Publicado em Literatura, Literatura Estrangeira

Eu Sou Deus

Eu sou Deus (ed Intrínseca) é um thriller do italiano Giorgio Faletti sobre um assassino em série que deixa a cidade de Nova York em alerta. Assassinatos, explosões e nada que faça uma ligação entre as vítimas, deixa os policiais desorientados pela falta de um perfil psicológico desse assassino.

A investigação acaba nas mãos de Vivien Light, uma detetive experiente que passa por diversos problemas pessoais. Ela terá a ajuda de Russel Wade, um fotográfo  decadente que perdeu tudo após uma decisão anti-ética.

A história é repleta de personagens, que são meticulosamente apresentados ao leitor com passagens que nos fazem conhecer cada personagem com clareza. O assassino também não é esquecido. Logo no inicio conhecemos o assassino e o motivo que o faz agir (apesar dos crimes aleatórios). Mas ainda assim o leitor fica sem saber quem o assassino é quando a história realmente se inicia (ou seja, quando as mortes começam a serem vistas).

O desenrolar da história é lento. Por haver muitos detalhes de personagens secundários, a história demora a se desenrolar nas primeiras paginas. A medida que a leitura avança, o ritmo melhora, mas acabou me deixando confusa tanta informação. Ao meu ponto de vista, algumas informações sobre as personagens foram desnecessárias ao texto, principalmente àqueles personagens terciários, que não chegam ao final do livro ou têm muita relevância na história. Isso acaba cansando a leitura e dando espaço para que o leitor desista e não termine o livro.

Mas a medida que a história começa a seguir adiante, começa um ritmo mais ágil, típico dos livros policiais e a história volta a ser interessante. Mas o foco continua nas personagens chaves e não no assassino e nas investigações. É importante ressaltar essa informação, caso contrario poderá se decepcionar com o livro.

Ao ler Eu Sou Deus, percebi que este é aquele tipo de livro perfeito para as grandes telas. O cinema é o local onde se faz necessário inserir detalhes da vida das personagens, e o texto de Faletti se tornaria mais rico. As partes no livro que possuem leituras lentas seriam perfeitas no cinema e não se tornariam enfadonhas, mas necessárias para entendermos o contexto.

Autor:

Uma jovem que estuda, trabalha e respira literatura. E sempre que possível está aqui para dar dicas de livros via internet.

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