A fábula da mulher e seu tempo

Uma das principais atrações do Festival de Teatro de Curitiba, Gaby Amarantos abre turnê do espetáculo Eu Sou no Teatro Guaíra

Fotos: Annelize Tozetto/FestCuritiba

Ser mulher em uma sociedade de exclusão é uma reconstrução constante. Apesar de sermos maioria, a representatividade no pensamento filosófico universal ainda carece de vozes. O lugar de fala é, muitas vezes, cerceado pela lógica masculina que exclui e condiciona a mulher à condição de subalterna, uma âncora do homem. As conquistas, relevantes para a construção social, como conceitos de equidade, evolução nos direitos civis e representatividade de minorias são diminuídas a ponto de se tornarem supérfluas na linha do tempo de nossa sociedade. Uma história de vencidos.

Neste ponto, sentir-se mulher é um ato de resistência. Em todo o momento estigmas reforçam o lugar submisso do gênero. Se a mulher se torna mãe é condicionada a se voltar apenas a criação de seus filhos. Se filha, a mulher tem que se dar o respeito e se resguardar para não ser taxada de puta. Se pensadora, deve referenciar o modelo masculino, já que eles “vieram primeiro”. Ser mulher não é fácil. É um ir e vir de rótulos que impedem que outras facetas do conhecimento sejam exploradas. Continue reading “A fábula da mulher e seu tempo”

O Pacto

Minha primeira impressão ao começar a ler o livro foi espanto, juro que fiquei muito incomodado com o começo da história, imaginem os piores pensamentos do ser humano exposto de uma forma tão natural e normal, levei um tempo, mas consegui me acostumar,

Ignatius Perrish, ou só Ig, após uma noite de bebedeira, blasfêmias e pecados (como urinar na imagem de Virgem Maria) acorda com um “belo” par de chifres, sua primeira impressão ao ver sua imagem no espelho foi que estava ficando completamente doido, ou melhor, que tinha desenvolvido um tipo de câncer raro e de rápido desenvolvimento e que assim estava prestes a morrer, o que não seria algo ruim afinal. Continue reading “O Pacto”

O Aleph – Paulo Coelho

Antes de começar essa resenha, venho avisar que sou fã incondicional do Paulo Coelho, mas tentarei (fazendo um grande esforço) ser imparcial. Essa, sem sombra de dúvidas foi a resenha mais difícil que já fiz, os livros do Paulo Coelho passam uma linguagem muito subjetiva, a interpretação das mensagens é muito influenciada com o que você esta vivendo no momento. Se eu for resenhar este livro daqui uns 2 meses garanto que faria de outra forma. Mas é exatamente isso que torna as obras do Paulo Coelho perfeitas, são livros para ler e reler (Fiz muito disso quando não tinha a oportunidade de comprar novos livros, e tinha somente uma coleção de todos os livros do Paulo Coelho, lançada por um grande jornal de São Paulo).

Quem já leu “Diários de um Mago” e as “Valkirias” vão reconhecer a forma com que “O Aleph” é contato. Em “O Aleph” o autor nos conta como ele conseguiu recuperar sua fé após um momento de dúvidas, para isso, seguindo os conselhos de seu mestre “J.”, Paulo se arrisca, marca compromissos e sai em mais uma viajem, em busca de respostas, tentar novamente se reconectar com o mundo e consigo próprio. Entre Março e Julho de 2006 Paulo passa por três continentes (África, Europa e Ásia). Percorrendo seu 3º caminho sagrado (depois da transformadora peregrinação a Santiago de Compostela, em 1986, e do perturbador Caminho de Roma, três anos depois). Essa não foi somente uma viajem física, foi espiritual, através do tempo e do espaço, do passado e presente o autor viajou em busca de si próprio. Continue reading “O Aleph – Paulo Coelho”