeiro usado, principalmente, por leigos no ambiente em detrimento ao espaço dedicado de bancada para os profissionais de jornalismo. Mas antes de chegar nesse ponto, vamos falar da profissão. Continue reading “Fotojornalismo: entre o equipamento e o olhar”

Histórias fotográficas

Há muitos anos me apaixonei pela arte do registro fotográfico. Classifico como arte, pois o fotógrafo é uma espécie de “agente” a serviço do recorte, molda em quadrados e retângulos o que vê e reporta para alguém, assim como antes deles, o pintor (retratista) o fazia. Simplista, não? Pois é. Antes de frequentar a Universidade, meu conhecimento sobre técnicas fotográficas era quase zero. Minha prática era intuitiva, quase primitiva, muitas vezes, com recortes que não faziam sentido algum (para quem olhava), mas para mim (não sei o porquê) eram importantes de serem impressos no papel – até meados dos anos 2000, a fotografia era, essencialmente, capturada por meio de rolos de filmes especiais e impressa em papel fotossensível. Continue reading “Histórias fotográficas”