Como seres humanos, temos a necessidade de sermos aceitos. Ser aceita em um grupo ou por uma pessoa é algo essencial para nos sentirmos completas e, algumas vezes, moldamos nossos gostos e crenças para alcançar essa aceitação.
A busca por aprovação ativa o sistema de recompensa no cérebro, liberando dopamina ao sermos aceitos, mas pode levar à perda de autenticidade. Estudos em psicologia social, como os de Abraham Maslow em sua hierarquia de necessidades, colocam a pertença logo após as necessidades básicas.
Em “Metade inteira de uma mulher”, a autora Claubia Rodrigues relata sua vida amorosa e como cada relacionamento a auxiliou a conhecer a si própria.
Claubia relata desde o primeiro relacionamento, que foi também seu primeiro casamento, e o fim dele foi o pontapé inicial para se redescobrir em meio a questionamentos e dogmas que a igreja permeia a vida sexual de uma mulher.
Cada capítulo a autora conta a história que viveu com um parceiro e como isso a fez se conhecer, e aprender com aquele momento vivido. Desta forma ela expõe suas vulnerabilidades, forçando-a a questionar padrões de aceitação. Ela descreve momentos de ruptura, brigas, dependência emocional, que a levam a redefinir sua identidade além do relacionamento.
No decorrer dos capítulos Claubia expõe que cada relacionamento trouxe um aprendizado maior do que ela esperava: o autoconhecimento. E, ao final, junto à religiosidade, ela percebe que não apenas se encontrou, mas que se sente completa.
Claubia expõe vulnerabilidades em relações passadas, mostrando como brigas e dependências revelam padrões de aceitação externa. Cada experiência, inicialmente dolorosa, vira ferramenta para romper ciclos viciosos e abraçar a autenticidade.
No desfecho, a fé atua como âncora, integrando aprendizados e trazendo sensação de completude interna, não mais fragmentada por validações alheias.?
O livro nos incentiva a ver o “caos transformador” nas próprias histórias, priorizando autodescoberta e perdão para uma vida inteira.
Cada um dos dez capítulos são inspiradores, que vai além de contar sua história, mas uma ferramenta para incentivar os leitores a se perceberem que também são pessoas inteiras, independentes e que sim, todos nós podemos ser felizes com quem somos.

