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A Entrevista

Eu realmente não esperava nada desse livro, me neguei a ler algumas vezes (até porque não é meu tipo de literatura), mas compromisso assumido é sagrado (Clube do Livro Autêntica), então li. Não gostei, nem desgostei. Quase bobo, quase ingênuo, quase… e repetitivo.

O livro fala sobre a oportunidade que Tess Canyon encontrou de se vingar da empresa Diamond por ter demitido e difamado seu pai. Ao ver que havia uma vaga para assistente executiva, ela não pensou duas vezes em abandonar seu emprego e sua carreira para colocar em prática seu plano. Continuar lendo “A Entrevista”

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Six of Crows – Sangue e Mentiras

sixofcrowsSix of Crows – Sangue e Mentiras, de Leigh Bardugo foi lançado em 2016 pela editora Gutenberg. Six of Crows é uma ficção distópica, que leva seis jovens marginais a uma empreitada suicida.

A missão desses jovens é resgatar um cientista que criou uma nova droga capaz de potencializar, e muito, os poderes dos Grishas (seres humanos capazes de manipular elementos), de uma fortaleza quase impenetrável em território hostil e extremista.

O bando se vê como um grupo de criminosos: ladrões em busca de recompensa, mas se descobrem como um grupo de sobreviventes em busca de liberdade.

Six of Crows é um livro de aventura mas, acima de tudo, é um livro que fala sobre ganhos e perdas, preconceito e aceitação, descobertas e desapegos, ceticismo e crença, sofrimento e esperança. Continuar lendo “Six of Crows – Sangue e Mentiras”

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Quando Tudo Começou

quandotudocomeçouEnfrentar os primeiros dias numa nova escola pode ser bem desafiador, ainda mais quando se é tímida e cheia de sonhos. O bom é quando essa conversa chega à cozinha​:​

Bolo delicioso de morango:

Pão de Ló:
1 xíc. (chá) de leite quente
2 xíc. (chá) de açúcar
2 xíc. (chá) de farinha de trigo
1 col. (sopa) de fermento em pó
5 ovos

Recheio:
1/2 litro de leite
1 lata de leite condensado
1 cx de creme de elite
3 colheres de amido de milho
3 gemas
2 caixinhas de morango

Modo de prepraro:
Abra Quando Tudo Começou na página 51​.

Um começo intenso, mas fofo. Um quadrinho biográfico, delicado, linda e ricamente ilustrado, interativo, envolvente, empático. Das queridas Bruna Vieira e Lu Cafaggi​. ​

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Orgulho & Preconceito em Quadrinhos

Orgulho & Preconceito em Quadrinhos, da editora Nemo, é uma boa adaptação e uma possibilidade de introduzir os mais resistentes ao mundo de Jane Austen.

Com roteiro de Ian Edginton (roteirista britânico que adaptou Star Wars, Star Trek, Alien vs. Predador e o Exterminador do Futuro para quadrinhos) e desenhos de Robert Deas (especialista em adaptações de clássicos), a história de Jane Austen faz uma crítica a sociedade de sua época em que casamento era quase um negócio.

É a história de como Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, lá pelos idos de 1800 e qualquer coisinha, se despem de seus orgulhos, seus preconceitos e das amarradas regras sociais para tornar possível sua união.

Me lembrou um ​bocado a adaptação cinematográfica do Joe Wright, de 2005, com Keira Knightley e Metthew Macfadyen, faltando apenas​: meia dúzia de liga para a história realmente assentar; a trilha sonora de Dario Marianelli​; ​e a cena famosa do Mr. Darcy saindo de seu lago particular, eternizada por Colin Firth na adaptação da BBC de 1995 e tem outra bem legal na minisérie Lost in Austen. ​

Enfim, sou suspeita demais, mas super recomendo!

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Sonata em punk rock

Acho bem difícil escrever críticas negativas para o trabalho que, de alguma forma, foi, sim, um esforço de outra pessoa.

Em Sonata em punk rock, da editora Gutenberg, Babi Dewet teve a brilhante ideia de criar uma Cidade da Música, um local em que abriga o maior conservatório de música do país com reconhecimento internacional. Sensacional. Gostaria de conhecer e me acho pouco apta a tentar entrar num lugar como esse, mas seria algo com que sonhar.

Ideia, esta​,​ muito mal executada.

Valentina, personagem que, pelo histórico de vida, deveria ser forte e servir de exemplo, é confusa, rasa e incoerente. Alguns conceitos e certezas que são levantados, na verdade não estão colocados de forma adequada. Como, por exemplo, o ouvido absoluto da Valentina e o déficit de atenção do Kim. Ter ouvido absoluto não torna ninguém um gênio sem esforço e ralação. O gênio mesmo é o Kim (que por sinal rouba a cena), exímio pianista, extremamente focado, mas que tem a cabeça confusa, o que não é necessariamente um défcit de atenção.

Infelizmente a autora não soube desenvolver sua história, seus personagens e nem as temáticas que resolveu abordar de forma primária ou secundária. E que mais pareciam tópicos de uma matéria que temos que cursar. Temas como feminismo, sororidade, engajamento, abandono, adoção… E até o próprio ensi​n​o de música. ​É como se ela quisesse mostrar que sabe sobre diversos assuntos, mas os trata de forma ​superficial e nada natural. Mas devo confessar que até dá para se divertir.

SONATA EM PUNK ROCK é uma peça equivocada.

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