Relato de uma vivência dépêche a la mode

Decerto é muito mais difícil falar sobre algo que amamos do que qualquer outra coisa. Para os demais temas o distanciamento é corriqueiro. Vemos o objeto como algo fora de nosso alcance, o que torna o relato mais crível, sem o véu da emoção. E por se tratar da concretização de um sonho, uma paixão que foi movida pela ansiedade de um ano inteiro, uma … Continuar lendo Relato de uma vivência dépêche a la mode

Sunday Bloody Sunday – História e Memória

 

Tenho certeza que a maioria de vocês conhece a banda U2, ou pelo menos escutou alguma de suas músicas (mesmo sem saber, talvez, de quem era), ou já ouviu falar do grupo. Uma banda de tanto sucesso, ativa há tantos anos, é difícil passar despercebida.

U2 é minha banda favorita e, sendo assim, é difícil para mim escolher a música que mais gosto. São tantas histórias, tantos momentos da minha vida nos quais me identifiquei com alguma letra, tantas mensagens fortes transmitidas pelas músicas, que realmente é difícil destacar só uma. Mas em tempos de tanta intolerância no mundo, vale a pena falarmos de Sunday Bloody SundayContinuar lendo “Sunday Bloody Sunday – História e Memória”

Escuta só! – Bomba Estereo

Oi, pessoas!

Hoje voltei para trazer mais uma sugestão de música colombiana para vocês. Sempre gostei de música em espanhol, mas não tinha muito conhecimento da música colombiana, especificamente (não gosto de usar o termo “música latina”, porque música brasileira também é latina, afinal de contas). Desde que vim morar na Colômbia tenho conhecido muitos artistas e bandas locais e é incrível ver toda a riqueza musical desse país. Um grupo que tem feito muito sucesso não só na Colômbia, mas internacional, é o Bomba Estereo. Continuar lendo “Escuta só! – Bomba Estereo”

A fábula da mulher e seu tempo

Uma das principais atrações do Festival de Teatro de Curitiba, Gaby Amarantos abre turnê do espetáculo Eu Sou no Teatro Guaíra

Fotos: Annelize Tozetto/FestCuritiba

Ser mulher em uma sociedade de exclusão é uma reconstrução constante. Apesar de sermos maioria, a representatividade no pensamento filosófico universal ainda carece de vozes. O lugar de fala é, muitas vezes, cerceado pela lógica masculina que exclui e condiciona a mulher à condição de subalterna, uma âncora do homem. As conquistas, relevantes para a construção social, como conceitos de equidade, evolução nos direitos civis e representatividade de minorias são diminuídas a ponto de se tornarem supérfluas na linha do tempo de nossa sociedade. Uma história de vencidos.

Neste ponto, sentir-se mulher é um ato de resistência. Em todo o momento estigmas reforçam o lugar submisso do gênero. Se a mulher se torna mãe é condicionada a se voltar apenas a criação de seus filhos. Se filha, a mulher tem que se dar o respeito e se resguardar para não ser taxada de puta. Se pensadora, deve referenciar o modelo masculino, já que eles “vieram primeiro”. Ser mulher não é fácil. É um ir e vir de rótulos que impedem que outras facetas do conhecimento sejam exploradas. Continuar lendo “A fábula da mulher e seu tempo”